
Deputado dos EUA regressa após ausência de quatro meses e revela depressão
Tom Kean Jr. explicou que esteve hospitalizado por depressão, enquanto democratas mantêm a pressão para conquistar o seu distrito nas eleições intercalares.
O regresso do congressista republicano Tom Kean Jr. à Câmara dos Representantes, na terça-feira, pôs fim a uma ausência de quase quatro meses que intrigava Washington e o seu distrito em Nova Jérsia. Kean revelou ter sido diagnosticado com depressão e permanecido internado por recomendação médica, depois de ter estado desaparecido da vida pública desde 5 de março. A sua falta teve um efeito mensurável: com a maioria republicana reduzida a uma margem mínima, cada voto perdido — foram mais de 140, incluindo votações cruciais sobre o pacote orçamental e a política externa — complicou a gestão da agenda legislativa do presidente da Câmara, Mike Johnson.
A explicação surge num momento politicamente sensível. Kean, herdeiro de uma dinastia política de Nova Jérsia, venceu em 2022 um distrito que Joe Biden conquistara em 2020 e que Donald Trump ganhou por apenas um ponto percentual em 2024. Durante a sua ausência, o congressista continuou a realizar transações bolsistas, segundo registos oficiais, o que alimentou críticas da adversária democrata, Rebecca Bennett, ex-piloto de helicóptero da Marinha. Bennett, que venceu as primárias sem oposição em maio, acusou Kean de estar “ausente” mesmo antes do desaparecimento e de não se distanciar das políticas mais controversas de Trump, como a construção de um centro de detenção de imigrantes no distrito.
Na perspetiva de Washington, a revelação do diagnóstico foi acolhida com uma combinação de apoio pessoal e cálculo eleitoral. O speaker Mike Johnson afirmou que teria sido “mais específico” sobre a condição de saúde, mas garantiu que Kean será reeleito. Vários democratas manifestaram solidariedade, mas sublinharam que a disputa pelo 7.º distrito continua a ser uma prioridade para o partido, que o incluiu no programa “Red to Blue” de apoio a candidatos em distritos competitivos. O caso reavivou comparações com o senador democrata John Fetterman, que em 2023 divulgou de imediato o seu internamento por depressão, permitindo à sua bancada ajustar-se.
O próximo marco factual será a eleição de novembro, num distrito que o Cook Political Report classifica como muito disputado. A campanha de Kean terá de conciliar a narrativa de recuperação pessoal com a necessidade de mobilizar um eleitorado dividido, enquanto Bennett procura capitalizar a perceção de que o congressista esteve inacessível em momentos decisivos. A dinâmica do distrito, mais do que o diagnóstico em si, ditará o desfecho.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Após meses de ausência inexplicada e mais de cem votações perdidas, o deputado republicano Kean retornou ao Congresso, atribuindo seu desaparecimento prolongado a um tratamento para depressão. O longo silêncio levantou questões sobre transparência, e sua explicação ocorre em meio à campanha de reeleição com o apoio de Trump.
Um deputado americano retornou ao parlamento após uma longa internação, revelando ter sido diagnosticado com depressão. Ele falou abertamente sobre a doença, descrevendo-a como física e emocional, e destacou a importância de aceitar ajuda.
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