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Crime e Desastresquinta-feira, 2 de julho de 2026

Explosão em Mônaco fere empresário ucraniano e família; suspeita é mulher disfarçada

Ataque com mochila-bomba deixou três feridos, entre eles um adolescente; investigação aponta para cidadã ucraniana que teria fugido para a Itália.

Uma explosão na entrada de um edifício residencial no Principado de Mônaco, na noite de 29 de junho, feriu o empresário de origem ucraniana Vadym Yermolaiev, uma mulher e um adolescente de 13 anos. O artefato, escondido numa mochila, foi detonado quando o grupo regressava a casa, no bairro de Place des Moulins. Yermolaiev sofreu queimaduras e ferimentos por estilhaços, mas a sua vida não corre perigo. A mulher, identificada como Anna Nasobina, companheira do empresário, teve as duas pernas amputadas e permanece em estado crítico, segundo fontes hospitalares citadas pela imprensa francesa. O filho de Yermolaiev sofreu ferimentos ligeiros.

As autoridades monegascas, apoiadas por gendarmes franceses, identificaram a principal suspeita como uma cidadã ucraniana com cerca de 30 anos, residente na Alemanha. Imagens de videovigilância mostram uma pessoa que depositou a mochila e se afastou antes de acionar o explosivo à distância. Inicialmente, a polícia procurava um homem, mas a análise das gravações e o testemunho de uma pessoa que contactou a suspeita levaram os investigadores a concluir que se tratava de uma mulher disfarçada com roupas largas e chapéu escuro. A procuradoria de Mônaco emitiu um mandado de detenção internacional e ativou mecanismos de cooperação policial europeia, depois de a suspeita ter sido localizada num país que não é França nem Mônaco — a imprensa italiana e francesa refere a possibilidade de se ter refugiado em Itália com a ajuda de cúmplices.

O motivo do ataque permanece por esclarecer. Fontes judiciais citadas por veículos franceses indicam que a investigação privilegia duas pistas: um acerto de contas ligado ao crime organizado ou uma ingerência estrangeira. O diário Le Figaro noticiou que a pista dos serviços secretos ucranianos (SBU) é considerada prioritária, embora a procuradoria monegasca não confirme oficialmente essa hipótese. Yermolaiev, que renunciou à cidadania ucraniana em 2017 e adotou a nacionalidade cipriota, foi sancionado por Kiev em 2023 sob a acusação de manter negócios na Crimeia ocupada pela Rússia. Dias antes do atentado, colaborara com o gabinete anticorrupção ucraniano e, segundo antigos agentes franceses, preparava uma intervenção no Parlamento Europeu para denunciar a corrupção na Ucrânia.

A imprensa russa e ucraniana acrescenta outras camadas de contexto. O empresário integrava a lista dos mais ricos da Ucrânia, com um património estimado em mais de 200 milhões de dólares, e era apontado como membro do chamado “Batalhão de Mônaco”, um grupo de milionários ucranianos que se instalaram na Riviera Francesa após o início da guerra. O filho mais velho de Yermolaiev foi condenado em abril por uma fraude internacional com call centers. Apesar das múltiplas linhas de investigação, as autoridades de Mônaco sublinham que qualquer conclusão sobre os mandantes do atentado é prematura enquanto a suspeita não for detida e interrogada.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
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O ataque ao magnata ucraniano Vadym Yermolaiev no Mónaco gerou várias teorias, desde o envolvimento do Estado ucraniano até à sabotagem russa ou a um esquema de fraude de call centers. As autoridades procuram o suspeito enquanto os analistas avaliam as implicações geopolíticas do atentado.

Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
IndignaçãoAlarmeCeticismo

Os investigadores acreditam agora que a principal suspeita é uma mulher ucraniana na casa dos trinta anos a residir na Alemanha, aprofundando a sombra dos serviços secretos de Kiev sobre o ataque. Um empresário alegou que Yermolaiev pagou cinco milhões de euros ao SBU para evitar sanções, sugerindo um motivo corrupto por detrás da tentativa de assassinato.

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Explosão em Mônaco fere empresário ucraniano e família; suspeita é mulher disfarçada

Ataque com mochila-bomba deixou três feridos, entre eles um adolescente; investigação aponta para cidadã ucraniana que teria fugido para a Itália.

Uma explosão na entrada de um edifício residencial no Principado de Mônaco, na noite de 29 de junho, feriu o empresário de origem ucraniana Vadym Yermolaiev, uma mulher e um adolescente de 13 anos. O artefato, escondido numa mochila, foi detonado quando o grupo regressava a casa, no bairro de Place des Moulins. Yermolaiev sofreu queimaduras e ferimentos por estilhaços, mas a sua vida não corre perigo. A mulher, identificada como Anna Nasobina, companheira do empresário, teve as duas pernas amputadas e permanece em estado crítico, segundo fontes hospitalares citadas pela imprensa francesa. O filho de Yermolaiev sofreu ferimentos ligeiros.

As autoridades monegascas, apoiadas por gendarmes franceses, identificaram a principal suspeita como uma cidadã ucraniana com cerca de 30 anos, residente na Alemanha. Imagens de videovigilância mostram uma pessoa que depositou a mochila e se afastou antes de acionar o explosivo à distância. Inicialmente, a polícia procurava um homem, mas a análise das gravações e o testemunho de uma pessoa que contactou a suspeita levaram os investigadores a concluir que se tratava de uma mulher disfarçada com roupas largas e chapéu escuro. A procuradoria de Mônaco emitiu um mandado de detenção internacional e ativou mecanismos de cooperação policial europeia, depois de a suspeita ter sido localizada num país que não é França nem Mônaco — a imprensa italiana e francesa refere a possibilidade de se ter refugiado em Itália com a ajuda de cúmplices.

O motivo do ataque permanece por esclarecer. Fontes judiciais citadas por veículos franceses indicam que a investigação privilegia duas pistas: um acerto de contas ligado ao crime organizado ou uma ingerência estrangeira. O diário Le Figaro noticiou que a pista dos serviços secretos ucranianos (SBU) é considerada prioritária, embora a procuradoria monegasca não confirme oficialmente essa hipótese. Yermolaiev, que renunciou à cidadania ucraniana em 2017 e adotou a nacionalidade cipriota, foi sancionado por Kiev em 2023 sob a acusação de manter negócios na Crimeia ocupada pela Rússia. Dias antes do atentado, colaborara com o gabinete anticorrupção ucraniano e, segundo antigos agentes franceses, preparava uma intervenção no Parlamento Europeu para denunciar a corrupção na Ucrânia.

A imprensa russa e ucraniana acrescenta outras camadas de contexto. O empresário integrava a lista dos mais ricos da Ucrânia, com um património estimado em mais de 200 milhões de dólares, e era apontado como membro do chamado “Batalhão de Mônaco”, um grupo de milionários ucranianos que se instalaram na Riviera Francesa após o início da guerra. O filho mais velho de Yermolaiev foi condenado em abril por uma fraude internacional com call centers. Apesar das múltiplas linhas de investigação, as autoridades de Mônaco sublinham que qualquer conclusão sobre os mandantes do atentado é prematura enquanto a suspeita não for detida e interrogada.

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Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
AlarmeCeticismo

O ataque ao magnata ucraniano Vadym Yermolaiev no Mónaco gerou várias teorias, desde o envolvimento do Estado ucraniano até à sabotagem russa ou a um esquema de fraude de call centers. As autoridades procuram o suspeito enquanto os analistas avaliam as implicações geopolíticas do atentado.

Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
IndignaçãoAlarmeCeticismo

Os investigadores acreditam agora que a principal suspeita é uma mulher ucraniana na casa dos trinta anos a residir na Alemanha, aprofundando a sombra dos serviços secretos de Kiev sobre o ataque. Um empresário alegou que Yermolaiev pagou cinco milhões de euros ao SBU para evitar sanções, sugerindo um motivo corrupto por detrás da tentativa de assassinato.

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