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Justiça & Direitosegunda-feira, 29 de junho de 2026

Suprema Corte dos EUA amplia poder de Trump para demitir chefes de agências

Decisão reverte precedente de 1935, mas preserva independência do Federal Reserve ao barrar demissão de Lisa Cook.

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos a 3, que o presidente Donald Trump pode demitir os dirigentes de agências federais independentes sem justa causa, revertendo o precedente Humphrey’s Executor, de 1935. No mesmo dia, o tribunal rejeitou o pedido da Casa Branca para afastar imediatamente a governadora do Federal Reserve, Lisa Cook, alegando que não lhe foi garantido o devido processo legal. A decisão no caso Trump v. Slaughter amplia a autoridade presidencial sobre entidades como a Comissão Federal de Comércio (FTC), enquanto a exceção aberta para o banco central sinaliza, segundo analistas em Washington, uma distinção baseada na tradição histórica de independência da política monetária.

A maioria conservadora do tribunal, em voto redigido pelo presidente John Roberts, considerou que as proteções de mandato para comissários da FTC violam a separação de poderes constitucional. Roberts caracterizou a decisão de 1935 como um desvio jurisprudencial e afirmou que “agências independentes não são ‘independentes’ no sentido de estarem livres do presidente”. A juíza Sonia Sotomayor, na dissidência, leu da bancada um voto de quase 20 minutos, classificando a sentença como “gravemente errada” e alertando que ela confere ao presidente “um poder desconhecido até mesmo para a Coroa inglesa contra a qual os fundadores se revoltaram”. O presidente Trump celebrou o resultado como uma “vitória histórica e sem precedentes”, enquanto a senadora democrata Elizabeth Warren acusou-o de querer colocar as agências ao serviço de “amigos bilionários”.

A decisão tem implicações para mais de duas dezenas de agências reguladoras, incluindo o Conselho Nacional de Relações Trabalhistas e o Conselho de Proteção ao Sistema de Mérito, cujos dirigentes passam a poder ser exonerados por divergências políticas. Observadores em Brasília notam que o fortalecimento do controle presidencial sobre órgãos de fiscalização ecoa debates sobre a autonomia de agências reguladoras no Brasil, onde o Banco Central possui autonomia formal desde 2021. Em Lisboa, juristas sublinham que a exceção concedida ao Federal Reserve, embora fundamentada em questões processuais, preserva um núcleo de independência para a autoridade monetária, mas não impede futuras tentativas de remoção caso o devido processo seja observado. A distinção entre a FTC e o Fed foi criticada por setores progressistas como incoerente, mas a maioria do tribunal evitou estender o raciocínio ao banco central, citando a sua “tradição histórica singular”.

O caso Slaughter insere-se num esforço mais amplo da administração Trump para remodelar a burocracia federal, que já incluiu a demissão de outros funcionários protegidos por mandato. O tribunal recusou-se ainda a apreciar o recurso de Trump no caso de difamação e abuso sexual movido pela escritora E. Jean Carroll, mantendo as condenações anteriores. Quanto a Lisa Cook, a governadora permanece no cargo enquanto decorre o litígio, mas Trump ameaçou tomar “medidas apropriadas imediatamente” para afastar quem considere ter cometido irregularidades. A expectativa, segundo fontes do Departamento de Justiça citadas pela imprensa norte-americana, é que a administração avance com novos processos de exoneração noutras agências, testando os limites da decisão agora firmada.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A maioria conservadora da Suprema Corte concedeu a Trump uma vitória esmagadora, desmantelando uma proteção de noventa anos para agências independentes. A juíza dissidente Sotomayor alertou que a decisão altera fundamentalmente a estrutura constitucional. A decisão é retratada como uma perigosa tomada de poder que ameaça o equilíbrio do governo.

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CeticismoPragmatismo

A Suprema Corte ampliou a autoridade de Trump para demitir chefes de agências independentes, mas protegeu explicitamente o Federal Reserve de tal interferência. Esta decisão mista fortalece a mão do presidente, mantendo um firewall crucial em torno da política monetária. A decisão é vista como uma recalibragem pragmática, em vez de uma transferência total de poder.

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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Suprema Corte dos EUA amplia poder de Trump para demitir chefes de agências

Decisão reverte precedente de 1935, mas preserva independência do Federal Reserve ao barrar demissão de Lisa Cook.

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos a 3, que o presidente Donald Trump pode demitir os dirigentes de agências federais independentes sem justa causa, revertendo o precedente Humphrey’s Executor, de 1935. No mesmo dia, o tribunal rejeitou o pedido da Casa Branca para afastar imediatamente a governadora do Federal Reserve, Lisa Cook, alegando que não lhe foi garantido o devido processo legal. A decisão no caso Trump v. Slaughter amplia a autoridade presidencial sobre entidades como a Comissão Federal de Comércio (FTC), enquanto a exceção aberta para o banco central sinaliza, segundo analistas em Washington, uma distinção baseada na tradição histórica de independência da política monetária.

A maioria conservadora do tribunal, em voto redigido pelo presidente John Roberts, considerou que as proteções de mandato para comissários da FTC violam a separação de poderes constitucional. Roberts caracterizou a decisão de 1935 como um desvio jurisprudencial e afirmou que “agências independentes não são ‘independentes’ no sentido de estarem livres do presidente”. A juíza Sonia Sotomayor, na dissidência, leu da bancada um voto de quase 20 minutos, classificando a sentença como “gravemente errada” e alertando que ela confere ao presidente “um poder desconhecido até mesmo para a Coroa inglesa contra a qual os fundadores se revoltaram”. O presidente Trump celebrou o resultado como uma “vitória histórica e sem precedentes”, enquanto a senadora democrata Elizabeth Warren acusou-o de querer colocar as agências ao serviço de “amigos bilionários”.

A decisão tem implicações para mais de duas dezenas de agências reguladoras, incluindo o Conselho Nacional de Relações Trabalhistas e o Conselho de Proteção ao Sistema de Mérito, cujos dirigentes passam a poder ser exonerados por divergências políticas. Observadores em Brasília notam que o fortalecimento do controle presidencial sobre órgãos de fiscalização ecoa debates sobre a autonomia de agências reguladoras no Brasil, onde o Banco Central possui autonomia formal desde 2021. Em Lisboa, juristas sublinham que a exceção concedida ao Federal Reserve, embora fundamentada em questões processuais, preserva um núcleo de independência para a autoridade monetária, mas não impede futuras tentativas de remoção caso o devido processo seja observado. A distinção entre a FTC e o Fed foi criticada por setores progressistas como incoerente, mas a maioria do tribunal evitou estender o raciocínio ao banco central, citando a sua “tradição histórica singular”.

O caso Slaughter insere-se num esforço mais amplo da administração Trump para remodelar a burocracia federal, que já incluiu a demissão de outros funcionários protegidos por mandato. O tribunal recusou-se ainda a apreciar o recurso de Trump no caso de difamação e abuso sexual movido pela escritora E. Jean Carroll, mantendo as condenações anteriores. Quanto a Lisa Cook, a governadora permanece no cargo enquanto decorre o litígio, mas Trump ameaçou tomar “medidas apropriadas imediatamente” para afastar quem considere ter cometido irregularidades. A expectativa, segundo fontes do Departamento de Justiça citadas pela imprensa norte-americana, é que a administração avance com novos processos de exoneração noutras agências, testando os limites da decisão agora firmada.

Divergência das fontes

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47%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável38%
Crítico62%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa atlântica / anglosfera/ Progressista
AlarmeIndignação

A maioria conservadora da Suprema Corte concedeu a Trump uma vitória esmagadora, desmantelando uma proteção de noventa anos para agências independentes. A juíza dissidente Sotomayor alertou que a decisão altera fundamentalmente a estrutura constitucional. A decisão é retratada como uma perigosa tomada de poder que ameaça o equilíbrio do governo.

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CeticismoPragmatismo

A Suprema Corte ampliou a autoridade de Trump para demitir chefes de agências independentes, mas protegeu explicitamente o Federal Reserve de tal interferência. Esta decisão mista fortalece a mão do presidente, mantendo um firewall crucial em torno da política monetária. A decisão é vista como uma recalibragem pragmática, em vez de uma transferência total de poder.

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