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Geopolítica & Políticasegunda-feira, 29 de junho de 2026

Resistência civil em Daraa trava avanço israelita e gera condenação árabe

A tentativa de instalar um posto militar na aldeia de Abidin provocou confrontos, êxodo noturno e uma vaga de condenações de governos árabes e da Turquia, que invocam a violação do acordo de 1974.

Na noite de domingo, 28 de junho, uma coluna de veículos blindados israelitas entrou na aldeia de Abidin, no oeste da província de Daraa, sul da Síria, com a intenção de erguer um posto militar permanente, segundo relatos de residentes e de um responsável da comunicação social local. Populares bloquearam as estradas com pedras e lançaram projéteis contra a patrulha, levando as forças israelitas a disparar seis projéteis de artilharia e munições iluminantes que incendiaram casas, forçando a fuga noturna de dezenas de famílias para aldeias vizinhas. Na manhã de segunda-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio condenou “nos termos mais veementes” as incursões e o bombardeamento, classificando-os como “violação flagrante da soberania e da integridade territorial” do país.

A condenação de Damasco foi acompanhada por uma série de comunicados de capitais árabes e de Ancara. Os ministérios dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, Catar, Jordânia e Emirados Árabes Unidos denunciaram as ações israelitas como violações do direito internacional e do Acordo de Desengajamento de 1974, que estabeleceu a zona desmilitarizada nos Montes Golã. A Turquia classificou os ataques como “violação flagrante do direito internacional” e apelou à comunidade internacional para “pôr fim a estes ataques”. O movimento Hamas, através do seu porta-voz, descreveu a agressão como “uma extensão da agressão contra a Palestina e o Líbano”. Israel, por seu lado, justificou a operação com a necessidade de eliminar “homens armados” na zona de segurança e impedir a infiltração de grupos militantes, como o Hezbollah, junto à fronteira. Um responsável militar israelita, sob anonimato, afirmou que milicianos armados abriram fogo contra uma posição israelita, sem causar feridos.

O episódio de Abidin insere-se numa escalada de incursões terrestres e bombardeamentos israelitas no sul da Síria desde a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. Israel ocupou então a zona tampão patrulhada pela ONU e declarou o colapso do acordo de 1974, alargando progressivamente a sua presença militar a aldeias das províncias de Quneitra e Daraa. Fontes locais sírias afirmam que as incursões se tornaram quase diárias, com a instalação de postos de controlo, rusgas a casas e detenções. O responsável da comunicação social de Quneitra, Omar al-Issawi, negou “categoricamente” a existência de células do Hezbollah na região, acusando Israel de usar esse pretexto para “impor uma nova realidade de segurança” e consolidar uma presença militar permanente. Para observadores em Lisboa e Brasília, que acompanham a situação com apreensão, a resistência civil em Abidin representa um ponto de viragem, ao mostrar que a população local está disposta a confrontar diretamente as tropas israelitas, algo que não se verificava desde o início das incursões.

A comunidade internacional, até ao momento, limitou-se a condenações verbais. O governo sírio apelou às Nações Unidas e à comunidade internacional para que “assumam as suas responsabilidades” e garantam o respeito pelo acordo de desengajamento. Israel, contudo, já anunciou que pretende manter uma presença indefinida na zona de segurança, à semelhança do que faz no sul do Líbano e em Gaza, segundo o ministro da Defesa, Yisrael Katz. A ausência de medidas concretas por parte do Conselho de Segurança da ONU, paralisado por divisões entre as potências, deixa em aberto a perspetiva de novos confrontos. As próximas horas serão cruciais para avaliar se a retirada israelita de Abidin, após a resistência popular, constitui um recuo tático ou o prenúncio de uma operação de maior envergadura.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa árabe Levante-MagrebeImprensa iraniana e afins
Imprensa árabe Levante-Magrebe
IndignaçãoAlarme

Damasco e Ancara condenam veementemente as incursões israelenses em Quneitra e Daraa, classificando-as como violação flagrante da soberania síria e do acordo de desengajamento de 1974. Exigem ação internacional urgente para deter a agressão, que aterroriza civis e ameaça a estabilidade regional.

Imprensa iraniana e afins/ Regime
IndignaçãoAlarmeRevanchismo

Teerã e seus aliados denunciam as incursões como agressão sionista que viola o direito internacional e humanitário, exigindo que a comunidade mundial force o regime ocupante a recuar. O avanço é retratado como parte de um esquema desestabilizador mais amplo que mina a resistência e a soberania sírias.

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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Resistência civil em Daraa trava avanço israelita e gera condenação árabe

A tentativa de instalar um posto militar na aldeia de Abidin provocou confrontos, êxodo noturno e uma vaga de condenações de governos árabes e da Turquia, que invocam a violação do acordo de 1974.

Na noite de domingo, 28 de junho, uma coluna de veículos blindados israelitas entrou na aldeia de Abidin, no oeste da província de Daraa, sul da Síria, com a intenção de erguer um posto militar permanente, segundo relatos de residentes e de um responsável da comunicação social local. Populares bloquearam as estradas com pedras e lançaram projéteis contra a patrulha, levando as forças israelitas a disparar seis projéteis de artilharia e munições iluminantes que incendiaram casas, forçando a fuga noturna de dezenas de famílias para aldeias vizinhas. Na manhã de segunda-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio condenou “nos termos mais veementes” as incursões e o bombardeamento, classificando-os como “violação flagrante da soberania e da integridade territorial” do país.

A condenação de Damasco foi acompanhada por uma série de comunicados de capitais árabes e de Ancara. Os ministérios dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, Catar, Jordânia e Emirados Árabes Unidos denunciaram as ações israelitas como violações do direito internacional e do Acordo de Desengajamento de 1974, que estabeleceu a zona desmilitarizada nos Montes Golã. A Turquia classificou os ataques como “violação flagrante do direito internacional” e apelou à comunidade internacional para “pôr fim a estes ataques”. O movimento Hamas, através do seu porta-voz, descreveu a agressão como “uma extensão da agressão contra a Palestina e o Líbano”. Israel, por seu lado, justificou a operação com a necessidade de eliminar “homens armados” na zona de segurança e impedir a infiltração de grupos militantes, como o Hezbollah, junto à fronteira. Um responsável militar israelita, sob anonimato, afirmou que milicianos armados abriram fogo contra uma posição israelita, sem causar feridos.

O episódio de Abidin insere-se numa escalada de incursões terrestres e bombardeamentos israelitas no sul da Síria desde a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. Israel ocupou então a zona tampão patrulhada pela ONU e declarou o colapso do acordo de 1974, alargando progressivamente a sua presença militar a aldeias das províncias de Quneitra e Daraa. Fontes locais sírias afirmam que as incursões se tornaram quase diárias, com a instalação de postos de controlo, rusgas a casas e detenções. O responsável da comunicação social de Quneitra, Omar al-Issawi, negou “categoricamente” a existência de células do Hezbollah na região, acusando Israel de usar esse pretexto para “impor uma nova realidade de segurança” e consolidar uma presença militar permanente. Para observadores em Lisboa e Brasília, que acompanham a situação com apreensão, a resistência civil em Abidin representa um ponto de viragem, ao mostrar que a população local está disposta a confrontar diretamente as tropas israelitas, algo que não se verificava desde o início das incursões.

A comunidade internacional, até ao momento, limitou-se a condenações verbais. O governo sírio apelou às Nações Unidas e à comunidade internacional para que “assumam as suas responsabilidades” e garantam o respeito pelo acordo de desengajamento. Israel, contudo, já anunciou que pretende manter uma presença indefinida na zona de segurança, à semelhança do que faz no sul do Líbano e em Gaza, segundo o ministro da Defesa, Yisrael Katz. A ausência de medidas concretas por parte do Conselho de Segurança da ONU, paralisado por divisões entre as potências, deixa em aberto a perspetiva de novos confrontos. As próximas horas serão cruciais para avaliar se a retirada israelita de Abidin, após a resistência popular, constitui um recuo tático ou o prenúncio de uma operação de maior envergadura.

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IndignaçãoAlarme

Damasco e Ancara condenam veementemente as incursões israelenses em Quneitra e Daraa, classificando-as como violação flagrante da soberania síria e do acordo de desengajamento de 1974. Exigem ação internacional urgente para deter a agressão, que aterroriza civis e ameaça a estabilidade regional.

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Teerã e seus aliados denunciam as incursões como agressão sionista que viola o direito internacional e humanitário, exigindo que a comunidade mundial force o regime ocupante a recuar. O avanço é retratado como parte de um esquema desestabilizador mais amplo que mina a resistência e a soberania sírias.

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