
Sinner e Djokovic na mesma metade de Wimbledon; Serena Williams reencontra os relvados
O sorteio desta sexta-feira em Londres desenhou um quadro masculino com potencial reedição da semifinal de 2025 e marcou o regresso da norte-americana de 44 anos aos singulares, quatro anos depois.
O All England Club confirmou o que os adeptos temiam e desejavam em igual medida: Jannik Sinner e Novak Djokovic ficaram na mesma metade do sorteio de Wimbledon e só poderão encontrar-se numa hipotética semifinal. O italiano, número um mundial e defensor do título, abre a competição no Centre Court frente ao sérvio Miomir Kecmanović, 51.º do ranking, num duelo que repete o confronto da segunda ronda de 2024, vencido por Sinner em três sets. A imprensa italiana sublinha que o caminho do alto-ateniense até aos quartos de final é, em teoria, acessível, com o peruano Ignacio Buse e o compatriota Luciano Darderi como possíveis adversários, antes de um esperado duelo com Daniil Medvedev. Djokovic, por seu turno, inicia a campanha diante do chinês Yibing Wu e poderá cruzar-se com Stefanos Tsitsipas já na segunda ronda, num percurso que a mídia sérvia encara como uma oportunidade para o veterano de 39 anos igualar os oito títulos de Roger Federer e somar o 25.º Grand Slam.
Na perspetiva brasileira, o sorteio colocou João Fonseca, 27.º do mundo, frente ao espanhol Roberto Bautista Agut, que se despede dos relvados esta temporada. Caso avance, o carioca de 19 anos poderá encontrar o russo Andrey Rublev na terceira ronda e, mais adiante, o próprio Djokovic nos oitavos de final. A imprensa do Rio de Janeiro destaca a maturidade do jovem tenista, que chega a Londres depois de uma boa campanha em Roland Garros, mas reconhece a dureza de um quadro que inclui ainda o francês Arthur Rinderknech. Do lado feminino, o regresso de Serena Williams concentra as atenções. A norte-americana de 44 anos, que não disputa um encontro de singulares desde o US Open de 2022, foi sorteada contra a australiana Maya Joint, de 20 anos, num duelo que opõe duas gerações separadas por 24 anos. Analistas em Nova Iorque notam que, apesar da longa ausência, a potência do serviço de Williams e a sua experiência em sete títulos no torneio tornam o confronto imprevisível. Se vencer, poderá defrontar a filipina Alexandra Eala e, na terceira ronda, a atual campeã Iga Swiatek.
O quadro feminino reservou ainda um duro teste para a francesa Loïs Boisson, 154.ª do ranking, que enfrenta a número dois mundial Elena Rybakina, vencedora em 2022. A imprensa de Paris assinala a má sorte da dijonesa, que regressa a um Grand Slam depois de uma lesão no gémeo esquerdo. Entre as italianas, Jasmine Paolini, finalista em 2024, estreia-se contra a norte-americana Robin Montgomery, enquanto Elisabetta Cocciaretto mede forças com a chinesa Xinyu Wang. O torneio arranca na segunda-feira com a tradicional abertura do campeão em título no Centre Court, e as previsões meteorológicas para os primeiros dias, mais frescas, podem favorecer os tenistas de fundo de campo, segundo observadores em Londres.
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