
Solstício de 21 de junho marca início do inverno no Hemisfério Sul e do verão no Norte
Fenómeno astronómico ocorre às 5h24 (hora de Brasília) e traz o dia mais curto do ano para o sul e o mais longo para o norte, com reflexos nas temperaturas e um El Niño em formação.
Às 5h24 (horário de Brasília) de domingo, 21 de junho de 2026, o sol atinge o ponto mais ao norte no céu, evento astronómico conhecido como solstício que define o início oficial do inverno no Hemisfério Sul e do verão no Hemisfério Norte, conforme dados do Serviço de Hidrografia Naval argentino e institutos de astronomia. O momento exato, que corresponde a 08h24 UTC, resulta no dia com menor número de horas de luz solar ao sul da linha do Equador e, inversamente, no mais longo ao norte. No Brasil, cidades como Porto Alegre registam cerca de 10 horas de luz, enquanto em capitais europeias a duração supera 15 horas.
O mecanismo decorre da inclinação de 23,4 graus do eixo de rotação da Terra em relação ao plano orbital. Nesta época do ano, o polo sul aponta para longe do Sol, fazendo com que os raios solares incidam de forma menos direta e por menos tempo. Essa configuração reduz a energia recebida e explica a queda sazonal das temperaturas. O fenómeno é simétrico: ao norte do trópico de Câncer, o astro-rei culmina na trajetória mais alta, estendendo o fotoperíodo.
Os efeitos práticos já se fazem sentir. Uma massa de ar frio derrubou as temperaturas no centro-sul brasileiro, com mínimas abaixo de 8°C em Mato Grosso do Sul e previsão de geada em áreas de Minas Gerais e da Região Sul, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Na Argentina, a chegada de uma frente fria trouxe chuva e máximas que não passaram de 13°C em Mendoza. Apesar do frio pontual, o Inmet alerta que a formação de um El Niño — oficialmente declarado na primeira semana de junho — tende a elevar as temperaturas médias a partir de agosto, prolongando um cenário de estiagem no Centro-Oeste e Sudeste brasileiros.
A próxima transição astronómica relevante será o equinócio de primavera no Hemisfério Sul, previsto para 22 de setembro, quando dia e noite terão durações aproximadamente iguais. Até lá, os dias vão gradualmente ganhar luz, embora, devido à órbita elíptica da Terra, o amanhecer continue a atrasar-se por algumas semanas após o solstício, como apontam observatórios na Austrália. A evolução do El Niño permanece o fator climático de curto prazo mais monitorado por serviços meteorológicos na América do Sul, com potencial para ondas de calor e impacto nas colheitas da safra de inverno.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O solstício de verão é saudado como o início da estação mais bela e esperada. Com até 17 horas de luz do dia, o dia mais longo traz alegria e um toque de magia, enquanto especialistas lembram que após esse pico, os dias voltarão a encurtar.
A imprensa relata o solstício com tom prático, informando horários exatos e marcando o início oficial do inverno ou do verão. No hemisfério sul, o dia mais curto e a noite mais longa estão associados ao frio e a rituais tradicionais para atrair abundância. A cobertura mescla dados astronômicos com dicas culturais.
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