
Em lágrimas, esloveno Slavko Vincic é nomeado árbitro da final do Mundial
O juiz de 46 anos, que esteve envolvido numa rusga policial em 2020, dirigirá a decisão entre Argentina e Espanha no domingo, em Nova Jérsia.
O anúncio foi feito por Pierluigi Collina, presidente do comité de arbitragem da FIFA, e as imagens correram o mundo: Slavko Vincic levou as mãos ao rosto e chorou ao saber que seria o árbitro da final do Mundial de 2026. O esloveno, de 46 anos, torna-se assim o primeiro juiz do seu país a dirigir o jogo mais importante do futebol, uma escolha que, segundo Collina, resultou de semanas de avaliação e na qual as atuações em campo tiveram o maior peso. Vincic será auxiliado pelos compatriotas Tomaž Klančnik e Andraž Kovačič, com o jordano Adham Makhadmeh como quarto árbitro.
A nomeação reavivou, porém, um episódio extrafutebolístico que marcou a carreira do árbitro. Em maio de 2020, Vincic foi detido durante uma operação policial na Bósnia e Herzegovina que investigava uma rede de prostituição, tráfico de drogas e armas. Foram apreendidas cocaína, dez pistolas e cerca de 10 mil euros em dinheiro. O esloveno, que se encontrava no local para o que descreveu como um almoço de negócios, foi libertado horas depois sem qualquer acusação formal. A federação eslovena classificou o sucedido como um “mal-entendido” e Vincic prosseguiu a carreira, acumulando finais da Liga Europa (2022) e da Liga dos Campeões (2024).
Para argentinos e espanhóis, o histórico do juiz oferece leituras opostas. Foi Vincic quem dirigiu a derrota da albiceleste por 2-1 frente à Arábia Saudita na estreia do Mundial do Qatar, a última vez que a seleção de Lionel Messi perdeu na competição. Já a Espanha permanece invicta nos cinco jogos que disputou sob a sua arbitragem, incluindo a vitória sobre a França nas meias-finais do Euro 2024. Neste Mundial, o esloveno apitou o empate do Brasil com Marrocos (1-1) — partida em que analistas brasileiros consideraram que o critério disciplinar beneficiou ligeiramente os africanos —, a vitória da Argélia sobre a Jordânia e o triunfo do México sobre o Equador, onde expulsou Piero Hincapié por tapar a boca durante um confronto verbal.
A final de domingo, no MetLife Stadium, coloca frente a frente a campeã em título, Argentina, e a Espanha, que procura o segundo cetro mundial depois do triunfo em 2010. Os argentinos chegaram à decisão após derrotarem a Inglaterra por 2-1 com um golo tardio de Lautaro Martínez, enquanto os espanhóis afastaram a França por 2-0. A partida encerrará o primeiro Mundial com 48 seleções e definirá se a albiceleste iguala Itália e Alemanha com quatro títulos ou se a Roja se junta ao grupo das bicampeãs.
| Imprensa latino-americana | −0.50 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
A Argentina alerta contra um árbitro de passado sombrio, que já prejudicou a equipa.
A história pessoal do árbitro é enfatizada para minar a confiança na sua imparcialidade, transformando uma nomeação técnica numa questão de suspeita.
A experiência de Vincic noutras finais importantes, como a Liga dos Campeões, e a sua reputação profissional global não são mencionadas.
A FIFA anuncia a nomeação sem comentários, limitando-se aos factos.
Apenas os dados oficiais (nomes, datas, local) são reportados sem adicionar interpretações ou julgamentos.
Qualquer referência às controvérsias passadas do árbitro ou ao seu historial com as equipas é omitida.
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