
Sismos na Venezuela fazem mais de 1.400 mortos e 50 mil desaparecidos
Autoridades elevam balanço de vítimas enquanto equipas internacionais reforçam buscas; ONU estima 6,76 milhões de afetados.
Dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a região norte da Venezuela na quarta-feira passada, provocando destruição generalizada e um número de vítimas que, segundo as autoridades locais, já ultrapassa os 1.400 mortos. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou no sábado que o balanço subiu para 1.430 óbitos, enquanto fontes oficiais anteriores apontavam para mais de 900. A Organização das Nações Unidas estima que existam mais de 50 mil desaparecidos, um número que reflete a dimensão da catástrofe e a dificuldade em aceder a todas as zonas afetadas.
Equipas de resgate de pelo menos 17 países, incluindo um contingente militar norte-americano, já se encontram no terreno, com a chegada de 1.600 especialistas e a previsão de mais 25 voos nas próximas horas, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros venezuelano. A presidente interina, Delcy Rodríguez, mobilizou 14 mil elementos das forças armadas e da polícia para o estado de La Guaira, o mais atingido, onde mais de uma centena de edifícios ruíram ou ficaram danificados. No entanto, residentes e voluntários queixam-se da escassez de maquinaria pesada e da presença limitada de equipas oficiais, o que tem obrigado muitos a escavar os escombros com as próprias mãos.
A discrepância nos números oficiais de vítimas mortais — que variam entre 920 e 1.430 — evidencia as dificuldades de coordenação e comunicação no terreno. A ONU, através da Organização Internacional para as Migrações, calcula que 6,76 milhões de pessoas possam ter sido afetadas, das quais cerca de dois milhões só na capital, Caracas. O subsecretário-geral para os Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, classificou a resposta como "extremamente complexa", sublinhando a urgência de localizar os desaparecidos entre os destroços. A catástrofe ocorre num país já mergulhado numa crise económica e sanitária profunda, o que agrava as necessidades imediatas de abrigo, cuidados médicos e eletricidade — apenas 60% do fornecimento elétrico foi restabelecido.
As operações de busca prosseguem de forma intermitente, condicionadas por encerramentos de estradas e pela exigência de identificação para aceder às zonas mais devastadas. A comunidade internacional continua a mobilizar ajuda, mas o balanço definitivo permanece em aberto, enquanto as equipas de salvamento enfrentam um cenário de destruição que, segundo testemunhos, ainda esconde inúmeros corpos sob as ruínas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Os terremotos devastadores na Venezuela mataram 1.430 pessoas e deixaram 50.000 desaparecidos, com os esforços de resgate dificultados pela falta de equipamentos pesados e presença oficial limitada. Moradores e voluntários denunciam os atrasos, mesmo com a chegada de equipes internacionais de resgate.
O número de mortos nos dois fortes terremotos na Venezuela subiu para 1.430, segundo o presidente da Assembleia Nacional. Nenhum detalhe adicional foi fornecido.
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