
Scaloni chama Messi de 'pura história' e diz não saber se final será sua despedida
Técnico argentino exaltou o legado do capitão de 39 anos e admitiu que a Espanha, invicta há 37 jogos, exige a melhor versão da Albiceleste na decisão de domingo.
A dois dias da final do Mundial de 2026, Lionel Scaloni descreveu Lionel Messi como 'pura história' e 'o melhor futebolista que o mundo já viu', mas confessou não ter ideia se o jogo de domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, será o último do capitão pela Argentina. 'Perguntem a ele, não faço a mínima ideia. Ele não para de nos surpreender', disse o selecionador, durante um evento inédito da FIFA em Nova Iorque, que pela primeira vez cobrou ingressos a adeptos para uma conferência de imprensa pré-final. Messi, por sua vez, recordou a infância a jogar na rua e afirmou que a pressão 'fica em segundo plano', acrescentando que a foto com Lamine Yamal, então bebé, é 'uma loucura da vida' e que o jovem espanhol 'é um dos melhores do mundo'.
A Argentina chega à decisão como campeã em título, depois de uma campanha marcada por atuações dramáticas, sobretudo a reviravolta nas meias-finais frente à Inglaterra. Scaloni sublinhou que a equipa 'já é conhecida pelos rivais' e que, por isso, alcançar a final tem 'duplo mérito'. Na imprensa argentina, o discurso do treinador foi recebido como um reflexo da ligação emocional que o grupo restabeleceu com o público: 'Recuperámos algo muito valioso, que um adepto do River abrace um do Boca em frente à televisão', afirmou Scaloni, visivelmente emocionado. O guarda-redes Emiliano Martínez e o próprio Messi participaram no evento, reforçando a ideia de que a seleção joga 'pela sua gente'.
Do outro lado, a Espanha, campeã europeia e invicta há 37 partidas, é vista pelo técnico argentino como o adversário mais exigente do torneio. 'Se a Espanha sai do hotel, já fico preocupado', gracejou Scaloni, que identificou semelhanças táticas: ambas as equipas procuram impor-se através da posse de bola. Dados estatísticos recolhidos pela imprensa espanhola mostram que Messi já defrontou 13 dos 26 convocados de Luis de la Fuente, somando 62 golos nesses confrontos, um indicador que alimenta a confiança albiceleste. Ainda assim, o treinador argentino rejeitou que a experiência da final de 2022 represente uma vantagem, lembrando que os espanhóis também disputaram finais do Europeu e da Liga das Nações.
A final de domingo, às 16h00 de Buenos Aires, coloca frente a frente duas seleções que, na análise de Scaloni, 'pensam parecido' e mereceram chegar até aqui. A Argentina procura o bicampeonato, feito que o Brasil alcançou pela última vez em 1962, enquanto a Espanha tenta o seu segundo título mundial. Seja qual for o desfecho, o treinador argentino fez questão de agradecer aos jogadores por 'anos maravilhosos' e sublinhou que, independentemente do resultado, 'o caminho foi incrível e um exemplo para todos'.
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We are proud of our team and our leader Messi; we are ready to show our best version for the bicampeonato.
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