
Renault Megane elétrico ganha bateria LFP e Smart antecipa regresso ao segmento urbano
Atualização do compacto francês eleva autonomia para 500 km e carregamento para 165 kW, enquanto o concept #2 reaviva a fórmula dos dois lugares, num momento em que Índia e Argentina revelam estratégias regionais distintas.
A Renault anunciou que o Megane E-Tech Electric passa a utilizar uma bateria de química LFP (lítio-ferro-fosfato) com 67 kWh de capacidade útil, elevando a autonomia para 500 quilómetros no ciclo WLTP e a potência de carregamento em corrente contínua para 165 kW — uma recuperação de 15% a 80% em cerca de 24 minutos. A medida insere-se num esforço europeu de tornar os elétricos compactos mais competitivos face à pressão de fabricantes asiáticos. Em paralelo, a Smart apresentou em Roma os interiores do concept #2, um protótipo de dois lugares com 2,70 metros de comprimento, bateria de 35,7 kWh e autonomia declarada de até 300 quilómetros. A escolha da capital italiana não é casual: ao longo de 26 anos, Roma matriculou mais de 200 mil unidades da fortwo, o modelo que o concept #2 pretende suceder.
A química LFP, reconhecida por menor custo e maior durabilidade, reduz a dependência de matérias-primas críticas e permite à Renault localizar a produção da viatura e da bateria em Douai, no norte de França, e o motor em Cléon, na Normandia. A Smart, por seu lado, desenvolveu a plataforma Electric Compact Architecture para veículos elétricos ultracompactos. O habitáculo do concept #2 adota um banco corrido e uma planca em forma de “S” para maximizar o espaço disponível. Ambas as propostas visam responder às incertezas de quem migra da combustão para a eletricidade, oferecendo maior previsibilidade na utilização diária.
Enquanto a Europa reconfigura a oferta de elétricos urbanos, outros mercados adotam estratégias diferenciadas. No mercado indiano, a gama Tata Tiago combina motorizações a gasolina, GNV e elétrica num mesmo modelo compacto, com um interior renovado que inclui ecrã tátil de 26 cm, painel digital e carregamento sem fios, refletindo uma abordagem de múltiplas opções energéticas para um público sensível ao preço. Na Argentina, a Fiat Toro 2026 estreia um motor turbodiesel 2.2 de 200 cv e 450 Nm, associado a uma caixa automática de nove velocidades e tração integral, mantendo a presença do diesel nas pickups compactas sul-americanas.
O Megane atualizado chega aos concessionários europeus no final de 2025, enquanto a versão de produção do Smart #2 está prevista para o outono. A convergência de lançamentos evidencia um setor em transformação, onde a escolha da química das baterias, a arquitetura dos veículos e a adaptação às preferências regionais determinam o ritmo da transição energética.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Os fabricantes europeus recalibram a sua oferta elétrica adotando baterias LFP mais acessíveis e regressando aos citadinos compactos, como mostram o novo conceito Smart e o Megane E-Tech atualizado com maior autonomia e carregamento rápido. É uma estratégia pragmática para se adaptarem às cidades congestionadas e à concorrência feroz, mantendo a conectividade avançada e os assistentes de condução.
O Renault Megane elétrico recebe um facelift com um design mais maduro e baterias LFP para aumentar a autonomia e a velocidade de carregamento, numa tentativa de conquistar o mercado europeu. A atualização técnica é vista como um movimento competitivo para desafiar os rivais num segmento difícil.
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