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Energia e Climaquarta-feira, 1 de julho de 2026

Petróleo sobe após Irão recusar encontro direto com enviados dos EUA em Doha

A recusa iraniana em negociar diretamente com a delegação americana reacendeu receios de interrupções na oferta, elevando o Brent para 73,45 dólares.

Os preços do petróleo subiram na abertura dos mercados esta quarta-feira, depois de o Irão ter recusado um encontro direto com os enviados norte-americanos em Doha. O Brent do Mar do Norte avançou 0,69%, para 73,45 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) ganhou 0,91%, para 70,13 dólares. A reação reflete o receio de que o impasse diplomático prolongue as perturbações na oferta a partir do Médio Oriente, numa altura em que o estreito de Ormuz ainda regista um tráfego irregular e abaixo dos níveis anteriores ao conflito.

A subida ocorre depois de uma queda trimestral histórica: entre o primeiro e o segundo trimestre, o Brent perdeu cerca de 45 dólares por barril, a maior desvalorização desde a crise financeira de 2008, e o crude norte-americano caiu aproximadamente 31 dólares, o pior desempenho desde o colapso da procura em 2020. Este recuo acompanhou os progressos nas negociações de cessar-fogo e a reabertura gradual de Ormuz, que aliviaram os prémios de risco geopolítico. Contudo, a confirmação de que a delegação liderada por Jared Kushner e Steve Witkoff se reuniu apenas com mediadores qataris — e não com representantes iranianos — travou o otimismo, levando operadores a reavaliar a probabilidade de um acordo abrangente.

Em Washington, o vice-presidente J.D. Vance afirmou que os EUA impedirão o Irão de cobrar taxas de passagem no estreito e que o fluxo de petróleo já regressou aos níveis anteriores à guerra. Observadores em mercados asiáticos e europeus notam, porém, que a normalização total da via marítima exigirá coordenação de movimentos de navios, reativação de poços e acordos de desminagem, e que alguns armadores mantêm cautela. Paralelamente, os inventários comerciais de crude nos EUA recuaram 6,1 milhões de barris na semana terminada a 26 de junho, segundo dados do American Petroleum Institute, reforçando a pressão altista de curto prazo.

O mercado aguarda agora os números oficiais da Energy Information Administration, a divulgar ainda esta quarta-feira, que poderão confirmar a trajetória de redução de existências. Em Doha, as conversações indiretas prosseguem, mas a ausência de um canal direto entre Washington e Teerão mantém a incerteza sobre o ritmo de regresso da oferta iraniana aos mercados globais.

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Os preços do petróleo subiram ligeiramente depois que o Irã se recusou a se reunir diretamente com os enviados dos EUA, diminuindo as esperanças de um cessar-fogo rápido. O Brent ganhou 50 centavos para 73,45 dólares e o WTI 63 centavos para 70,13 dólares, mas o trimestre continua sendo o pior desde 2008. Os mercados monitoram qualquer sinal de nova interrupção no fornecimento.

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Os preços do petróleo bruto subiram depois que a recusa do Irã em manter conversações diretas com autoridades americanas no Catar lançou dúvidas sobre a trégua temporária. A queda trimestral foi a maior desde 2008 e uma forte redução nos estoques dos EUA alimentou os temores de oferta. O impasse diplomático ameaça prolongar a instabilidade regional.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Petróleo sobe após Irão recusar encontro direto com enviados dos EUA em Doha

A recusa iraniana em negociar diretamente com a delegação americana reacendeu receios de interrupções na oferta, elevando o Brent para 73,45 dólares.

Os preços do petróleo subiram na abertura dos mercados esta quarta-feira, depois de o Irão ter recusado um encontro direto com os enviados norte-americanos em Doha. O Brent do Mar do Norte avançou 0,69%, para 73,45 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) ganhou 0,91%, para 70,13 dólares. A reação reflete o receio de que o impasse diplomático prolongue as perturbações na oferta a partir do Médio Oriente, numa altura em que o estreito de Ormuz ainda regista um tráfego irregular e abaixo dos níveis anteriores ao conflito.

A subida ocorre depois de uma queda trimestral histórica: entre o primeiro e o segundo trimestre, o Brent perdeu cerca de 45 dólares por barril, a maior desvalorização desde a crise financeira de 2008, e o crude norte-americano caiu aproximadamente 31 dólares, o pior desempenho desde o colapso da procura em 2020. Este recuo acompanhou os progressos nas negociações de cessar-fogo e a reabertura gradual de Ormuz, que aliviaram os prémios de risco geopolítico. Contudo, a confirmação de que a delegação liderada por Jared Kushner e Steve Witkoff se reuniu apenas com mediadores qataris — e não com representantes iranianos — travou o otimismo, levando operadores a reavaliar a probabilidade de um acordo abrangente.

Em Washington, o vice-presidente J.D. Vance afirmou que os EUA impedirão o Irão de cobrar taxas de passagem no estreito e que o fluxo de petróleo já regressou aos níveis anteriores à guerra. Observadores em mercados asiáticos e europeus notam, porém, que a normalização total da via marítima exigirá coordenação de movimentos de navios, reativação de poços e acordos de desminagem, e que alguns armadores mantêm cautela. Paralelamente, os inventários comerciais de crude nos EUA recuaram 6,1 milhões de barris na semana terminada a 26 de junho, segundo dados do American Petroleum Institute, reforçando a pressão altista de curto prazo.

O mercado aguarda agora os números oficiais da Energy Information Administration, a divulgar ainda esta quarta-feira, que poderão confirmar a trajetória de redução de existências. Em Doha, as conversações indiretas prosseguem, mas a ausência de um canal direto entre Washington e Teerão mantém a incerteza sobre o ritmo de regresso da oferta iraniana aos mercados globais.

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