
Petroleiro é atingido no Estreito de Ormuz em meio a confrontos entre EUA e Irã
Segundo incidente em 48 horas na via estratégica ocorre enquanto Washington e Teerã trocam acusações de violação do cessar-fogo e ameaçam retaliações.
Um petroleiro foi atingido por um projétil não identificado na manhã deste sábado no Estreito de Ormuz, informou a Organização de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO). O impacto danificou a ponte de comando, mas todos os tripulantes estão em segurança e não há registo de poluição ambiental. O incidente é o segundo em 48 horas naquela via estratégica, depois de um cargueiro ter sido alvejado na quinta-feira ao largo de Omã. Em resposta, o Centro Conjunto de Informação Marítima, gerido por uma coligação naval, elevou o nível de ameaça à segurança na região para “significativo” e alertou para a possível presença de minas.
A troca de ataques entre Washington e Teerã intensificou-se nos últimos dias. O Comando Central dos EUA afirmou ter atingido alvos militares costeiros em retaliação ao que descreveu como “agressão iraniana contra a navegação comercial”, depois de um drone iraniano ter atacado um navio mercante. Teerã, por sua vez, acusa os Estados Unidos de violarem o memorando de entendimento bilateral e justifica as suas ações como resposta a bombardeamentos americanos contra a sua costa. A imprensa estatal iraniana noticiou que a Guarda Revolucionária disparou tiros de advertência contra embarcações que não utilizavam rotas aprovadas pelo governo, e que, desde então, outros navios passaram a solicitar autorização a Teerã antes de atravessar o estreito.
O Estreito de Ormuz é um ponto de passagem por onde transita cerca de um quinto do petróleo consumido mundialmente. A Organização Marítima Internacional já contabilizou 46 incidentes confirmados na área, com pelo menos 14 mortos, e apelou à cessação imediata dos ataques. Para economias dependentes da importação de crude, como o Brasil e Portugal, a perturbação da rota representa um risco de pressão sobre os preços dos combustíveis. Os países do Conselho de Cooperação do Golfo condenaram os ataques iranianos e reiteraram o direito de resposta, enquanto os EUA advertem que podem revogar as isenções de sanções caso o Irã não cumpra os seus compromissos.
O vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, declarou que Washington respeita o cessar-fogo e que qualquer desacordo sobre a implementação do memorando deve ser resolvido por via diplomática, mas que “a violência será respondida com violência”. Teerã ameaçou suspender as conversações técnicas com os EUA na sequência dos ataques à ilha de Sirik. As investigações sobre a origem do projétil que atingiu o petroleiro prosseguem, e a UKMTO apelou a que os navios naveguem com precaução. O futuro do memorando de entendimento, assinado em junho, permanece incerto, enquanto as duas partes trocam acusações de incumprimento e a tensão militar se mantém elevada.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Um ataque a um petroleiro no Estreito de Ormuz agrava o ciclo de retaliações entre Washington e Teerã. O incidente ocorre dois dias após um assalto da IRGC a um navio cargueiro e os subsequentes ataques mútuos. A segurança marítima na região está cada vez mais ameaçada.
Um petroleiro foi atingido por um projétil desconhecido no Estreito de Ormuz, com a tripulação em segurança. O incidente ocorre em meio à escalada das tensões no Golfo após ataques entre EUA e Irã e acusações mútuas. Investigações estão em andamento para determinar a origem do ataque.
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