
Papa Leão XIV envia 100 mil euros à Venezuela após sismos que deixam ao menos 164 mortos
Doação inicial da Santa Sé chega enquanto país contabiliza vítimas e recebe ofertas de ajuda internacional, incluindo do Brasil.
Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na noite de 24 de junho, com epicentros próximos às cidades de Morón e San Felipe, no estado de Carabobo. O papa Leão XIV determinou o envio de uma primeira ajuda emergencial de 100 mil euros, canalizada por meio da Esmolaria Apostólica para a Igreja local, segundo informou o Vatican News. A contribuição foi definida após consultas com o núncio apostólico no país, dom Alberto Ortega Martín, e com o arcebispo de Caracas, dom Raúl Biord Castillo.
O balanço oficial divulgado pela presidente interina, Delcy Rodríguez, contabiliza 164 mortos e 971 feridos, mas há divergências entre as fontes. O portal brasileiro Band reporta ao menos 188 vítimas fatais e mais de 1,5 mil feridos, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) projeta um cenário muito mais grave: entre 10 mil e 100 mil mortes, com perdas econômicas estimadas entre 1% e 7% do PIB venezuelano. As equipes de resgate trabalham contra o tempo, especialmente no estado costeiro de La Guaira, declarado “zona catastrófica”, onde um hotel de oito andares desabou e há relatos de dezenas de réplicas.
A resposta internacional incluiu ofertas de apoio de Washington, Paris, Madri, Berlim e vários países latino-americanos. O ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, afirmou que manteve contato com a Organização Pan-Americana da Saúde e com o Ministério da Saúde venezuelano, colocando equipes e insumos à disposição, embora ainda não houvesse um pedido oficial de ajuda. Observadores em Lisboa notam que a Cáritas Internationalis também anunciou uma doação adicional de 100 mil euros, a ser coordenada com a Cáritas Venezuela e sua rede de cerca de 30 mil voluntários.
Os sismos foram os mais fortes registrados no país em mais de 120 anos, superando o último evento de magnitude similar, ocorrido em 1900. Autoridades locais apontam que a vulnerabilidade das edificações, muitas construídas nas décadas de 1950 e 1960, agravou os danos. O arcebispo de Caracas informou que a catedral e ao menos doze igrejas sofreram danos estruturais, mas destacou que o número de vítimas poderia ter sido maior se o tremor tivesse ocorrido em dia útil. A situação humanitária permanece crítica, com relatos de falta de eletricidade e gás em várias regiões, enquanto a Igreja local mantém paróquias abertas para acolher desabrigados.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O Vaticano destinou uma primeira ajuda de 100 mil euros para a Venezuela após dois fortes terremotos. Os fundos, enviados pela Esmolaria Apostólica, serão administrados pela Igreja local em coordenação com a nunciatura. A notícia é tratada como um fato humanitário objetivo, sem comentários políticos adicionais.
Diante de uma tragédia que deixou centenas de mortos e milhares de deslocados, o Papa enviou uma primeira ajuda de 100 mil euros, demonstrando proximidade imediata com o povo venezuelano. A Igreja atua como ponte de solidariedade em um país já castigado por uma profunda crise socioeconômica, enquanto o número de vítimas ainda é incerto. A ênfase está no sofrimento da população e na resposta tempestiva do Pontífice.
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