
Terremotos na Venezuela deixam 164 mortos; Maduro pede união da prisão nos EUA
Ex-presidente detido em Nova York divulgou mensagem de solidariedade após os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que devastaram o país, enquanto a presidente interina Delcy Rodríguez coordena o resgate e recebe ofertas de ajuda internacional.
Dois fortes terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram o centro-norte da Venezuela na noite de quarta-feira (24), provocando a morte de pelo menos 164 pessoas e deixando 971 feridas, segundo o balanço preliminar divulgado pela presidente interina, Delcy Rodríguez. O estado de La Guaira foi declarado “zona de desastre”, com dezenas de edifícios colapsados e o fechamento temporário do principal aeroporto do país. Equipas de resgate trabalham nas áreas mais afetadas, enquanto o número de vítimas pode aumentar à medida que os escombros são removidos.
Da prisão nos Estados Unidos, o ex-presidente Nicolás Maduro divulgou uma mensagem nas redes sociais em que apela à “união nacional, máxima solidariedade e máxima ação”. Detido desde 3 de janeiro no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, juntamente com a esposa Cilia Flores, Maduro enfrenta acusações de narcoterrorismo e conspiração para tráfico de drogas. A publicação gerou reações divididas entre os venezuelanos: enquanto alguns apoiantes partilharam a mensagem, opositores recordaram o bloqueio da rede social X durante o seu governo e a situação dos presos políticos. A líder da oposição, María Corina Machado, também se manifestou, pedindo orações e solidariedade.
A comunidade internacional reagiu rapidamente. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está “pronto, disposto e capaz” de ajudar, e uma equipa de resgate norte-americana foi enviada para a Venezuela. A Rússia, por meio de Vladimir Putin, apresentou condolências e ofereceu apoio. Na América Latina, Brasil, Argentina, Chile, México, Uruguai e outras nações disponibilizaram assistência, segundo a agência Associated Press. A presidente interina Delcy Rodríguez confirmou contactos com vários chefes de Estado e com o coordenador da ONU no país, enquanto equipas internacionais certificadas se deslocavam para a região.
A tragédia ocorre num momento de profunda reconfiguração política na Venezuela. Maduro foi capturado numa operação militar dos EUA em Caracas e aguarda julgamento em Nova York. O governo interino de Rodríguez, que assumiu o poder após a sua queda, tem procurado reestruturar a dívida externa de cerca de 240 mil milhões de dólares e estabeleceu um acordo com Washington para a comercialização de petróleo, com isenções de sanções para estimular investimentos. Observadores em Brasília notam que o Brasil, que mantém relações diplomáticas com o novo governo, integra o grupo de países que ofereceram ajuda humanitária, reforçando o canal de cooperação regional.
As operações de salvamento prosseguem, com a Proteção Civil, as Forças Armadas e voluntários mobilizados. O balanço de vítimas é ainda provisório, e as autoridades alertam para a possibilidade de novas réplicas. A dimensão total dos danos materiais permanece por apurar.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O ex-ditador venezuelano, detido em uma prisão de segurança máxima em Nova York, quebrou o silêncio após os terremotos mortais que atingiram o país. De sua cela, divulgou uma mensagem de solidariedade e um apelo à união nacional, enquanto as autoridades locais contabilizam mais de 160 mortos e centenas de feridos. A imprensa regional repercute suas palavras com distanciamento crítico, destacando a condição de prisioneiro do ex-presidente.
O presidente deposto da Venezuela, preso nos Estados Unidos, fez um apelo à calma e à união nacional após os fortes terremotos que atingiram o país. Numa mensagem nas redes sociais, pediu que ninguém fosse deixado sozinho e que se apoiasse as equipas de resgate. A imprensa nórdica relata o acontecimento num tom moderado, focando-se nas consequências imediatas do sismo e nas palavras do líder deposto.
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