
Países reforçam controlo de documentos de viagem e abrem exceções para entradas sem visto
Estados Unidos, Reino Unido, México, Itália e nações sul-americanas endurecem a verificação de passaportes e vistos, enquanto criam vias legais alternativas para grupos específicos.
Vários governos estão a apertar as regras de validade de passaportes e a redefinir os mecanismos de entrada nos seus territórios, num movimento que afeta diretamente cidadãos da América Latina, de África e da Europa. De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, cidadãos mexicanos podem continuar a utilizar o Cartão de Cruzamento Fronteiriço (BCC, formulário DSP-150) para visitar a zona fronteiriça por via terrestre ou marítima sem passaporte nem visto, desde que demonstrem vínculos sólidos com o México. Em paralelo, o Serviço de Cidadania e Imigração norte-americano mantém o parole humanitário individual (formulário I-131) para casos urgentes ou de benefício público significativo, permitindo a entrada e a autorização de trabalho por até dois anos, embora as taxas de aprovação tenham diminuído em 2026, segundo fontes oficiais.
Na Europa, o Reino Unido confirmou, através do Ministério do Interior, a exigência de visto para cidadãos de 33 países africanos, entre os quais Angola e Guiné-Bissau, mesmo para escalas em aeroportos britânicos. A medida, que abrange também a África do Sul e a Nigéria, insere-se num quadro de reforço do controlo fronteiriço e obriga os viajantes a obterem autorização antes de embarcar. Em Itália, o fim da validade do bilhete de identidade em papel para viagens ao estrangeiro, a 3 de agosto de 2026, está a gerar pressão sobre os serviços consulares e municipais, com Roma a organizar fins de semana extraordinários de emissão da Carta de Identidade Eletrónica (CIE). Observadores em Lisboa notam que a transição digital italiana ecoa o processo português do Cartão de Cidadão, mas sublinham que a concentração de renovações em grandes cidades expõe fragilidades administrativas comuns a vários Estados-membros.
Na América Latina, o México de Claudia Sheinbaum passou a aplicar sem margem de tolerância a exigência de passaporte com pelo menos seis meses de validade para entrar ou sair do país, alinhando-se com padrões internacionais que já eram seguidos por Espanha e Itália. As autoridades mexicanas recomendam a renovação atempada e permitem que nacionais regressem com documento caducado, mas alertam que as companhias aéreas podem recusar o embarque. Brasil, Venezuela e Paraguai também bloqueiam a entrada e a saída de quem apresentar passaporte vencido, embora os cidadãos do Mercosul possam circular com bilhete de identidade válido para turismo, segundo as respetivas direções de migração.
Na perspetiva de Brasília, a convergência de regras mais estritas coincide com a aproximação de grandes eventos como o Mundial de 2026, o que levou o México a intensificar as verificações. Para os viajantes lusófonos, o impacto é duplo: os brasileiros enfrentam os mesmos controlos de validade nos países vizinhos e na Europa, enquanto cidadãos de Angola e da Guiné-Bissau precisam de visto para o Reino Unido e devem verificar a validade do passaporte para destinos como Espanha e Itália. As autoridades consulares de vários países aconselham a renovação com semanas de antecedência, sobretudo durante a alta temporada de verão, e recordam que a falta de documentação válida pode resultar em recusa de embarque ou de entrada na fronteira.
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa africana subsaariana | −0.30 | critical |
| Imprensa europeia continental | −0.40 | critical |
Os viajantes latino-americanos devem atualizar seus documentos: as novas regras globais penalizam aqueles que não se adaptam, mas existem exceções como o BCC para mexicanos.
Ao apresentar as regras como uma série de requisitos objetivos e inevitáveis, o bloco normaliza as restrições e transfere a responsabilidade para o viajante.
O Reino Unido impõe vistos a 33 países africanos, discriminando o continente e limitando a mobilidade.
Ao enfatizar o número de países afetados e usar o termo 'bate a porta', o bloco constrói uma narrativa de injustiça e vitimização.
Os requisitos de visto do Reino Unido também se aplicam a muitos países não africanos, não apenas à África.
A Itália não cumpre o prazo para o cartão de identidade eletrônico, demonstrando incompetência administrativa e causando caos.
Usando um tom irônico e detalhes sobre a prorrogação, o bloco destaca a ineficiência burocrática como causa da bagunça.
A eliminação do cartão de identidade em papel é um requisito em toda a UE, não apenas uma decisão italiana.
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