
Ouro recua com escalada no Golfo Pérsico e receios de inflação
A alta do petróleo, impulsionada pelo bloqueio naval dos EUA ao Irão, reacendeu temores inflacionários e pressionou o metal precioso, após forte rali na véspera.
Os preços do ouro inverteram a forte alta da véspera e recuaram nesta quarta-feira, pressionados pela escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irão, que impulsionou o petróleo e reacendeu os receios de inflação. O ouro à vista cedia 0,6%, para 4.028 dólares por onça, enquanto os futuros para agosto recuavam 0,8%, para 4.035 dólares, depois de terem tocado os 4.100 dólares na terça-feira, na maior valorização diária em duas semanas.
A dinâmica reflete o efeito contraditório do ambiente geopolítico sobre o metal. A imposição de um bloqueio naval dos EUA a todos os portos iranianos e a ameaça de novos ataques a infraestruturas críticas fizeram o barril de petróleo subir pela terceira sessão consecutiva, aproximando-se dos 80 dólares. A subida do crude agravou as expectativas de inflação e reforçou a perceção de que a Reserva Federal norte-americana manterá as taxas de juro elevadas por mais tempo, o que penaliza o ouro, um ativo sem rendimento. “O mercado já digeriu os dados do IPC, que são um indicador atrasado; o bloqueio no Estreito de Ormuz está a fazer subir o petróleo e a colocar o ouro sob pressão”, resumiu Kelvin Wong, analista da Oanda em Singapura.
O índice de preços no consumidor dos EUA em junho caiu 0,4%, abaixo do esperado, o que inicialmente aliviou as apostas em novas subidas de juros e fez o ouro disparar. Contudo, o presidente da Fed, Kevin Warsh, afirmou que os dados não representam uma “missão cumprida” no combate à inflação, e os mercados passaram a atribuir uma probabilidade de 80% a uma nova subida de juros em dezembro. Em Teerão, a imprensa económica reportou que o dólar norte-americano atingiu 183.700 tomans no mercado livre, uma subida de 4.040 tomans num só dia, refletindo a procura por refúgio cambial. O ouro de 18 quilates valorizou-se para 17,84 milhões de tomans por grama, e a moeda de ouro “emami” alcançou 179,7 milhões de tomans, mas o ritmo de subida foi inferior ao do dólar, sinal de cautela entre os ourives.
O foco de curto prazo recai agora sobre a divulgação do índice de preços no produtor (PPI) dos EUA, que fornecerá novas pistas sobre a inflação subjacente, e sobre as intervenções de responsáveis da Fed. A evolução do conflito no Golfo Pérsico permanece como o principal fator de risco: qualquer agravamento pode exacerbar a subida do petróleo e, paradoxalmente, reavivar a procura por ativos de refúgio, num equilíbrio instável que mantém o ouro num intervalo técnico entre 3.950 e 4.120 dólares, segundo analistas em Mumbai.
| Imprensa iraniana e afins | −0.60 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | +0.70 | aligned |
| Imprensa indiana e sul-asiática | 0.00 | neutral |
Iran suffers from American aggression: the naval blockade and sanctions hit the people, while gold prices rise due to imposed devaluation.
It emphasizes the external threat (USA) as the sole cause of the crisis, omitting the role of domestic policies or global market factors.
It does not mention that the drop in gold in dollars is also due to US inflation data, nor does it compare with other markets.
The market rewards macroeconomic data: inflation falls, rates drop, gold rises. Geopolitical tensions are irrelevant.
It selects a favorable time window (Tuesday's rise) and omits the next day's drop, creating a partial narrative.
It makes no mention of the rise in oil or tensions in the Strait of Hormuz, which caused the subsequent decline.
The gold market is influenced by multiple factors: geopolitics, yields, oil. The investor must consider the full picture.
It presents an integrated view of multiple causes, balancing macro and geopolitical factors without taking sides.
It does not delve into the specific impact of Strait of Hormuz tensions on oil logistics, nor does it provide local data.
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