
ONU regista mês mais letal para civis ucranianos desde 2022; Moscovo promete retaliação
Relatório da ONU contabiliza 293 mortos em junho, enquanto a Rússia intensifica ataques com mísseis de longo alcance e Kiev pede mais sanções aos aliados europeus.
A Missão de Monitorização dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia registou em junho de 2025 o maior número mensal de civis mortos desde abril de 2022, com pelo menos 293 vítimas mortais e 1990 feridos. Segundo o relatório divulgado esta terça-feira, o principal fator para o aumento foi a intensificação dos ataques russos com mísseis de longo alcance e drones contra centros urbanos distantes da linha da frente, em particular Kiev. No total do primeiro semestre, a ONU confirmou 1396 mortes de civis na Ucrânia, mais do dobro do verificado no mesmo período de 2024, enquanto as autoridades russas reportaram 250 civis mortos em território russo, um aumento anual de 121%.
Na perspetiva de Kiev, a escalada expõe a vulnerabilidade das defesas aéreas do país. O Presidente Volodymyr Zelensky afirmou que o ataque noturno de terça-feira, o quinto contra a capital em julho, envolveu 135 drones e 10 mísseis, na maioria balísticos, e danificou 16 locais, incluindo uma escola e uma empresa. A Força Aérea ucraniana indicou ter abatido cinco dos oito mísseis balísticos e 108 dos 135 drones, mas Zelensky sublinhou a necessidade de maior pressão sobre Moscovo e instou os aliados europeus a aprovarem ainda esta semana o mais recente pacote de sanções. Em paralelo, a Ucrânia mantém ataques com drones a instalações petrolíferas e de produção de armas na Rússia, visando reduzir a capacidade económica do adversário.
De acordo com declarações do Presidente russo, Vladimir Putin, Moscovo responderá aos ataques ucranianos em território russo com retaliações “várias vezes mais poderosas” e de escala crescente. Autoridades russas relataram um incêndio na refinaria de Afipsky, em Krasnodar, e a queda de destroços de drones numa área industrial em Salavat, no Bashkortostão. Apesar de o número de vítimas civis em território russo ser inferior, a subida acentuada em termos percentuais é utilizada pelo discurso oficial para justificar a continuação da ofensiva. No plano militar, a Ucrânia afirma “eliminar” diariamente mais de mil soldados russos, entre mortos e feridos graves, um indicador da elevada atrição no terreno.
Observadores em Lisboa e Brasília acompanham a deterioração com apreensão, conscientes de que a subida dos preços da energia e dos cereais pode agravar a pressão inflacionista nos mercados lusófonos. Em Maputo e Luanda, a atenção recai sobre a estabilidade das cadeias de abastecimento alimentar, já afetadas por disrupções no Mar Negro. A ONU estima que o total de vítimas civis confirmadas na Ucrânia desde fevereiro de 2022 ascenda a 16.431, incluindo 803 crianças, mas admite que o número real será muito superior devido à impossibilidade de verificação em zonas de combate intenso como Mariupol. O dossiê das sanções europeias deverá ser votado nos próximos dias, enquanto a Ucrânia continua a solicitar sistemas de defesa aérea adicionais para proteger as suas cidades.
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.90 | aligned |
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| Imprensa do Golfo árabe | −0.70 | critical |
| Imprensa europeia continental | −0.30 | critical |
A Ucrânia anuncia que as perdas russas ultrapassaram 1,4 milhão, demonstrando a eficácia da resistência ucraniana.
Ao selecionar apenas as perdas militares russas e ignorar as vítimas civis ucranianas, o bloco cria uma narrativa de força ucraniana e fraqueza russa.
Não menciona o relatório da ONU sobre mortes civis ucranianas, nem os números de 293 mortos e 1.990 feridos.
A Rússia intensifica seus bombardeios em Kiev, atingindo alvos civis e causando danos generalizados. Zelensky condena a agressão.
Ao detalhar o ataque e citar as declarações de Zelensky, o bloco cria um senso de urgência e condenação imediata.
Não faz referência ao relatório da ONU que declara junho o mês mais mortal para civis desde 2022, nem aos números gerais.
O relatório da ONU documenta o maior número de mortes civis desde 2022, enquanto a Ucrânia pede mais defesas aéreas. A Rússia também sofre perdas civis.
Ao citar o relatório da ONU como fonte autorizada e incluir as perdas civis russas, o bloco se apresenta como equilibrado, mas a ênfase na falta de defesas ucranianas orienta a simpatia para a Ucrânia.
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