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Crime e Desastressexta-feira, 26 de junho de 2026

Onda de calor na Europa deixa centenas de mortos e bate recordes de temperatura

Temperaturas superiores a 40°C provocam mortes em Espanha, França e Itália, enquanto hospitais em Paris atingem saturação e álcool é proibido nas ruas.

Uma onda de calor excecional que atinge a Europa desde o início da semana já provocou centenas de mortes, com temperaturas a ultrapassar os 40°C em várias regiões. Mais de 100 milhões de pessoas estiveram expostas a temperaturas superiores a 35°C na quinta-feira, segundo a agência AFP, e os recordes de calor para o mês de junho foram batidos no Reino Unido, Suíça, Luxemburgo e França.

Em Espanha, o Instituto de Saúde Carlos III estima que 212 mortes registadas entre domingo e quarta-feira possam ser atribuídas ao calor, um número que compara com 98 no mesmo período de 2025. Em França, o balanço provisório aponta para pelo menos 55 mortes por afogamento, muitas em zonas não vigiadas, e as autoridades de saúde reportam um aumento de quatro vezes nas urgências por causas relacionadas com o calor. Em Paris, foram registadas 25 paragens cardíacas num só dia, mais do dobro da média, e os hospitais da capital aproximam-se da saturação, segundo o prefeito da polícia. Itália contabiliza cinco vítimas mortais, incluindo dois agricultores e um operário da construção.

As medidas de emergência multiplicam-se. Em Paris, o consumo e a venda de álcool na via pública foram proibidos a partir de sexta-feira para aliviar a pressão sobre os serviços de urgência. Vários eventos ao ar livre foram cancelados, como a meia-maratona de Hamburgo e a marcha do orgulho LGBT em Paris, e 3.500 escolas francesas encerraram por falta de ar condicionado. Na Alemanha, a operadora ferroviária Deutsche Bahn permite o cancelamento gratuito de bilhetes devido ao calor extremo, enquanto a empresa elétrica EDF desligou dois reatores nucleares em França para evitar o sobreaquecimento dos rios.

Do ponto de vista meteorológico, a onda de calor é atribuída a uma ‘cúpula de calor’ — uma massa de ar quente vinda de África comprimida por altas pressões. Um estudo da World Weather Attribution, citado pela imprensa italiana, conclui que um evento desta intensidade em junho seria ‘praticamente impossível’ sem as alterações climáticas de origem humana. As temperaturas continuam elevadas no centro e leste do continente, com a Alemanha e a Chéquia a preverem máximas de 40°C no fim de semana. As contagens de vítimas permanecem provisórias e as autoridades alertam que o número de mortos poderá aumentar nos próximos dias.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A Europa geme sob uma onda de calor histórica que matou centenas e levou os hospitais ao limite. Medidas de emergência, como a proibição de álcool e o cancelamento de eventos, lembram os confinamentos da pandemia. As autoridades pedem que não se subestime a ameaça letal, enquanto mais de 100 milhões de pessoas suportam temperaturas acima de 35°C.

Imprensa latino-americana
DistanciamentoPragmatismo

Uma onda de calor sufocante está afetando mais de 100 milhões de pessoas na Europa, aumentando a mortalidade e pressionando os hospitais. Dados científicos espanhóis apontam mais de 200 mortes relacionadas ao calor em poucos dias. As temperaturas extremas estão quebrando recordes e forçando as autoridades a tomar medidas de emergência.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Onda de calor na Europa deixa centenas de mortos e bate recordes de temperatura

Temperaturas superiores a 40°C provocam mortes em Espanha, França e Itália, enquanto hospitais em Paris atingem saturação e álcool é proibido nas ruas.

Uma onda de calor excecional que atinge a Europa desde o início da semana já provocou centenas de mortes, com temperaturas a ultrapassar os 40°C em várias regiões. Mais de 100 milhões de pessoas estiveram expostas a temperaturas superiores a 35°C na quinta-feira, segundo a agência AFP, e os recordes de calor para o mês de junho foram batidos no Reino Unido, Suíça, Luxemburgo e França.

Em Espanha, o Instituto de Saúde Carlos III estima que 212 mortes registadas entre domingo e quarta-feira possam ser atribuídas ao calor, um número que compara com 98 no mesmo período de 2025. Em França, o balanço provisório aponta para pelo menos 55 mortes por afogamento, muitas em zonas não vigiadas, e as autoridades de saúde reportam um aumento de quatro vezes nas urgências por causas relacionadas com o calor. Em Paris, foram registadas 25 paragens cardíacas num só dia, mais do dobro da média, e os hospitais da capital aproximam-se da saturação, segundo o prefeito da polícia. Itália contabiliza cinco vítimas mortais, incluindo dois agricultores e um operário da construção.

As medidas de emergência multiplicam-se. Em Paris, o consumo e a venda de álcool na via pública foram proibidos a partir de sexta-feira para aliviar a pressão sobre os serviços de urgência. Vários eventos ao ar livre foram cancelados, como a meia-maratona de Hamburgo e a marcha do orgulho LGBT em Paris, e 3.500 escolas francesas encerraram por falta de ar condicionado. Na Alemanha, a operadora ferroviária Deutsche Bahn permite o cancelamento gratuito de bilhetes devido ao calor extremo, enquanto a empresa elétrica EDF desligou dois reatores nucleares em França para evitar o sobreaquecimento dos rios.

Do ponto de vista meteorológico, a onda de calor é atribuída a uma ‘cúpula de calor’ — uma massa de ar quente vinda de África comprimida por altas pressões. Um estudo da World Weather Attribution, citado pela imprensa italiana, conclui que um evento desta intensidade em junho seria ‘praticamente impossível’ sem as alterações climáticas de origem humana. As temperaturas continuam elevadas no centro e leste do continente, com a Alemanha e a Chéquia a preverem máximas de 40°C no fim de semana. As contagens de vítimas permanecem provisórias e as autoridades alertam que o número de mortos poderá aumentar nos próximos dias.

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A Europa geme sob uma onda de calor histórica que matou centenas e levou os hospitais ao limite. Medidas de emergência, como a proibição de álcool e o cancelamento de eventos, lembram os confinamentos da pandemia. As autoridades pedem que não se subestime a ameaça letal, enquanto mais de 100 milhões de pessoas suportam temperaturas acima de 35°C.

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Uma onda de calor sufocante está afetando mais de 100 milhões de pessoas na Europa, aumentando a mortalidade e pressionando os hospitais. Dados científicos espanhóis apontam mais de 200 mortes relacionadas ao calor em poucos dias. As temperaturas extremas estão quebrando recordes e forçando as autoridades a tomar medidas de emergência.

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