
Onda de calor extremo avança sobre a Europa e o Irão, com picos acima dos 40°C
Enquanto a Europa meridional e as ilhas britânicas se preparam para máximas sufocantes nos próximos dias, o Irão conjuga tempestades de granizo com uma subida acentuada das temperaturas a partir do início da semana.
Uma vaga de calor intensa e duradoura está a instalar-se sobre grande parte da Europa e estender-se-á, a partir do início da próxima semana, ao norte do Irão, empurrando os termómetros para valores que podem ultrapassar os 40°C em várias regiões. Em França, as previsões apontam para máximas de 39°C já esta quinta-feira no centro do país, com picos de 41°C à sombra esperados nos dias seguintes, enquanto o verão meteorológico ainda nem sequer começou oficialmente. A massa de ar quente, que se intensificou a meio da semana, deverá ser mais persistente e severa do que a onda de calor registada no final de maio.
Na Itália, o pico do episódio está previsto para o início da próxima semana, quando as temperaturas poderão rondar os 40°C em zonas interiores do norte e do sul, com mínimas noturnas acima dos 20°C já durante o fim de semana. O centro-norte italiano e o interior da Sardenha enfrentam máximas de 35°C a 36°C, num cenário que levou as autoridades a reforçar os alertas sanitários. Em Espanha, a agência meteorológica nacional emitiu avisos amarelos e laranja devido a uma "subida acentuada das temperaturas", enquanto no Reino Unido os meteorologistas advertem para valores que podem atingir os 33°C, mais elevados do que os registados em Barbados no mesmo período.
No Irão, a situação combina dois extremos. Antes da chegada da vaga de calor, as regiões do noroeste e do norte enfrentam episódios de instabilidade atmosférica com aguaceiros, trovoadas, granizo e ventos fortes, que levaram à emissão de alertas laranja e amarelo para províncias como o Azerbaijão Ocidental, o Azerbaijão Oriental, Ardabil e as terras altas de Mazandaran. As autoridades iranianas advertem para o risco de inundações repentinas, transbordamento de rios, queda de granizo e danos à agricultura. A partir de sábado e domingo, a atmosfera estabilizará, dando lugar a uma subida gradual das temperaturas na metade norte do país, que se acentuará nos primeiros dias da semana.
Observadores em Lisboa notam que a Península Ibérica, embora não diretamente citada nos alertas mais severos, partilha o contexto de aquecimento generalizado do continente, com implicações para a saúde pública e o risco de incêndios rurais. A persistência da vaga de calor, associada a noites tropicais e a índices elevados de radiação ultravioleta, deverá agravar o stress térmico nas populações urbanas. Na perspetiva de Brasília, o contraste sazonal é marcante — enquanto o hemisfério norte entra no verão sob calor recorde, o Brasil inicia o inverno austral —, mas os eventos extremos em latitudes tão diversas sublinham a intensificação dos fenómenos climáticos à escala global.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A mídia iraniana concentra-se nos alertas meteorológicos domésticos, avisando os cidadãos sobre inundações repentinas, granizo e trovoadas em várias províncias do norte e leste, além de uma onda de calor prevista. As notícias detalham os riscos de cheias, interrupções rodoviárias e danos agrícolas, tratando a onda de calor europeia como irrelevante para o seu público.
Os veículos europeus noticiam uma onda de calor severa e prolongada que assola o continente, com temperaturas previstas de 40-41°C na França e na Itália, e calor excepcional no Reino Unido. A cobertura recorre a mapas e comparações com climas tropicais para enfatizar a intensidade, ao mesmo tempo que ignora os eventos climáticos extremos simultâneos no Irã.
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