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Onda de calor extremo atinge Europa, Norte de África e Médio Oriente

Temperaturas superam os 45°C em várias regiões, com alertas de saúde, cancelamentos de transportes e recomendações para evitar golpes de calor.

Uma vasta cintura de calor sufocante estende-se esta semana da Europa ocidental ao Médio Oriente, com temperaturas a ultrapassar os 45°C em várias latitudes e a obrigar autoridades a decretar alertas, cancelar comboios e encerrar escolas. Em França, a segunda vaga de calor do ano levou à suspensão de dezenas de serviços ferroviários regionais e ao encerramento antecipado de aulas em diversas localidades, enquanto o Reino Unido emitiu alertas âmbar para os serviços de saúde e assistência social, temendo impactos significativos nos grupos mais vulneráveis. A coincidência de episódios extremos em três continentes reforça o diagnóstico de que as ondas de calor se tornaram mais frequentes e intensas, um padrão que observadores em Lisboa e em Brasília acompanham com preocupação, conscientes de que a Península Ibérica e o verão brasileiro não estão imunes a fenómenos semelhantes.

Na Europa, a França ativou o nível de vigilância laranja em um quarto do território, incluindo Paris, e prevê máximas de 40°C no domingo ou na segunda-feira, impulsionadas pelo solstício de verão. A companhia ferroviária SNCF anulou 71 comboios regionais para evitar falhas nos sistemas de ar condicionado, enquanto autarcas admitem fechar escolas se o calor se agravar. Em Itália, o Ministério da Saúde divulgou dez regras de proteção, insistindo na hidratação constante, na moderação do consumo de cafeína e álcool, e no uso de vestuário leve de fibras naturais. O Reino Unido prepara-se para máximas de 33°C no início da semana, com as autoridades a pedir atenção redobrada a idosos, doentes crónicos e crianças pequenas, e a recomendar que se evite a exposição solar entre as 11h00 e as 15h00.

No Norte de África, a situação é ainda mais tórrida. Marrocos e Argélia enfrentam máximas entre 40°C e 45°C, com picos que podem superar localmente esses valores. A Direção-Geral de Meteorologia marroquina colocou várias províncias sob alerta laranja, enquanto a Proteção Civil argelina instou a população a não se expor ao sol, a fechar persianas e cortinas durante o dia e a evitar deslocações desnecessárias. As recomendações incluem ainda a proibição de deixar crianças sozinhas dentro de automóveis e o apelo a que se evitem esforços físicos intensos, medidas que ecoam as precauções já familiares nos verões tórridos de países lusófonos como Angola e Moçambique.

No Médio Oriente, os Emirados Árabes Unidos registam temperaturas de até 47°C no interior, com níveis de humidade a atingir 90% nas zonas costeiras, aumentando o risco de golpe de calor. O Líbano, embora ainda sob tempo primaveril estável, prepara-se para uma subida acentuada das temperaturas no início da próxima semana, com valores acima das médias sazonais nas montanhas e no interior. No Irão, a província de Ardabil espera máximas de 37°C a 39°C no sábado, o dia mais quente da semana, e as autoridades apelam à poupança de energia e de água.

A multiplicação de alertas simultâneos ilustra a crescente pressão sobre os sistemas de saúde e as infraestruturas urbanas. Especialistas recordam que a humidade elevada agrava a perceção de calor e dificulta a termorregulação corporal, tornando essencial a ingestão de líquidos antes, durante e depois da exposição ao sol. A diferença entre exaustão pelo calor e golpe de calor — este último com confusão mental e temperatura corporal acima dos 40°C — exige resposta médica imediata. À medida que o verão se instala no hemisfério norte, a convergência de episódios extremos reforça a urgência de planos de contingência que protejam sobretudo os mais frágeis, uma lição que de Brasília a Lisboa se torna cada vez mais difícil de ignorar.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Uma onda de calor excecional atinge o sul da Europa, com temperaturas acima dos 40°C e alertas laranja emitidos em várias cidades italianas e francesas. O anticiclone africano Cerberus está a impulsionar o calor extremo, que deverá persistir e intensificar-se, levando ao cancelamento de eventos. Os dados climáticos confirmam que a Europa está a aquecer ao dobro da média global, tornando estes episódios cada vez mais frequentes.

Imprensa árabe Levante-Magrebe
AlarmeUrgênciaPragmatismo

As autoridades norte-africanas emitiram alertas laranja para uma vaga de calor severa, com temperaturas que deverão ultrapassar os 45°C em várias províncias. A proteção civil está a instar a população a evitar a exposição solar direta e a tomar precauções. A vaga de calor afetará regiões costeiras e do interior, enquanto algumas áreas poderão também registar chuvas fortes.

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Onda de calor extremo atinge Europa, Norte de África e Médio Oriente

Temperaturas superam os 45°C em várias regiões, com alertas de saúde, cancelamentos de transportes e recomendações para evitar golpes de calor.

Uma vasta cintura de calor sufocante estende-se esta semana da Europa ocidental ao Médio Oriente, com temperaturas a ultrapassar os 45°C em várias latitudes e a obrigar autoridades a decretar alertas, cancelar comboios e encerrar escolas. Em França, a segunda vaga de calor do ano levou à suspensão de dezenas de serviços ferroviários regionais e ao encerramento antecipado de aulas em diversas localidades, enquanto o Reino Unido emitiu alertas âmbar para os serviços de saúde e assistência social, temendo impactos significativos nos grupos mais vulneráveis. A coincidência de episódios extremos em três continentes reforça o diagnóstico de que as ondas de calor se tornaram mais frequentes e intensas, um padrão que observadores em Lisboa e em Brasília acompanham com preocupação, conscientes de que a Península Ibérica e o verão brasileiro não estão imunes a fenómenos semelhantes.

Na Europa, a França ativou o nível de vigilância laranja em um quarto do território, incluindo Paris, e prevê máximas de 40°C no domingo ou na segunda-feira, impulsionadas pelo solstício de verão. A companhia ferroviária SNCF anulou 71 comboios regionais para evitar falhas nos sistemas de ar condicionado, enquanto autarcas admitem fechar escolas se o calor se agravar. Em Itália, o Ministério da Saúde divulgou dez regras de proteção, insistindo na hidratação constante, na moderação do consumo de cafeína e álcool, e no uso de vestuário leve de fibras naturais. O Reino Unido prepara-se para máximas de 33°C no início da semana, com as autoridades a pedir atenção redobrada a idosos, doentes crónicos e crianças pequenas, e a recomendar que se evite a exposição solar entre as 11h00 e as 15h00.

No Norte de África, a situação é ainda mais tórrida. Marrocos e Argélia enfrentam máximas entre 40°C e 45°C, com picos que podem superar localmente esses valores. A Direção-Geral de Meteorologia marroquina colocou várias províncias sob alerta laranja, enquanto a Proteção Civil argelina instou a população a não se expor ao sol, a fechar persianas e cortinas durante o dia e a evitar deslocações desnecessárias. As recomendações incluem ainda a proibição de deixar crianças sozinhas dentro de automóveis e o apelo a que se evitem esforços físicos intensos, medidas que ecoam as precauções já familiares nos verões tórridos de países lusófonos como Angola e Moçambique.

No Médio Oriente, os Emirados Árabes Unidos registam temperaturas de até 47°C no interior, com níveis de humidade a atingir 90% nas zonas costeiras, aumentando o risco de golpe de calor. O Líbano, embora ainda sob tempo primaveril estável, prepara-se para uma subida acentuada das temperaturas no início da próxima semana, com valores acima das médias sazonais nas montanhas e no interior. No Irão, a província de Ardabil espera máximas de 37°C a 39°C no sábado, o dia mais quente da semana, e as autoridades apelam à poupança de energia e de água.

A multiplicação de alertas simultâneos ilustra a crescente pressão sobre os sistemas de saúde e as infraestruturas urbanas. Especialistas recordam que a humidade elevada agrava a perceção de calor e dificulta a termorregulação corporal, tornando essencial a ingestão de líquidos antes, durante e depois da exposição ao sol. A diferença entre exaustão pelo calor e golpe de calor — este último com confusão mental e temperatura corporal acima dos 40°C — exige resposta médica imediata. À medida que o verão se instala no hemisfério norte, a convergência de episódios extremos reforça a urgência de planos de contingência que protejam sobretudo os mais frágeis, uma lição que de Brasília a Lisboa se torna cada vez mais difícil de ignorar.

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Uma onda de calor excecional atinge o sul da Europa, com temperaturas acima dos 40°C e alertas laranja emitidos em várias cidades italianas e francesas. O anticiclone africano Cerberus está a impulsionar o calor extremo, que deverá persistir e intensificar-se, levando ao cancelamento de eventos. Os dados climáticos confirmam que a Europa está a aquecer ao dobro da média global, tornando estes episódios cada vez mais frequentes.

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As autoridades norte-africanas emitiram alertas laranja para uma vaga de calor severa, com temperaturas que deverão ultrapassar os 45°C em várias províncias. A proteção civil está a instar a população a evitar a exposição solar direta e a tomar precauções. A vaga de calor afetará regiões costeiras e do interior, enquanto algumas áreas poderão também registar chuvas fortes.

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