
Novo golpe russo usa falsas denúncias de barulho; fraudes digitais se sofisticam em escala global
Esquema com notificações de violação de silêncio ilustra tendência de crimes que exploram engenharia social e inteligência artificial, com alertas simultâneos no México, Brasil e Indonésia.
Um novo esquema de fraude digital foi identificado na Rússia, onde cidadãos recebem mensagens em aplicativos como o Telegram sobre supostas denúncias de violação do regime de silêncio em seus endereços residenciais. Segundo o projeto “Não se deixe enganar” e o Ministério do Interior russo, as notificações contêm um link que, ao ser acessado, inicia uma cadeia de manipulação: a vítima é depois contactada por falsos agentes policiais e pressionada a colaborar, podendo ser arrastada para crimes graves ou para a entrega de dados financeiros. A tática explora a curiosidade e o desejo de provar inocência, sem que as autoridades tenham divulgado até agora o número de pessoas afetadas.
O episódio insere-se num quadro mais amplo de sofisticação das fraudes digitais no país. O Ministério do Interior russo alertou para o crescimento de burlas telefónicas em duas etapas, em que um primeiro contacto aparentemente inofensivo serve para obter códigos de SMS e um segundo, fingindo ser de forças de segurança, convence a vítima a realizar operações financeiras. Dados do Sberbank indicam que, desde o início de 2025, os deepfakes utilizados em ataques aumentaram 26 vezes, com um prejuízo médio de 16 milhões de rublos por ocorrência.
Na América Latina, os avisos multiplicam-se. A Secretaria de Bienestar do México emitiu um alerta aos beneficiários de programas sociais sobre chamadas e mensagens falsas que pedem a atualização de dados bancários em nome do banco estatal, sublinhando que nenhum processo oficial solicita informações financeiras por telefone ou aplicativos de mensagens. No Brasil, um relatório da BioCatch citado pela imprensa local aponta um aumento de 220% nas fraudes bancárias no primeiro semestre do ano passado. As modalidades mais comuns incluem a falsa central de segurança, em que o criminoso mascara o número do banco e induz a vítima a instalar programas de acesso remoto, e os golpes com o Pix, como o do “Pix errado” e o do falso cartão para negativados.
Na Ásia, a Indonésia responde com regulação e tecnologia. A autoridade financeira OJK publicou a norma POJK 12/2024, que exige que a estratégia antifraude seja parte da governação de risco das instituições financeiras. A indústria local, representada por empresas como a M2P Fintech, defende a adoção de sistemas de gestão de fraude baseados em inteligência artificial, capazes de monitorizar transações em tempo real e atribuir pontuações de risco. O país contava, em abril de 2026, com 221,56 milhões de utilizadores de internet e 5,15 mil milhões de transações de pagamento digital, um aumento anual de 42,86%, segundo o banco central e a associação de provedores de internet.
As autoridades das diferentes regiões coincidem na recomendação de nunca partilhar códigos de verificação, senhas ou dados pessoais por telefone ou mensagem, e de utilizar exclusivamente os canais oficiais para esclarecimentos. As investigações sobre as novas variantes de fraude continuam em curso, sem que haja, até ao momento, um balanço consolidado de vítimas ou prejuízos associados ao esquema russo das falsas denúncias de ruído.
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
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| Imprensa latino-americana | −0.10 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.10 | neutral |
Uma nova fraude está circulando na Rússia por meio de aplicativos de mensagens, onde os usuários recebem notificações falsas de reclamações de barulho contendo um link malicioso. O esquema explora a curiosidade e o desejo de provar a própria inocência.
As autoridades latino-americanas estão alertando sobre ligações e mensagens fraudulentas que visam beneficiários de programas sociais para roubar dados pessoais e bancários. Enquanto isso, as fraudes bancárias disparam, com criminosos usando inteligência artificial para criar ataques altamente personalizados.
No Sudeste Asiático, a ênfase está no fortalecimento dos sistemas de gestão de fraudes em bancos e fintechs, usando inteligência artificial e detecção em tempo real para prevenir crimes financeiros. A abordagem destaca a importância da cultura de integridade e de medidas proativas em vez de respostas reativas.
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