Entrar
Edição das 10:00 CETdomingo, 5 de julho de 2026
311 veículos · 17 idiomas496 briefing hoje
Esportesábado, 4 de julho de 2026

Tunísia perde técnico pela segunda vez no Mundial; Renard sai após duas derrotas

Hervé Renard deixou o comando da seleção tunisina 18 dias após assumir o cargo, engrossando a lista de nove demissões de treinadores durante a Copa do Mundo de 2026.

A eliminação da Tunísia na primeira fase da Copa do Mundo de 2026 selou o fim da breve passagem de Hervé Renard pelo comando técnico da equipa. O francês anunciou a saída através de uma publicação no Instagram no sábado, após orientar os «Leões de Cartago» em apenas dois jogos – ambos derrotas – e ver a seleção terminar na última posição do Grupo F. «A minha aventura chega ao fim», escreveu, agradecendo à federação tunisina pela oportunidade e desejando sucesso futuro ao grupo.

A crise no banco tunisino começou logo na primeira jornada, quando a goleada de 5-1 imposta pela Suécia levou à demissão de Sabri Lamouchi. A federação recorreu a Renard, conhecido por ter guiado a Arábia Saudita a uma vitória sobre a Argentina no Mundial de 2022, e apresentou-o a 16 de junho com a missão de inverter o rumo. Porém, o efeito desejado não se materializou: sob o novo comando, a Tunísia foi batida pelo Japão por 4-0 e, já sem hipóteses de apuramento, caiu diante dos Países Baixos por 3-1. Em 18 dias, o país viu dois treinadores deixarem o cargo durante a mesma competição – um cenário sem paralelo entre as 48 seleções participantes.

A saída de Renard insere-se numa vaga de instabilidade técnica que já provocou nove mudanças de comando ao longo do torneio. Steve Clarke (Escócia), Hong Myung-bo (Coreia do Sul), Miroslav Koubek (República Checa), Ronald Koeman (Países Baixos), Marcelo Bielsa (Uruguai), Sebastián Beccacece (Equador) e Julian Nagelsmann (Alemanha) também deixaram os respetivos cargos após eliminações. Observadores no Magrebe sublinham que a sucessão de quedas reflete a pressão por resultados imediatos que recai sobre federações africanas, muitas vezes com projetos de curto prazo e margem reduzida para a construção de equipas competitivas.

Na perspetiva de analistas em Lisboa, o fenómeno das demissões em catadupa durante o próprio Mundial expõe a volatilidade do futebol de seleções, onde o insucesso numa grande competição raramente permite a continuidade do trabalho. A situação da Tunísia, entretanto, assume contornos particulares: depois de ter recorrido a duas soluções de emergência e ficado novamente sem treinador, a federação ver-se-á obrigada a abrir um processo de recrutamento para nomear um sucessor, com as eliminatórias para a Taça das Nações Africanas de 2027 como horizonte imediato.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 4 idiomas

24%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa do Golfo árabeImprensa latino-americana
Imprensa do Golfo árabe
AlarmeSchadenfreude

Gulf press frames Renard's departure with dramatic 'guillotine' metaphor, portraying the World Cup as a coach-eater. It highlights a wave of dismissals, with Renard as the latest victim. His thank-you message is included but the tone implies failure and abrupt termination.

Imprensa latino-americana
IndignaçãoVitimismo

Latin American press presents Renard's exit as a dismissal, not a resignation. It uses words like 'fired' and 'let go', emphasizing his short tenure of two matches. The tone is critical of the Tunisian federation for cutting him loose.

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
Queda de homicídios e acidentes de trânsito marcam junho em vários países·Irã recarrega vale-alimentação, Rússia ajusta pensões e Bangladesh reduz imposto para novos declarantes·No dérbi ibérico, Portugal e Espanha reeditam rivalidade histórica nas oitavas·Sobre as rochas de Lampedusa, o apelo transatlântico de Leão XIV·Novo ensaio clínico no Congo avalia tratamentos para o Ébola Bundibugyo, com surto a somar 492 mortes·Super tufão Bavi aproxima-se de Guam e das Marianas com ventos de 260 km/h·França e Marrocos confirmam favoritismo e reviverão semi de 2022 nos quartos·JD Vance acusa liderança britânica de fracasso e aponta política «quebrada» no Reino Unido·Queda de homicídios e acidentes de trânsito marcam junho em vários países·Irã recarrega vale-alimentação, Rússia ajusta pensões e Bangladesh reduz imposto para novos declarantes·No dérbi ibérico, Portugal e Espanha reeditam rivalidade histórica nas oitavas·Sobre as rochas de Lampedusa, o apelo transatlântico de Leão XIV·Novo ensaio clínico no Congo avalia tratamentos para o Ébola Bundibugyo, com surto a somar 492 mortes·Super tufão Bavi aproxima-se de Guam e das Marianas com ventos de 260 km/h·França e Marrocos confirmam favoritismo e reviverão semi de 2022 nos quartos·JD Vance acusa liderança britânica de fracasso e aponta política «quebrada» no Reino Unido·
Atualizado 05:204 idiomas · 5 veículos
5 veículos|4 idiomas|2 min de leitura
sábado, 4 de julho de 2026

Tunísia perde técnico pela segunda vez no Mundial; Renard sai após duas derrotas

Hervé Renard deixou o comando da seleção tunisina 18 dias após assumir o cargo, engrossando a lista de nove demissões de treinadores durante a Copa do Mundo de 2026.

A eliminação da Tunísia na primeira fase da Copa do Mundo de 2026 selou o fim da breve passagem de Hervé Renard pelo comando técnico da equipa. O francês anunciou a saída através de uma publicação no Instagram no sábado, após orientar os «Leões de Cartago» em apenas dois jogos – ambos derrotas – e ver a seleção terminar na última posição do Grupo F. «A minha aventura chega ao fim», escreveu, agradecendo à federação tunisina pela oportunidade e desejando sucesso futuro ao grupo.

A crise no banco tunisino começou logo na primeira jornada, quando a goleada de 5-1 imposta pela Suécia levou à demissão de Sabri Lamouchi. A federação recorreu a Renard, conhecido por ter guiado a Arábia Saudita a uma vitória sobre a Argentina no Mundial de 2022, e apresentou-o a 16 de junho com a missão de inverter o rumo. Porém, o efeito desejado não se materializou: sob o novo comando, a Tunísia foi batida pelo Japão por 4-0 e, já sem hipóteses de apuramento, caiu diante dos Países Baixos por 3-1. Em 18 dias, o país viu dois treinadores deixarem o cargo durante a mesma competição – um cenário sem paralelo entre as 48 seleções participantes.

A saída de Renard insere-se numa vaga de instabilidade técnica que já provocou nove mudanças de comando ao longo do torneio. Steve Clarke (Escócia), Hong Myung-bo (Coreia do Sul), Miroslav Koubek (República Checa), Ronald Koeman (Países Baixos), Marcelo Bielsa (Uruguai), Sebastián Beccacece (Equador) e Julian Nagelsmann (Alemanha) também deixaram os respetivos cargos após eliminações. Observadores no Magrebe sublinham que a sucessão de quedas reflete a pressão por resultados imediatos que recai sobre federações africanas, muitas vezes com projetos de curto prazo e margem reduzida para a construção de equipas competitivas.

Na perspetiva de analistas em Lisboa, o fenómeno das demissões em catadupa durante o próprio Mundial expõe a volatilidade do futebol de seleções, onde o insucesso numa grande competição raramente permite a continuidade do trabalho. A situação da Tunísia, entretanto, assume contornos particulares: depois de ter recorrido a duas soluções de emergência e ficado novamente sem treinador, a federação ver-se-á obrigada a abrir um processo de recrutamento para nomear um sucessor, com as eliminatórias para a Taça das Nações Africanas de 2027 como horizonte imediato.

Divergência das fontes

Esporte · 5 veículos · 4 idiomas

24%Baixa

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Neutro20%
Crítico80%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 4 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa do Golfo árabeImprensa latino-americana
Imprensa do Golfo árabe
AlarmeSchadenfreude

Gulf press frames Renard's departure with dramatic 'guillotine' metaphor, portraying the World Cup as a coach-eater. It highlights a wave of dismissals, with Renard as the latest victim. His thank-you message is included but the tone implies failure and abrupt termination.

Imprensa latino-americana
IndignaçãoVitimismo

Latin American press presents Renard's exit as a dismissal, not a resignation. It uses words like 'fired' and 'let go', emphasizing his short tenure of two matches. The tone is critical of the Tunisian federation for cutting him loose.

Esta notícia apareceu em

5 veículos · 4 idiomas

Amplie o olhar

De Geopolitics & Politics

Funeral de Khamenei atrai multidões e revela fraturas no Irão pós-guerra

10 idiomas · 49 veículos

De Economy & Markets

Brasil eleva projeção de vendas de veículos a 8,6%, enquanto Indonésia adia incentivos e Rússia avança com produção local

4 idiomas · 10 veículos

De Technology

ONU alerta que regulação da IA está a perder a corrida para a tecnologia

7 idiomas · 8 veículos

Ler mais