
Tunísia perde técnico pela segunda vez no Mundial; Renard sai após duas derrotas
Hervé Renard deixou o comando da seleção tunisina 18 dias após assumir o cargo, engrossando a lista de nove demissões de treinadores durante a Copa do Mundo de 2026.
A eliminação da Tunísia na primeira fase da Copa do Mundo de 2026 selou o fim da breve passagem de Hervé Renard pelo comando técnico da equipa. O francês anunciou a saída através de uma publicação no Instagram no sábado, após orientar os «Leões de Cartago» em apenas dois jogos – ambos derrotas – e ver a seleção terminar na última posição do Grupo F. «A minha aventura chega ao fim», escreveu, agradecendo à federação tunisina pela oportunidade e desejando sucesso futuro ao grupo.
A crise no banco tunisino começou logo na primeira jornada, quando a goleada de 5-1 imposta pela Suécia levou à demissão de Sabri Lamouchi. A federação recorreu a Renard, conhecido por ter guiado a Arábia Saudita a uma vitória sobre a Argentina no Mundial de 2022, e apresentou-o a 16 de junho com a missão de inverter o rumo. Porém, o efeito desejado não se materializou: sob o novo comando, a Tunísia foi batida pelo Japão por 4-0 e, já sem hipóteses de apuramento, caiu diante dos Países Baixos por 3-1. Em 18 dias, o país viu dois treinadores deixarem o cargo durante a mesma competição – um cenário sem paralelo entre as 48 seleções participantes.
A saída de Renard insere-se numa vaga de instabilidade técnica que já provocou nove mudanças de comando ao longo do torneio. Steve Clarke (Escócia), Hong Myung-bo (Coreia do Sul), Miroslav Koubek (República Checa), Ronald Koeman (Países Baixos), Marcelo Bielsa (Uruguai), Sebastián Beccacece (Equador) e Julian Nagelsmann (Alemanha) também deixaram os respetivos cargos após eliminações. Observadores no Magrebe sublinham que a sucessão de quedas reflete a pressão por resultados imediatos que recai sobre federações africanas, muitas vezes com projetos de curto prazo e margem reduzida para a construção de equipas competitivas.
Na perspetiva de analistas em Lisboa, o fenómeno das demissões em catadupa durante o próprio Mundial expõe a volatilidade do futebol de seleções, onde o insucesso numa grande competição raramente permite a continuidade do trabalho. A situação da Tunísia, entretanto, assume contornos particulares: depois de ter recorrido a duas soluções de emergência e ficado novamente sem treinador, a federação ver-se-á obrigada a abrir um processo de recrutamento para nomear um sucessor, com as eliminatórias para a Taça das Nações Africanas de 2027 como horizonte imediato.
| Imprensa do Golfo árabe | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | −0.60 | critical |
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | 0.00 | neutral |
The World Cup devours coaches: another head falls under the guillotine of results.
Using the guillotine metaphor turns a news event into a theatrical scene of condemnation, amplifying tension and blaming results.
It omits that Renard was appointed mid-tournament after a heavy defeat, favoring the 'guillotine' image over the specifics of his brief tenure.
The Tunisian federation dumps yet another coach: two matches and out.
By substituting 'resignation' with 'firing', the narrative is inverted: from the coach's decision to the federation's decision, blaming the latter for the failure.
It omits that Renard himself announced his exit as a personal decision in his thanks, effectively turning the communication into a unilateral act by the federation.
Renard's adventure ends: the coach thanks and leaves Tunisia.
The narrative follows a linear chronology (appointment, defeat, farewell) that normalizes the event, defusing tension by denying rumors of a stay.
It omits the context of a 'wave of dismissals' present in other outlets, isolating the Tunisian case as a standalone episode.
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