
Missão inédita da NASA tenta resgatar telescópio Swift em queda para a Terra
A operação, sem precedentes, utiliza um robô com três braços para elevar a órbita do observatório, ameaçado pela atividade solar, e prolongar a sua vida útil por mais uma década.
A NASA lançou na sexta-feira a missão LINK, uma tentativa inédita de resgatar o telescópio espacial Swift, em órbita há mais de duas décadas. O lançamento, a partir de um atol nas Ilhas Marshall, usou um foguete Pegasus XL lançado de um avião modificado, colocando a nave robótica da Katalyst Space Technologies a caminho do observatório. Orçada em 30 milhões de dólares, a operação é de alto risco: o Swift, avaliado em 250 milhões, está a cair e poderá desintegrar-se na atmosfera até outubro de 2026 se nada for feito.
O telescópio, lançado em 2004 para estudar explosões de raios gama, não possui propulsão própria. A sua órbita desceu de 600 para 360 quilómetros devido ao aumento do arrasto atmosférico provocado pela intensa atividade solar. A nave LINK, com três braços robóticos e câmaras de precisão, aproximar-se-á nas próximas semanas, fotografará o Swift e, se tudo correr bem, agarrá-lo-á por um ponto de fixação. Depois, com motores iónicos, elevá-lo-á gradualmente de volta à altitude original, num processo que poderá demorar mais de um mês.
Na perspetiva de Washington, a missão é uma aposta calculada para preservar um ativo científico insubstituível. O Swift detetou mais de dois mil eventos de raios gama e funciona como sentinela para outros observatórios. O diretor de astrofísica da NASA, Shawn Domagal-Goldman, afirmou estar 'muito grato' pela oportunidade de tentar o resgate. A comunidade científica internacional acompanha a operação com expectativa, consciente de que não há outro instrumento com capacidades semelhantes. O custo de 30 milhões de dólares contrasta com o investimento acumulado no Swift, estimado em cerca de 500 milhões ao longo de duas décadas.
Se bem-sucedida, a operação poderá servir de modelo para futuras missões de manutenção de satélites. O telescópio Hubble, que também sofre com o arrasto atmosférico, é apontado por analistas como potencial candidato a uma intervenção semelhante. A Katalyst Space Technologies, startup do Arizona, concebeu e construiu a nave LINK em apenas oito meses, prazo imposto pela urgência da degradação orbital. O próximo marco crítico será a tentativa de captura, prevista para daqui a um mês, quando se testará a acoplagem robótica em condições reais.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Um robô foi lançado para tentar um resgate nunca antes tentado em órbita: agarrar o antigo observatório Swift e impedir que se desintegre. A missão é vista como crucial para preservar um instrumento que há vinte anos estuda as explosões mais violentas do universo.
Uma nave espacial de três braços partiu para resgatar um telescópio da NASA que corre o risco de cair na Terra. A operação, nunca antes tentada, é considerada de alto risco, mas pode evitar a destruição do observatório Swift dentro de meses.
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