
México e Inglaterra travam duelo de contrastes na altitude mítica do Azteca
Anfitriões 100% sem sofrer gols enfrentam ingleses pressionados, no estádio que evoca Maradona e maldições, por vaga nos quartos do Mundial.
O Estádio Azteca, palco de finais mundiais e da célebre ‘Mão de Deus’ de Maradona, recebe neste domingo o México de volta a um cenário que lhe é quase sagrado. Quarenta anos depois de ser coanfitrião e alcançar as quartas de final, o Tri volta a disputar um jogo eliminatório em casa com o sonho de igualar o seu melhor resultado na história das Copas. Do outro lado, uma Inglaterra assombrada pelo passado no mesmo relvado — a derrota para a Argentina em 1986 — mas decidida a escrever novos capítulos, como frisou Thomas Tuchel.
Os caminhos até aqui não podiam ser mais distintos. O México de Javier Aguirre chega embalado por quatro vitórias consecutivas, todas sem sofrer golos: a defesa, ancorada pelo guarda-redes Raúl Rangel, ainda não foi batida, enquanto o ataque de Julián Quiñones — que marcou em três partidas — impôs respeito. A vitória por 2-0 sobre o Equador nos dezasseis-avos quebrou um jejum de 40 anos sem triunfos em mata-mata e incendiou a confiança local. A Inglaterra, por sua vez, penou para superar a RD Congo graças a dois golos tardios de Harry Kane (2-1) e expôs uma defesa permeável, especialmente pelo lado direito, onde Reece James, lesionado, fará falta.
A altitude de 2.240 metros do Azteca emerge como o fator extra‑campo mais comentado. Tuchel admitiu ter sentido dores de cabeça e insónia, e que os jogadores só se habituam à rarefação do oxigénio após 15 a 20 minutos de esforço. “É impossível adaptarmo‑nos em quatro dias”, disse o alemão, que levou a equipa para a capital mexicana um dia antes do habitual. Do lado mexicano, o discurso minimiza a geografia — Aguirre fala em “um jogo de 11 contra 11” —, mas os números são eloquentes: em 89 jogos competitivos no Azteca, o México perdeu apenas dois, e nunca foi derrotado em dez partidas de Mundial.
Na antevisão, o próprio Aguirre exigiu “um jogo quase perfeito” para bater a quarta seleção do ranking FIFA. O médio Álvaro Fidalgo definiu o duelo como “um dos maiores que já vivemos como jogadores”, e o veterano Raúl Jiménez notou o alinhamento total do grupo. Analistas europeus, porém, lembram que a Inglaterra tem um ataque capaz de resolver a eliminatória num lampejo — Kane já soma cinco golos na competição. Do Brasil, onde a altitude já foi algoz de equipas na Libertadores, a perspetiva é de que o desgaste físico pode igualar forças num jogo que começa às 19h locais.
O vencedor do duelo no Azteca segue para Miami, onde enfrentará nos quartos de final o sobrevivente do outro confronto deste domingo: Brasil ou Noruega, que se batem no MetLife Stadium em Nova Jérsia.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Attention is split between Mexico's pride in returning to the quarterfinals after 40 years and England's struggles with the Azteca altitude. Both teams' strengths are highlighted, with a slight emphasis on Mexico's home advantage. The tone is descriptive, without strong partisanship.
Mexico is portrayed as a nation finally able to break the fifth-match curse and return to the quarterfinals after 40 years, riding on fan support and the history of the Azteca. The match against England is presented as an opportunity for historical redemption, with a strong emotional and patriotic emphasis.
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