
Inglaterra resiste com dez, vence México no Azteca e avança às quartas do Mundial
Com dois golos de Bellingham em 98 segundos e um penálti de Kane, os ingleses quebraram a invencibilidade mexicana no estádio e marcaram duelo com a Noruega de Haaland.
Num jogo que só arrancou após uma hora de atraso devido a tempestades elétricas, a Inglaterra calou o Estádio Azteca ao eliminar o México por 3-2, num dos duelos mais intensos dos oitavos de final do Mundial de 2026. Jude Bellingham, com dois golos num espaço de 98 segundos ainda na primeira parte, desenhou a vantagem que os europeus defenderiam com unhas e dentes, mesmo reduzidos a dez jogadores durante mais de meia hora. A eficácia inglesa nos contra-ataques contrastou com o domínio territorial mexicano, que se traduziu em 21 remates contra apenas seis dos visitantes, mas esbarrou na muralha do guarda-redes Jordan Pickford.
O México, que chegara a esta fase sem sofrer qualquer golo no torneio, viu a sua fortaleza ruir em dois lances fatais. Aos 36 minutos, um cruzamento de Bukayo Saka encontrou Bellingham a cabecear para o fundo da baliza; dois minutos depois, um erro na saída de bola dos anfitriões permitiu a Harry Kane assistir o médio do Real Madrid para o 2-0. A reação mexicana foi imediata: Julián Quiñones reduziu aos 42’, aproveitando um alívio deficiente da defesa inglesa. O segundo tempo trouxe ainda mais drama. Jarell Quansah foi expulso aos 54’ por uma entrada dura sobre Jesús Gallardo, mas a Inglaterra ampliou através de um penálti de Kane, aos 60’, após falta do guarda-redes Raúl Rangel sobre Anthony Gordon. O próprio Kane cometeu depois uma infração na área, permitindo a Raúl Jiménez marcar de penálti aos 69’ e relançar a esperança mexicana.
A vitória inglesa quebra um tabu que durava desde 1966: o México nunca perdera um jogo do Campeonato do Mundo no Azteca, somando oito vitórias e dois empates em dez partidas. Na perspetiva de observadores em Lisboa, o desfecho confirma a maturidade competitiva de uma seleção que, mesmo em inferioridade numérica e sob a pressão de 80 mil adeptos, conseguiu gerir a vantagem com uma linha de cinco defesas nos minutos finais. Para a imprensa mexicana, a eliminação na quinta partida – maldição que persiste desde 1986 – foi vivida com orgulho, mas também com a frustração de erros individuais que Bellingham e Kane castigaram com precisão cirúrgica.
No final, o capitão inglês, sem voz de tanto festejar, resumiu o encontro como “um jogo louco” e destacou a capacidade da equipa de “encontrar um caminho” mesmo quando tudo parecia adverso. Thomas Tuchel, por seu lado, elogiou a resiliência do grupo, afirmando que “quando as coisas ficam difíceis, eles nunca desistem, nunca perdem a fé”. Do lado mexicano, o selecionador Javier Aguirre reconheceu que “não se pode cometer erros porque eles castigam”, mas sublinhou que os seus jogadores “podem estar em paz porque fizeram tudo o que podiam contra uma grande equipa”.
Com este resultado, a Inglaterra enfrentará a Noruega nos quartos de final, no próximo sábado, em Miami. Os nórdicos, que eliminaram o Brasil por 2-1 com uma exibição de Erling Haaland, prometem um duelo de alto risco para os ingleses, que procuram o primeiro título mundial desde 1966. A partida reeditará o confronto entre dois dos melhores pontas de lança da atualidade, Kane e Haaland, num cenário que já mobiliza analistas em Brasília e em toda a Europa.
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.70 | aligned |
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| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
O México entra no Azteca invicto, com a história ao seu lado e a torcida empurrando para a façanha. A Inglaterra retorna a um estádio que evoca memórias amargas, e os mexicanos querem escrever uma nova página de glória.
Uma atmosfera épica e de destino é construída ao ligar o presente a um passado mítico (a 'Mão de Deus') e enfatizar a invencibilidade caseira do México, criando expectativas de triunfo.
As forças da Inglaterra e sua forma recente são omitidas, assim como o resultado real da partida (relatado como vitória inglesa no bloco latino-americano).
O México tenta aproveitar a vantagem caseira e sua invencibilidade no Azteca, mas a Inglaterra chega com um elenco valioso e experiente. A partida é equilibrada, e no final os Três Leões prevalecem.
Adota-se um tom descritivo e informativo, listando dados e fatos sem enfatizar uma narrativa emocional. A presença de relatos contrastantes (esperanças pré-jogo vs. resultado real) mantém um equilíbrio objetivo.
O profundo contexto histórico e a construção emocional presentes no bloco atlântico são omitidos. Não há referência ao retorno da Inglaterra ao Azteca após 40 anos ou à partida da 'Mão de Deus'.
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