
Mbappé responde à dureza paraguaia e classifica França às quartas
Vitória magra por 1-0 expõe lado combativo dos Bleus; capitão diz que equipe também sabe 'sujar as mãos' quando necessário.
No abafado estádio Lincoln Financial Field, em Filadélfia, a França carimbou o passaporte para os quartos de final do Mundial 2026 ao vencer o Paraguai por 1-0, num jogo em que a tensão e o confronto físico marcaram os 90 minutos. O único golo surgiu aos 70', de penálti convertido por Kylian Mbappé, ele próprio o alvo preferencial das faltas e provocações dos sul-americanos. A partida ficou longe do virtuosismo esperado de um candidato ao título e transformou-se num teste à resiliência gaulesa, que, aos olhos dos comentadores franceses, demonstrou uma faceta menos polida mas igualmente eficaz.
As declarações ainda quentes de Mbappé no final do encontro deram o tom do embate. 'Eles pensavam que íamos jogar de smoking, a fazer jogadas bonitas, mas nós também sabemos jogar futebol sujo', disparou o avançado do Real Madrid, que já soma sete golos na prova e enfrentou insultos e tentativas de intimidação – inclusive a destruição da marca de penálti antes da cobrança. 'Se tivermos de sujar as mãos, sujaremos; não temos problema com isso', afirmou, resumindo o espírito com que a seleção de Didier Deschamps se adaptou às circunstâncias. Do lado sul-americano, a estratégia paraguaia de travar o ritmo com faltas constantes foi interpretada como legítima, mas a imprensa argentina e brasileira assinalou que a equipa de Gustavo Alfaro pouco produziu ofensivamente.
O selecionador francês, por sua vez, confessou ter pedido aos jogadores mais corpulentos que protegessem Mbappé nos instantes finais, antevendo uma tentativa de agressão. 'Fizeram de tudo para nos tirar do sério, mas não caímos na armadilha', observou Deschamps, aludindo à rara expulsão do habitualmente sereno Michael Olise, que viu cartão. Na Europa, analistas destacaram a maturidade dos campeões mundiais em anular um adversário que, embora aguerrido, nunca conseguiu rematar à baliza de Maignan.
Com o apuramento, a França reencontra Marrocos nos quartos de final, repetindo a meia-final do Mundial do Catar, e aumenta a confiança para um eventual choque com Brasil ou Inglaterra mais adiante. A sobrevivência num cenário de 'futebol de guerrilha', como definiram alguns periódicos lisboetas, reforça a candidatura dos Bleus a um terceiro título mundial – e mostra que o talento de Mbappé não se intimida com a dureza adversária.
| Imprensa latino-americana | −0.40 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
European football masquerades as fair but admits its own dirtiness: Mbappé confessed what South Americans have always known.
An isolated admission is turned into systemic proof of hypocrisy, generalizing one player's remark to an entire football culture.
The tactical context of the match (fouls suffered, provocations from Paraguay) that could explain Mbappé's reaction is omitted.
The result and Mbappé's statement are news facts, not fodder for moral crusades.
A detached, descriptive tone is adopted, avoiding any judgment or contextualization that could politicize the episode.
Any reference to the traditional rivalry between European and South American football, which emerges in other blocs, is omitted.
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