
Líderes árabes e internacionais prestam homenagem ao ex-emir do Catar em Doha
Delegações de alto nível do Líbano, Emirados Árabes Unidos e Argélia deslocaram-se ao Palácio de Lusail para apresentar condolências pela morte do xeque Hamad bin Khalifa Al Thani, que governou o Catar até 2013.
A morte do xeque Hamad bin Khalifa Al Thani, antigo emir do Catar, no domingo, 12 de julho, deu início a um período de luto oficial de três dias no Palácio de Lusail, em Doha, onde o atual emir, xeque Tamim bin Hamad Al Thani, recebeu uma sucessão de líderes regionais e internacionais. A cerimónia, que decorre até quarta-feira, mobilizou delegações de alto nível de vários países árabes, num gesto que, segundo fontes diplomáticas em Doha, sublinha o peso do Catar como mediador regional e a herança política do antigo monarca.
Do Líbano, o presidente Joseph Aoun e o primeiro-ministro Nawaf Salam deslocaram-se pessoalmente a Lusail, enquanto o presidente do Parlamento, Nabih Berri, enviou uma delegação do movimento Amal, que registou no livro de condolências o reconhecimento pelo apoio do xeque Hamad ao Líbano “nos momentos mais difíceis”, em particular após a guerra de 2006 e durante o acordo de Doha de 2008. O ministro da Defesa libanês, Michel Menassa, também visitou a embaixada do Catar em Beirute, reiterando a mesma mensagem. Na perspetiva de Beirute, a presença transversal de figuras políticas libanesas reflete a gratidão pelo papel do Catar na reconstrução e na estabilização do país.
Os Emirados Árabes Unidos enviaram duas missões de alto perfil: o vice-presidente xeque Mansour bin Zayed e o ministro dos Negócios Estrangeiros, xeque Abdullah bin Zayed, apresentaram condolências diretamente ao emir Tamim, acompanhados por outros membros da família governante. A Argélia, por sua vez, destacou uma delegação chefiada pelo presidente do Conselho da Nação, Azzouz Naceri, por incumbência do presidente Abdelmadjid Tebboune, que incluiu o ministro do Interior e o secretário-geral do Ministério da Defesa. O primeiro-ministro argelino, Sifi Gharib, assinou o livro de condolências na embaixada do Catar em Argel, enaltecendo o emir falecido como “um dos grandes construtores do Catar” e recordando as suas visitas à Argélia, nomeadamente à cidade de El Bayadh. Segundo fontes oficiais argelinas, a composição da delegação, com responsáveis militares, evidencia a profundidade das relações bilaterais forjadas durante o reinado de Hamad.
Fora do mundo árabe, o Irão fez-se representar através de uma mensagem de condolências do presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, entregue na embaixada do Catar em Teerão, enquanto o Presidente do Ruanda, Paul Kagame, e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, também marcaram presença em Lusail. O período de luto prossegue até ao final de quarta-feira, com a expectativa de novas visitas. O Catar, que mantém laços económicos com países lusófonos como o Brasil — onde investe em infraestrutura e no setor financeiro — e Portugal — parceiro na área energética —, não registou, até ao momento, a presença de delegações desses países nas cerimónias fúnebres, mas a mobilização diplomática em curso é observada em Brasília e Lisboa como um indicador da relevância geopolítica do emirado.
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | +0.70 | aligned |
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| Imprensa do Golfo árabe | +0.20 | neutral |
| Imprensa iraniana e afins | +0.30 | aligned |
Lebanon and Algeria pay homage to the father emir as a protector and mediator, highlighting his crucial role in times of crisis.
Delegates invoke specific historical events (2006, 2008) to create a personal bond of gratitude, turning a news item into a moral tribute that legitimizes their closeness to Qatar.
The United Arab Emirates sends a high-ranking representative to attest dynastic and institutional solidarity, adding no personal commentary.
The news is reduced to a ceremonial act: the dignitary's presence and the signature in the register suffice to demonstrate the alliance, without need for words or interpretation.
Iran offers official condolences through its parliament, keeping a low profile with no political emphasis.
The message merely acknowledges the deceased's role in Qatar's development, avoiding any mention of bilateral relations or regional conflicts, so as not to create commitments or expectations.
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