
Lesão muscular afasta Paquetá e força Ancelotti a reinventar o meio-campo brasileiro
Fora das oitavas de final contra a Noruega, o meia do Flamengo sofreu uma rotura parcial na coxa esquerda; Martinelli, Danilo Santos e Éderson surgem como opções.
A vitória suada do Brasil sobre o Japão (2-1), que garantiu a vaga nas oitavas de final do Mundial de 2026, teve um custo elevado. Lucas Paquetá deixou o relvado ainda no primeiro tempo, com dores na face posterior da coxa esquerda, e os exames de imagem confirmaram uma lesão de grau dois — uma rotura parcial das fibras musculares. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que o jogador seguirá um protocolo intensivo de tratamento, mas a presença no duelo de domingo, contra a Noruega, está praticamente descartada. Na imprensa brasileira, a avaliação é de que a recuperação total pode estender-se até à eventual final, a 19 de julho, tornando remota a hipótese de voltar a vestir a camisola canarinha neste torneio.
O lance que originou a lesão ocorreu nos minutos finais da primeira parte, quando Paquetá sentiu um desconforto e saiu amparado pelos companheiros. No intervalo, Carlo Ancelotti lançou Endrick, mas foi Matheus Cunha quem recuou para a função de meia, enquanto Gabriel Martinelli, já na segunda metade, entrou como segundo volante e acabou por marcar o golo da vitória aos 51 minutos, assistido por Bruno Guimarães. O médio do Newcastle, com quatro passes para golo nesta Copa, tornou-se o rosto da força coletiva que Ancelotti tanto valoriza — um golo construído por sete jogadores, sem dependência exclusiva de Vinícius Júnior.
Com a baixa confirmada, o treinador italiano tem agora de redesenhar o miolo. Na perspetiva de Brasília, três cenários ganham corpo: a entrada de Danilo Santos, médio do Botafogo que já foi titular em amigáveis e oferece contenção; a utilização de Éderson, da Atalanta, habituado a atuar como camisola oito pela esquerda no futebol italiano; ou a aposta na versatilidade de Martinelli, que Ancelotti admitiu poder surpreender como 'número oito ofensivo'. A eventual recuperação de Raphinha, que voltou a pisar a relva após lesão na coxa direita, acrescenta outra variável, mas o departamento médico ainda não deu aval. Neymar, recuperado de uma distensão, é alternativa remota, pois obrigaria a ajustes táticos profundos.
O adversário de domingo, a Noruega, carrega um incómodo histórico: em quatro confrontos, o Brasil nunca venceu, com duas derrotas e dois empates, incluindo um 2-1 no Mundial de 1998. A geração atual, liderada por Erling Haaland, é apontada por analistas europeus como a mais perigosa da história norueguesa. O duelo entre o avançado do Manchester City e o central Gabriel Magalhães reeditará a rivalidade da Premier League e testará a solidez defensiva brasileira. A partida está marcada para as 17h00 (de Brasília) de domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, e definirá o rumo de uma seleção que, mesmo desfalcada, procura manter acesa a chama do hexacampeonato.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa brasileira e argentina descreve a lesão de Paquetá como um golpe duríssimo para a Seleção, com a Copa do Mundo em risco para o meia. As análises táticas sobre as opções de Ancelotti se misturam à mensagem pessoal de fé e resiliência publicada pelo jogador nas redes sociais.
A agência de notícias relata de forma seca e objetiva a lesão na coxa de Paquetá, citando o comunicado oficial da federação brasileira. O foco está no protocolo de tratamento intensivo e na provável ausência contra a Noruega, sem comentários emocionais.
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