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Lesão de Raphinha desmonta ala direita do Brasil, e Neymar surge como trunfo para a Escócia

Com o extremo do Barcelona fora do último jogo da fase de grupos, Ancelotti testa jovens opções e prepara o regresso controlado do camisa 10, enquanto rumores financeiros agitam os bastidores.

A imagem de Raphinha agachado, de olhar vazio, antes de abandonar o relvado aos 40 minutos do jogo contra o Haiti, condensou o momento de maior apreensão da campanha brasileira no Mundial de 2026. A confederação brasileira confirmou no sábado uma lesão muscular na face posterior da coxa direita, a terceira do género sofrida pelo jogador na última temporada, e afastou-o do encontro com a Escócia. A baixa atinge em cheio uma ala direita já fragilizada pelas ausências de Militão, Estêvão, Rodrygo e Wesley, todos fora da convocatória por problemas físicos, e deixa Ancelotti sem a principal referência de velocidade e desequilíbrio num corredor que, com laterais de perfil defensivo como Danilo e Ibañez, dependia quase por inteiro do extremo culé.

Nos dois treinos que antecedem a partida de Miami, o técnico italiano testa três nomes para a vaga: Rayan, Luiz Henrique e Endrick. Rayan, que entrou no lugar de Raphinha diante do Haiti, parte em vantagem por atuar preferencialmente pelo lado direito e oferecer porte físico para enfrentar uma seleção escocesa de estatura elevada. Luiz Henrique, também destro e um dos mais utilizados por Ancelotti no ciclo, surge como alternativa tática. Endrick, aclamado pela torcida — liderava com 44% uma sondagem do CNN Esportes no domingo —, corre por fora, embora tenha atuado centralizado quando acionado contra o Haiti e distribua assistências pelo lado direito no Lyon. Na imprensa brasileira, analistas sublinham que a perda de Raphinha retira pólvora e capacidade de ataque ao espaço, obrigando a uma reestruturação rápida do setor.

Em paralelo, a comissão técnica gere o regresso de Neymar. O camisa 10 participou no domingo do primeiro treino completo com o grupo desde a lesão de grau 2 na panturrilha direita sofrida a 17 de maio, e Ancelotti confirmou a sua presença no banco contra a Escócia. A expectativa, segundo o planeamento revelado pela imprensa brasileira, é de que atue alguns minutos no segundo tempo, provavelmente como “falso nove” centralizado, com Vinícius Júnior numa ponta e Luiz Henrique ou Matheus Cunha na outra. Seria uma estreia tardia num Mundial em que, se não entrar em campo, Neymar registará o menor percentual de participação de um camisa 10 do Brasil em Copas desde 1954, abaixo dos 66,7% de Pelé e Pinga.

Fora das quatro linhas, o nome de Raphinha foi arrastado para uma polémica alimentada por declarações do ex-internacional Vampeta. No podcast ‘Red Cast’, o campeão mundial de 2002 afirmou que o atacante atravessa “graves problemas familiares e económicos” e que “está a rezar para ir para o Al-Hilal”. A versão, repercutida com destaque na imprensa argentina e espanhola, foi desmentida de imediato pelo primo do jogador, Igor Padilha, que classificou as afirmações como “mentiras”, e pela mulher, Natalia Belloli, que apelou a valores de inspiração e acolhimento. O Barcelona, recordam observadores em Madrid, investiu 70 milhões de euros no extremo inglês Anthony Gordon para a mesma posição, e o clube catalão, recém-saído de anos de dificuldades financeiras, poderia encarar com bons olhos uma proposta superior a 100 milhões de euros vinda da Arábia Saudita, mas o jogador tem contrato até 2028 e sempre manifestou publicamente a vontade de permanecer.

O Brasil lidera o Grupo C com quatro pontos e está virtualmente apurado para a fase seguinte. O duelo com a Escócia, marcado para quarta-feira às 19h no Hard Rock Stadium, servirá para selar a classificação e testar a nova configuração ofensiva. A forma como Ancelotti resolver a equação direita e dosear a reintegração de Neymar definirá o desenho tático com que a seleção abordará os jogos a eliminar, num torneio em que a margem para ajustes se esgota a cada ronda.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa árabe Levante-Magrebe
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Circulam rumores de que a estrela brasileira Raphinha pode deixar temporariamente a Copa do Mundo para tratar de questões pessoais, incluindo uma suposta crise financeira. Ele também sofreu uma lesão muscular na coxa direita e perderá o jogo contra a Escócia, mas não houve confirmação oficial.

Imprensa latino-americana/ Mercado
CeticismoPragmatismoIronia

A lesão de Raphinha e os rumores de dificuldades financeiras, incluindo uma possível transferência para o Al-Hilal, complicaram a campanha do Brasil na Copa. O retorno iminente de Neymar traz esperança, mas também ceticismo sobre sua condição física e seu papel, enquanto Ancelotti remodela o ataque para a partida decisiva contra a Escócia.

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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Lesão de Raphinha desmonta ala direita do Brasil, e Neymar surge como trunfo para a Escócia

Com o extremo do Barcelona fora do último jogo da fase de grupos, Ancelotti testa jovens opções e prepara o regresso controlado do camisa 10, enquanto rumores financeiros agitam os bastidores.

A imagem de Raphinha agachado, de olhar vazio, antes de abandonar o relvado aos 40 minutos do jogo contra o Haiti, condensou o momento de maior apreensão da campanha brasileira no Mundial de 2026. A confederação brasileira confirmou no sábado uma lesão muscular na face posterior da coxa direita, a terceira do género sofrida pelo jogador na última temporada, e afastou-o do encontro com a Escócia. A baixa atinge em cheio uma ala direita já fragilizada pelas ausências de Militão, Estêvão, Rodrygo e Wesley, todos fora da convocatória por problemas físicos, e deixa Ancelotti sem a principal referência de velocidade e desequilíbrio num corredor que, com laterais de perfil defensivo como Danilo e Ibañez, dependia quase por inteiro do extremo culé.

Nos dois treinos que antecedem a partida de Miami, o técnico italiano testa três nomes para a vaga: Rayan, Luiz Henrique e Endrick. Rayan, que entrou no lugar de Raphinha diante do Haiti, parte em vantagem por atuar preferencialmente pelo lado direito e oferecer porte físico para enfrentar uma seleção escocesa de estatura elevada. Luiz Henrique, também destro e um dos mais utilizados por Ancelotti no ciclo, surge como alternativa tática. Endrick, aclamado pela torcida — liderava com 44% uma sondagem do CNN Esportes no domingo —, corre por fora, embora tenha atuado centralizado quando acionado contra o Haiti e distribua assistências pelo lado direito no Lyon. Na imprensa brasileira, analistas sublinham que a perda de Raphinha retira pólvora e capacidade de ataque ao espaço, obrigando a uma reestruturação rápida do setor.

Em paralelo, a comissão técnica gere o regresso de Neymar. O camisa 10 participou no domingo do primeiro treino completo com o grupo desde a lesão de grau 2 na panturrilha direita sofrida a 17 de maio, e Ancelotti confirmou a sua presença no banco contra a Escócia. A expectativa, segundo o planeamento revelado pela imprensa brasileira, é de que atue alguns minutos no segundo tempo, provavelmente como “falso nove” centralizado, com Vinícius Júnior numa ponta e Luiz Henrique ou Matheus Cunha na outra. Seria uma estreia tardia num Mundial em que, se não entrar em campo, Neymar registará o menor percentual de participação de um camisa 10 do Brasil em Copas desde 1954, abaixo dos 66,7% de Pelé e Pinga.

Fora das quatro linhas, o nome de Raphinha foi arrastado para uma polémica alimentada por declarações do ex-internacional Vampeta. No podcast ‘Red Cast’, o campeão mundial de 2002 afirmou que o atacante atravessa “graves problemas familiares e económicos” e que “está a rezar para ir para o Al-Hilal”. A versão, repercutida com destaque na imprensa argentina e espanhola, foi desmentida de imediato pelo primo do jogador, Igor Padilha, que classificou as afirmações como “mentiras”, e pela mulher, Natalia Belloli, que apelou a valores de inspiração e acolhimento. O Barcelona, recordam observadores em Madrid, investiu 70 milhões de euros no extremo inglês Anthony Gordon para a mesma posição, e o clube catalão, recém-saído de anos de dificuldades financeiras, poderia encarar com bons olhos uma proposta superior a 100 milhões de euros vinda da Arábia Saudita, mas o jogador tem contrato até 2028 e sempre manifestou publicamente a vontade de permanecer.

O Brasil lidera o Grupo C com quatro pontos e está virtualmente apurado para a fase seguinte. O duelo com a Escócia, marcado para quarta-feira às 19h no Hard Rock Stadium, servirá para selar a classificação e testar a nova configuração ofensiva. A forma como Ancelotti resolver a equação direita e dosear a reintegração de Neymar definirá o desenho tático com que a seleção abordará os jogos a eliminar, num torneio em que a margem para ajustes se esgota a cada ronda.

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Circulam rumores de que a estrela brasileira Raphinha pode deixar temporariamente a Copa do Mundo para tratar de questões pessoais, incluindo uma suposta crise financeira. Ele também sofreu uma lesão muscular na coxa direita e perderá o jogo contra a Escócia, mas não houve confirmação oficial.

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CeticismoPragmatismoIronia

A lesão de Raphinha e os rumores de dificuldades financeiras, incluindo uma possível transferência para o Al-Hilal, complicaram a campanha do Brasil na Copa. O retorno iminente de Neymar traz esperança, mas também ceticismo sobre sua condição física e seu papel, enquanto Ancelotti remodela o ataque para a partida decisiva contra a Escócia.

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