
Kremlin rejeita acusações de Trump e cita investigações americanas que negam interferência
Moscou classifica como 'impessoais' as informações de inteligência usadas por Trump para apontar Rússia como ameaça eleitoral; China também nega alegações.
O Kremlin rejeitou de forma categórica as acusações de interferência nas eleições dos Estados Unidos, depois de o presidente Donald Trump ter incluído a Rússia numa lista de ameaças ao sistema eleitoral americano. O porta-voz Dmitri Peskov afirmou que Moscou nunca interferiu em assuntos internos de outros países e espera reciprocidade, classificando as informações citadas por Trump como «impessoais, sem provas e provenientes dos serviços secretos». Peskov recordou que investigações conduzidas nos próprios EUA — incluindo comissões parlamentares e o procurador-geral — concluíram que não houve influência russa nos resultados eleitorais.
A reação surgiu após um discurso à nação em que Trump, ao divulgar relatórios de inteligência anteriormente classificados, apontou Rússia, China, Irão e Coreia do Norte como «adversários» com capacidade para afetar a infraestrutura eleitoral. Os documentos sugerem que Moscovo terá feito lóbi a favor de Trump e tentado desacreditar Joe Biden. Pequim também rejeitou as acusações, classificando-as de «pura ficção e calúnia maliciosa», e sublinhou o princípio de não ingerência. Em Washington, a publicação dos relatórios reacendeu um debate que remonta a 2016, quando a vitória de Trump foi seguida por alegações de «interferência russa» que Moscovo sempre negou.
Na perspetiva de analistas em Moscovo, a insistência nas acusações contrasta com os resultados de investigações oficiais americanas que não encontraram provas de manipulação eleitoral. Nos EUA, algumas figuras políticas, como a diretora dos Serviços Nacionais de Inteligência, Tulsi Gabbard, já sugeriram que os dados foram fabricados como parte de uma campanha contra Trump. Em 2025, o Departamento de Justiça abriu um inquérito sobre as alegações de interferência em 2016 e sobre eventuais irregularidades processuais cometidas pelo ex-diretor do FBI James Comey e pelo ex-diretor da CIA John Brennan, o que mantém o dossiê em aberto.
Observadores em Brasília notam que o episódio é acompanhado com atenção num momento em que o Brasil reforça os seus próprios mecanismos de defesa contra a desinformação eleitoral. Em Lisboa, a troca de acusações é vista como mais um capítulo da tensão estrutural entre Moscovo e Washington, que alimenta a necessidade de coordenação transatlântica em cibersegurança. O estado do dossiê permanece incerto: enquanto o inquérito do Departamento de Justiça prossegue, não há data prevista para conclusões, e as partes mantêm posições frontalmente opostas.
| Imprensa russa e CEI | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
| Imprensa iraniana e afins | 0.00 | neutral |
The Kremlin forcefully rejects the accusations, stating that Russia has never interfered and that US investigations confirm this.
The repetition of the 'never interfered' formula and the reference to US investigations create a narrative of absolute innocence, leaving no room for doubt.
Russian outlets omit mentioning the persistent accusations from US officials and the broad bipartisan consensus in the US regarding Russian interference.
The Kremlin rejects the accusations, while Trump warns of electoral threats; the news is presented in a balanced manner.
The article juxtaposes the two opposing statements, leaving evaluation to the reader without emphasizing either.
The Kremlin categorically denies any interference, as reported by the Iranian agency.
The choice to report only the Russian statement, without context, presents Moscow's position as the only relevant one.
Iranian press omits reporting Trump's statements and the context of US accusations.
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