
Mundial 2026: Inglaterra entre o furto de equipamento e o alerta de tornado
Equipa teve bens avaliados em 18 mil dólares roubados e, horas depois, abrigou-se de um tornado em Kansas City, num início de estágio atribulado.
A contagem decrescente para o Campeonato do Mundo de 2026 arrancou de forma atribulada para a seleção de Inglaterra. Momentos antes da chegada da equipa a Kansas City, no sábado, 13 de junho, o camião que transportava o equipamento desde o estágio de aclimatação na Florida foi alvo de um furto. Entre os artigos subtraídos — avaliados em cerca de 18.145 dólares (aproximadamente 14.000 euros) — contavam-se quatro pares de chuteiras de marca, luvas de guarda-redes, bolas oficiais do Mundial, camisolas autografadas e até dois leões de peluche e um conjunto de Lego. As autoridades locais, estaduais e federais agiram rapidamente, tendo recuperado a quase totalidade dos bens. Dois homens, Mustafa Salik e Erfan Kamal, ambos do Texas, foram acusados de posse de bens roubados e poderão enfrentar até sete anos de prisão. A fiança foi fixada em 75 mil dólares cada. O guarda-redes Dean Henderson confirmou a recuperação do seu calçado e minimizou o incidente, afirmando que «tudo está bem».
Horas mais tarde, um novo sobressalto: a cidade foi varrida por um alerta de tornado. As sirenes soaram ao final da tarde de sábado e o serviço meteorológico emitiu avisos de tempestade severa com rajadas de vento até 129 quilómetros por hora. A comitiva inglesa, acabada de instalar no centro de treinos do Swope Soccer Village, recebeu instruções para se abrigar em edifícios sólidos, longe das janelas. O festival de adeptos da FIFA, que decorria no centro da cidade, foi encerrado por precaução. Apesar do susto, não há registo de danos pessoais ou materiais entre a delegação.
A dupla contrariedade surge num momento em que a seleção orientada por Thomas Tuchel procurava tranquilidade antes do jogo de estreia, agendado para quarta-feira, 17, frente à Croácia. O estágio na Florida decorrera sem lesões, e o ambiente era de otimismo contido. Contudo, os percalços logísticos e meteorológicos reavivaram o debate sobre a segurança e a infraestrutura dos Estados Unidos enquanto anfitrião do maior evento desportivo do planeta. A imprensa internacional, da Indonésia ao Médio Oriente, deu amplo destaque às «aventuras» dos Three Lions, sublinhando o aparato inusitado de ver o FBI e as polícias locais mobilizados para recuperar chuteiras e brinquedos.
Na perspetiva de Brasília, o episódio evoca memórias das preocupações com a criminalidade e a organização de grandes torneios — um tema sensível para um país que, em 2014, também enfrentou questões de segurança. Observadores em Lisboa notam que, mais do que uma anedota, o incidente testa a resiliência da seleção inglesa, frequentemente apontada como uma das favoritas. Já nos países lusófonos africanos, onde o Mundial é seguido com fervor, a história é vista como um lembrete de que imprevistos extra-campo podem moldar o destino de uma campanha. Enquanto as autoridades do Missouri reafirmam a tolerância zero a qualquer atividade criminosa que vise os visitantes do Mundial, a seleção inglesa tenta agora concentrar-se exclusivamente no que se passa dentro das quatro linhas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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The English team has been hit by a string of mishaps before their debut: after equipment theft, a tornado warning forced players to take shelter. Reports portray an unlucky squad, with stolen boots and a hurricane, laced with irony about the superstition of the number 17.
Gulf press reported the incidents with detachment, focusing on the recovery of stolen goods and the criminal charges. The tone is factual, highlighting that most equipment was returned and that two drivers have been indicted.
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