
Japão atropela Tunísia com 4 a 0 no milésimo jogo da história das Copas
Com dois gols de Ayase Ueda, seleção japonesa aplica maior goleada em Mundiais, elimina o adversário e mantém disputa pela liderança do Grupo F com a Holanda.
O Japão transformou o jogo 1.000 da história das Copas do Mundo em um recital de eficácia. Na madrugada de domingo, em Monterrey, a seleção asiática goleou a Tunísia por 4 a 0, resultado que eliminou os africanos e deixou os Samurais Azuis a um passo da fase de 32 avos de final. Foi a vitória mais elástica do país em Mundiais, construída com gols de Daichi Kamada, Ayase Ueda — duas vezes — e Junya Ito.
A partida teve enredo unilateral desde o apito inicial. Aos quatro minutos, Keito Nakamura cruzou rasteiro da esquerda e Kamada, de calcanhar, abriu o placar. A Tunísia, que estreara com derrota por 5 a 1 para a Suécia e trocara de técnico às pressas — Hervé Renard assumiu no lugar do demitido Sabri Lamouchi —, não esboçou reação. Ueda ampliou aos 31, em chute cruzado de fora da área, e a diferença técnica ficou escancarada: no primeiro tempo, os japoneses tiveram 64% de posse e cinco finalizações contra dois chutes tunisianos, nenhum deles no alvo.
Na etapa final, o cenário se repetiu. Ito marcou o terceiro aos 69 minutos, aproveitando passe em profundidade de Ueda, e o mesmo Ueda fechou o placar aos 83, de cabeça, após cruzamento de Kaishu Sano. A goleada consagrou marcas históricas: o Japão se tornou a primeira seleção asiática a anotar quatro gols em um único jogo de Copa, e Kamada fez o gol mais rápido do país no torneio. A Tunísia, que não acertou nenhum chute ao gol em todo o jogo, terminou a rodada eliminada e com saldo de nove gols sofridos em duas partidas.
Com o resultado, o Grupo F ganhou contornos dramáticos para a última jornada. Japão e Holanda somam quatro pontos e dividem a liderança, mas os neerlandeses levam vantagem nos gols marcados (sete a seis). A Suécia, com três pontos, enfrenta os japoneses em Dallas na quinta-feira, enquanto a Holanda pega a já eliminada Tunísia em Kansas City. Para o Brasil, que lidera o Grupo C, o desfecho do grupo é relevante: se confirmar o primeiro lugar e o Japão ficar em segundo, as duas seleções se cruzarão na primeira fase do mata-mata, repetindo duelo que já teve vitória brasileira por 4 a 1 em Dortmund, em 2006.
Observadores em Lisboa notam que a atuação japonesa reforça a tendência de crescimento das seleções asiáticas, enquanto analistas brasileiros apontam o contraste entre a disciplina tática nipônica e a fragilidade defensiva tunisina, que sofreu duas goleadas consecutivas. A festa em Monterrey, porém, foi completa: torcedores japoneses, ao fim da partida, recolheram o lixo das arquibancadas, repetindo gesto que já virou tradição em Mundiais, e levaram o estádio a celebrar o maior triunfo do futebol do Sol Nascente.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Japan demolished Tunisia 4-0 in the 1,000th World Cup match, displaying total dominance. Ueda's brace and goals from Kamada and Ito sealed a historic victory that moves the Asians closer to the next round. The match will be remembered for its symbolic significance.
Tunisia's disastrous World Cup continues with a 4-0 loss to Japan, confirming their early exit. The team, already reeling from a 5-1 defeat and a coach sacking, offered little resistance. Another humiliating performance leaves no hope for progression.
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