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Ciência e Saúdedomingo, 21 de junho de 2026

Israel regista segundo caso suspeito de Ébola enquanto surto no Congo se intensifica

Com 956 infecções confirmadas e 247 mortes na RD Congo, a estirpe Bundibugyo avança sem vacina disponível; viajantes provenientes do país africano são isolados em Israel.

O Ministério da Saúde de Israel informou neste domingo que um homem que regressou recentemente da República Democrática do Congo se encontra isolado no Centro Médico Sheba, em Tel Hashomer, com suspeita de Ébola, após desenvolver febre, cefaleia e diarreia. É o segundo caso suspeito notificado em poucos dias — na sexta-feira, outro viajante vindo do mesmo país fora transferido para o Hospital Rambam, em Haifa. Nenhum dos casos foi ainda confirmado laboratorialmente.

A situação na origem da suspeita é grave. De acordo com o último boletim das autoridades sanitárias congolesas, o país contabiliza 956 casos confirmados de Ébola, 247 óbitos e 92 recuperações, com epicentro na província de Ituri. O rastreio de contactos está nos 69,3%, aquém da meta de 95%, e o ministro da Saúde, Roger Kamba, alertou que o surto “continua em fase de aceleração”. A estirpe Bundibugyo, rara e sem vacina nem tratamento específico, preocupa a Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica a capacidade de resposta no terreno como apenas 3 a 4 em 10.

Em campos de deslocados como o de Kigonze, perto de Bunia, há indícios de propagação não detetada — cerca de 30 mortes com sintomas compatíveis foram registadas desde o início de maio, mas as autópsias têm sido recusadas pelas famílias. As condições de sobrelotação, a escassez de água potável e os cortes no financiamento a organizações como a Mercy Corps e a Oxfam agravam o risco de transmissão. A OMS nota que mulheres e crianças estão desproporcionadamente expostas.

Em Israel, as autoridades realizam a investigação epidemiológica e prepararam orientações para os passageiros das áreas afetadas que apresentem sintomas num prazo de 21 dias. O Ébola não se transmite pelo ar, mas por contacto direto com fluidos de doentes sintomáticos. Aguardam-se os resultados dos testes nos próximos dias. A comunidade internacional mantém o alerta, enquanto o Bangladesh, entretanto, enfrenta um surto separado de dengue, com 4 680 hospitalizações em 58 distritos, recordando que a vigilância sanitária global permanece em múltiplas frentes.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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As autoridades de saúde israelenses relataram um segundo caso suspeito de ebola em um viajante que retornou da República Democrática do Congo. O paciente, que apresenta sintomas como febre e diarreia, foi colocado em isolamento e exames estão em andamento. Até o momento, nenhum caso foi confirmado no país.

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AlarmeUrgência

O surto de ebola na República Democrática do Congo está se intensificando, com mais de 950 casos confirmados e quase 250 mortes, e há temores de propagação não detectada em campos de refugiados. A OMS alerta que a resposta atual é insuficiente e que mulheres e crianças estão sendo desproporcionalmente afetadas.

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domingo, 21 de junho de 2026

Israel regista segundo caso suspeito de Ébola enquanto surto no Congo se intensifica

Com 956 infecções confirmadas e 247 mortes na RD Congo, a estirpe Bundibugyo avança sem vacina disponível; viajantes provenientes do país africano são isolados em Israel.

O Ministério da Saúde de Israel informou neste domingo que um homem que regressou recentemente da República Democrática do Congo se encontra isolado no Centro Médico Sheba, em Tel Hashomer, com suspeita de Ébola, após desenvolver febre, cefaleia e diarreia. É o segundo caso suspeito notificado em poucos dias — na sexta-feira, outro viajante vindo do mesmo país fora transferido para o Hospital Rambam, em Haifa. Nenhum dos casos foi ainda confirmado laboratorialmente.

A situação na origem da suspeita é grave. De acordo com o último boletim das autoridades sanitárias congolesas, o país contabiliza 956 casos confirmados de Ébola, 247 óbitos e 92 recuperações, com epicentro na província de Ituri. O rastreio de contactos está nos 69,3%, aquém da meta de 95%, e o ministro da Saúde, Roger Kamba, alertou que o surto “continua em fase de aceleração”. A estirpe Bundibugyo, rara e sem vacina nem tratamento específico, preocupa a Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica a capacidade de resposta no terreno como apenas 3 a 4 em 10.

Em campos de deslocados como o de Kigonze, perto de Bunia, há indícios de propagação não detetada — cerca de 30 mortes com sintomas compatíveis foram registadas desde o início de maio, mas as autópsias têm sido recusadas pelas famílias. As condições de sobrelotação, a escassez de água potável e os cortes no financiamento a organizações como a Mercy Corps e a Oxfam agravam o risco de transmissão. A OMS nota que mulheres e crianças estão desproporcionadamente expostas.

Em Israel, as autoridades realizam a investigação epidemiológica e prepararam orientações para os passageiros das áreas afetadas que apresentem sintomas num prazo de 21 dias. O Ébola não se transmite pelo ar, mas por contacto direto com fluidos de doentes sintomáticos. Aguardam-se os resultados dos testes nos próximos dias. A comunidade internacional mantém o alerta, enquanto o Bangladesh, entretanto, enfrenta um surto separado de dengue, com 4 680 hospitalizações em 58 distritos, recordando que a vigilância sanitária global permanece em múltiplas frentes.

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As autoridades de saúde israelenses relataram um segundo caso suspeito de ebola em um viajante que retornou da República Democrática do Congo. O paciente, que apresenta sintomas como febre e diarreia, foi colocado em isolamento e exames estão em andamento. Até o momento, nenhum caso foi confirmado no país.

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O surto de ebola na República Democrática do Congo está se intensificando, com mais de 950 casos confirmados e quase 250 mortes, e há temores de propagação não detectada em campos de refugiados. A OMS alerta que a resposta atual é insuficiente e que mulheres e crianças estão sendo desproporcionalmente afetadas.

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