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Geopolítica & Políticaquinta-feira, 25 de junho de 2026

ONU suspende evacuação de navios no Estreito de Ormuz após ataque atribuído ao Irão

A Organização Marítima Internacional interrompeu a operação de retirada de 11 mil marinheiros retidos no Golfo Pérsico, depois de um cargueiro de Singapura ser atingido por um projétil ao largo de Omã.

A Organização Marítima Internacional (IMO) suspendeu na quinta-feira (25) o plano de evacuação de centenas de navios e cerca de 11 mil tripulantes retidos no Golfo Pérsico, horas depois de o cargueiro Ever Lovely, de bandeira singapurense, ter sido atingido por um projétil não identificado no Golfo de Omã. Segundo responsáveis norte-americanos citados por agências internacionais, o ataque foi executado pela Guarda Revolucionária do Irão (IRGC), que pouco antes emitira um aviso por rádio VHF declarando o Estreito de Ormuz “fechado” e exigindo que os navios utilizassem apenas as rotas designadas por Teerão. O secretário-geral da IMO, Arsenio Dominguez, afirmou que a embarcação atacada não transitava ao abrigo do quadro de evacuação da agência, mas decidiu interromper temporariamente a operação “para reconfirmar que as garantias de segurança necessárias continuam em vigor”.

A suspensão expôs a fragilidade do memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerão na semana anterior, que previa 60 dias de passagem segura e gratuita pelo estreito. Na perspetiva de Washington, o acordo deveria permitir a reabertura plena da via marítima, por onde transita um quinto do petróleo mundial, sem imposição de taxas. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em visita ao Golfo, advertiu que “se o Irão ameaçar ou bloquear navios no estreito, teremos um problema”. Já a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, criada por Teerão para gerir o tráfego, declarou que qualquer passagem fora das rotas por si definidas “não será coberta por garantias de passagem segura” e que os riscos recairão sobre armadores e comandantes.

O plano de evacuação da IMO, lançado na terça-feira em coordenação com o Irão, Omã, Estados Unidos e outros Estados costeiros, previa dois corredores temporários: um junto à costa iraniana e outro próximo de Omã. A rota omanense, apoiada por Washington, foi a utilizada pelo Ever Lovely e por dezenas de outros navios nos últimos dias, num momento em que o tráfego no estreito começava a recuperar — 78 travessias na quarta-feira, o valor mais elevado desde o início do conflito, mas ainda longe da média diária de 130 antes da guerra. Apesar do aumento, analistas do setor marítimo notam que a maioria dos movimentos corresponde a inventários retidos, e não a novas cargas, sinal de que os operadores mantêm cautela.

O impasse sobre a gestão do Estreito de Ormuz insere-se num contexto de guerra iniciada a 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irão, que retaliou minando a via central e bloqueando a navegação comercial. O memorando de 17 de junho interrompeu as hostilidades, mas deixou por resolver a disputa sobre a cobrança de taxas de passagem — Teerão admite impor “taxas de serviço marítimo” após o período de 60 dias, enquanto Washington insiste que se trata de uma via internacional. A IMO não indicou uma data para a retoma da evacuação, limitando-se a afirmar que aguarda “maior clareza” sobre as condições de segurança. As negociações prosseguem à porta fechada, com Omã a assumir um papel de mediação, enquanto o mercado petrolífero reagiu com uma subida de cerca de 1% após o ataque.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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O ataque a um navio de carga ao largo de Omã, atribuído por autoridades americanas aos Guardas Revolucionários do Irã, forçou a ONU a suspender a evacuação do Estreito de Ormuz. A embarcação foi atingida no lado estibordo por um projétil a apenas 7,5 milhas náuticas da costa. O incidente insere-se na guerra em curso com o Irão, que desde fevereiro mantém centenas de navios e milhares de marinheiros retidos, e a agência marítima internacional interrompeu o corredor humanitário, enquanto cresce o alarme de segurança.

Imprensa russa e CEI/ Estatal
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A Organização Marítima Internacional suspendeu a evacuação do Estreito de Ormuz após um ataque a um navio no Golfo de Omã. A operação, lançada em 23 de junho em cooperação com o Irã, Omã, Estados Unidos e outros países, já havia evacuado várias embarcações. O navio atacado seguia a rota de evacuação; segundo a ONU, cerca de 11.000 marítimos permanecem a bordo dos navios à espera na área.

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quinta-feira, 25 de junho de 2026

ONU suspende evacuação de navios no Estreito de Ormuz após ataque atribuído ao Irão

A Organização Marítima Internacional interrompeu a operação de retirada de 11 mil marinheiros retidos no Golfo Pérsico, depois de um cargueiro de Singapura ser atingido por um projétil ao largo de Omã.

A Organização Marítima Internacional (IMO) suspendeu na quinta-feira (25) o plano de evacuação de centenas de navios e cerca de 11 mil tripulantes retidos no Golfo Pérsico, horas depois de o cargueiro Ever Lovely, de bandeira singapurense, ter sido atingido por um projétil não identificado no Golfo de Omã. Segundo responsáveis norte-americanos citados por agências internacionais, o ataque foi executado pela Guarda Revolucionária do Irão (IRGC), que pouco antes emitira um aviso por rádio VHF declarando o Estreito de Ormuz “fechado” e exigindo que os navios utilizassem apenas as rotas designadas por Teerão. O secretário-geral da IMO, Arsenio Dominguez, afirmou que a embarcação atacada não transitava ao abrigo do quadro de evacuação da agência, mas decidiu interromper temporariamente a operação “para reconfirmar que as garantias de segurança necessárias continuam em vigor”.

A suspensão expôs a fragilidade do memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerão na semana anterior, que previa 60 dias de passagem segura e gratuita pelo estreito. Na perspetiva de Washington, o acordo deveria permitir a reabertura plena da via marítima, por onde transita um quinto do petróleo mundial, sem imposição de taxas. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em visita ao Golfo, advertiu que “se o Irão ameaçar ou bloquear navios no estreito, teremos um problema”. Já a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, criada por Teerão para gerir o tráfego, declarou que qualquer passagem fora das rotas por si definidas “não será coberta por garantias de passagem segura” e que os riscos recairão sobre armadores e comandantes.

O plano de evacuação da IMO, lançado na terça-feira em coordenação com o Irão, Omã, Estados Unidos e outros Estados costeiros, previa dois corredores temporários: um junto à costa iraniana e outro próximo de Omã. A rota omanense, apoiada por Washington, foi a utilizada pelo Ever Lovely e por dezenas de outros navios nos últimos dias, num momento em que o tráfego no estreito começava a recuperar — 78 travessias na quarta-feira, o valor mais elevado desde o início do conflito, mas ainda longe da média diária de 130 antes da guerra. Apesar do aumento, analistas do setor marítimo notam que a maioria dos movimentos corresponde a inventários retidos, e não a novas cargas, sinal de que os operadores mantêm cautela.

O impasse sobre a gestão do Estreito de Ormuz insere-se num contexto de guerra iniciada a 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irão, que retaliou minando a via central e bloqueando a navegação comercial. O memorando de 17 de junho interrompeu as hostilidades, mas deixou por resolver a disputa sobre a cobrança de taxas de passagem — Teerão admite impor “taxas de serviço marítimo” após o período de 60 dias, enquanto Washington insiste que se trata de uma via internacional. A IMO não indicou uma data para a retoma da evacuação, limitando-se a afirmar que aguarda “maior clareza” sobre as condições de segurança. As negociações prosseguem à porta fechada, com Omã a assumir um papel de mediação, enquanto o mercado petrolífero reagiu com uma subida de cerca de 1% após o ataque.

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O ataque a um navio de carga ao largo de Omã, atribuído por autoridades americanas aos Guardas Revolucionários do Irã, forçou a ONU a suspender a evacuação do Estreito de Ormuz. A embarcação foi atingida no lado estibordo por um projétil a apenas 7,5 milhas náuticas da costa. O incidente insere-se na guerra em curso com o Irão, que desde fevereiro mantém centenas de navios e milhares de marinheiros retidos, e a agência marítima internacional interrompeu o corredor humanitário, enquanto cresce o alarme de segurança.

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A Organização Marítima Internacional suspendeu a evacuação do Estreito de Ormuz após um ataque a um navio no Golfo de Omã. A operação, lançada em 23 de junho em cooperação com o Irã, Omã, Estados Unidos e outros países, já havia evacuado várias embarcações. O navio atacado seguia a rota de evacuação; segundo a ONU, cerca de 11.000 marítimos permanecem a bordo dos navios à espera na área.

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