
Geração Z recupera rendimento, mas pressão salarial persiste em vários países
Estudo britânico aponta que jovens da Geração Z ganham mais do que a anterior, mas inflação e exigências por melhores condições marcam o mercado laboral global.
A Geração Z no Reino Unido está a alcançar rendimentos semanais reais 12% superiores aos dos millennials na mesma idade, segundo um estudo da Resolution Foundation. Aos 24 anos, os nascidos no início dos anos 2000 auferem salários mais altos do que qualquer coorte desde os anos 1950. No entanto, o think tank alerta que a subida dos preços e o abrandamento económico, agravados por conflitos no Médio Oriente, ameaçam este ganho. Em Itália, um relatório do consórcio AlmaLaurea revela que 66,9% dos licenciados recusam ofertas com remuneração líquida inferior a 1.500 euros mensais, contra 24,4% em 2016, sinalizando uma mudança cultural que exige não apenas emprego, mas trabalho condigno. Além do valor, cresce a rejeição a funções não alinhadas com a formação académica: 76,4% dos licenciandos recusariam tais colocações.
Na América Latina, o ajuste salarial é mais lento. Na Argentina, o salário pretendido médio subiu apenas 1,18% em maio, para 1,8 milhões de pesos, ficando 0,92 pontos percentuais abaixo da inflação no mesmo mês. Setores como tecnologia e administração lideram as expetativas, enquanto a sobreoferta de perfis comerciais trava as pretensões. O sistema de segurança social, através da ANSES, continua a pagar aposentadorias corrigidas pela inflação com dois meses de atraso: em julho, o valor mínimo será de 411.898 pesos, complementado por um bónus de 70 mil pesos que não é incorporado ao cálculo permanente.
No México, o Instituto Mexicano del Seguro Social (IMSS) oferece afiliação voluntária a trabalhadores independentes por uma quota anual de 20.538 pesos, com acesso a cuidados médicos e ao fundo de habitação INFONAVIT. Para os que não podem pagar, o programa IMSS Bienestar, financiado pelo governo federal, unifica-se gradualmente com outros sistemas públicos e prevê um cartão único de saúde a partir de janeiro de 2027. Em Espanha, a idade legal de reforma sobe para 66 anos e dez meses em 2026, exigindo 38 anos e três meses de descontos para aceder à pensão completa. Os nascidos entre 1960 e 1970 começam a atingir essa idade, num contexto de transição que culminará nos 67 anos em 2027.
Apesar dos avanços pontuais, a pressão inflacionista e a informalidade continuam a condicionar as perspetivas. Em Portugal e nos PALOP, os desafios espelham os da Europa do Sul e da América Latina: a necessidade de sistemas de proteção social mais inclusivos e a criação de emprego de qualidade para reter talento jovem. O próximo marco será a evolução dos salários reais no segundo semestre e a consolidação das reformas previdenciais.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Italian graduates no longer accept wages below 1,500 euros, marking a cultural shift. According to the AlmaLaurea report, two out of three reject offers under this threshold, showing increased assertiveness. The narrative highlights a 'revenge' of graduates demanding fair conditions.
Gen Z is experiencing a pay rebound, earning more than millennials at their age. Research from the Resolution Foundation shows that those born in the late 1990s and early 2000s have started their careers better. This contrasts with the Italian trend, but the common theme is wage assertiveness.
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