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Esportesegunda-feira, 22 de junho de 2026

United garante terreno para estádio de 100 mil e destrava maior arena do Reino Unido

Aquisição de 10 hectares a 350 metros de Old Trafford elimina principal obstáculo logístico e insere o clube num plano de regeneração urbana de 150 hectares, com 15 mil casas e 48 mil empregos locais.

O Manchester United fechou a compra da parcela de terreno que faltava para erguer o novo estádio com capacidade para 100 mil espectadores, anunciou o clube nesta segunda-feira. A área de 10 hectares, adquirida junto à Indurent — empresa do portfólio do grupo Blackstone —, situa-se a cerca de 350 metros a noroeste do atual Old Trafford. A operação resolve o principal impasse espacial do projeto: a proximidade do terminal de carga da Freightliner, cujo terreno adjacente deixa de ser necessário. Com o obstáculo removido, o United avança para a fase de consulta pública e detalhamento arquitetónico, prevista para 9 de julho.

A diretora-executiva do empreendimento, Collette Roche, sublinhou que a localização permite “preservar o património, as tradições e os rituais” dos adeptos, ao mesmo tempo que assenta as bases para “um estádio verdadeiramente de classe mundial”. O custo estimado da arena ronda os 2,6 mil milhões de dólares (cerca de 12 mil milhões de reais) e insere-se num plano de regeneração mais amplo, liderado pela Old Trafford Regeneration Development Corporation em parceria com o Conselho de Trafford. O projeto contempla 15 mil novas habitações, incluindo moradias acessíveis, e projeta 48 mil postos de trabalho locais e 90 mil em todo o Reino Unido, com um impacto económico anual superior a 7 mil milhões de libras.

A decisão de abandonar o recinto inaugurado em 1910, casa do clube há 115 anos, foi classificada como “um passo óbvio” pelo coproprietário Jim Ratcliffe, que entrou no capital em 2024. Old Trafford, com 74 mil lugares, sofreu degradação visível na última década, enquanto o novo colosso é desenhado pelo gabinete Foster + Partners para se tornar a maior instalação desportiva britânica. Na perspetiva de Brasília, o projeto ganha relevância adicional por ser candidato a receber a final da Copa do Mundo Feminina de 2035, torneio que o Brasil pretende organizar e que exigiria palcos com esta envergadura.

A reação nas plataformas digitais, com ecos em Lisboa e nas comunidades lusófonas de África, oscilou entre o entusiasmo pela ambição arquitetónica e a melancolia pela demolição de um templo do futebol. Comentários recolhidos pela imprensa britânica mostram adeptos a projetar peregrinações ao futuro estádio, enquanto outros questionam o investimento em “tijolos” num momento de fragilidade competitiva da equipa. O clube assegura que Old Trafford continuará a operar durante as obras e que contactará diretamente as empresas afetadas pela transição.

O próximo passo concreto é a apresentação do plano diretor da regeneração de Old Trafford a 9 de julho, data em que serão revelados o desenho final do estádio e o calendário de consulta pública. A conclusão do novo recinto mantém o United na rota para disputar com o Real Madrid e o Barcelona a primazia das superarenas europeias, ao mesmo tempo que ancora um dos maiores programas de renovação urbana do norte de Inglaterra.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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PragmatismoDistanciamento

O Manchester United adquiriu o terreno necessário para um novo estádio de 100.000 lugares próximo a Old Trafford. A compra do terreno de 10 hectares elimina um grande obstáculo ao plano do clube de construir a maior arena esportiva da Grã-Bretanha, orçada em 2 bilhões de libras. O anúncio marca um avanço processual no projeto de infraestrutura há muito discutido.

Imprensa árabe Levante-Magrebe
PragmatismoTriunfo

Após 115 anos em Old Trafford, o Manchester United inicia um novo capítulo com a compra do terreno para um estádio de 100.000 lugares. O clube, 20 vezes campeão inglês, garantiu um lote de 10 hectares a noroeste do atual estádio, contornando o terminal de carga Freightliner que era um obstáculo. O passo é retratado como um movimento histórico rumo à construção do maior complexo esportivo da Grã-Bretanha.

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Atualizado 19:445 idiomas · 8 veículos
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segunda-feira, 22 de junho de 2026

United garante terreno para estádio de 100 mil e destrava maior arena do Reino Unido

Aquisição de 10 hectares a 350 metros de Old Trafford elimina principal obstáculo logístico e insere o clube num plano de regeneração urbana de 150 hectares, com 15 mil casas e 48 mil empregos locais.

O Manchester United fechou a compra da parcela de terreno que faltava para erguer o novo estádio com capacidade para 100 mil espectadores, anunciou o clube nesta segunda-feira. A área de 10 hectares, adquirida junto à Indurent — empresa do portfólio do grupo Blackstone —, situa-se a cerca de 350 metros a noroeste do atual Old Trafford. A operação resolve o principal impasse espacial do projeto: a proximidade do terminal de carga da Freightliner, cujo terreno adjacente deixa de ser necessário. Com o obstáculo removido, o United avança para a fase de consulta pública e detalhamento arquitetónico, prevista para 9 de julho.

A diretora-executiva do empreendimento, Collette Roche, sublinhou que a localização permite “preservar o património, as tradições e os rituais” dos adeptos, ao mesmo tempo que assenta as bases para “um estádio verdadeiramente de classe mundial”. O custo estimado da arena ronda os 2,6 mil milhões de dólares (cerca de 12 mil milhões de reais) e insere-se num plano de regeneração mais amplo, liderado pela Old Trafford Regeneration Development Corporation em parceria com o Conselho de Trafford. O projeto contempla 15 mil novas habitações, incluindo moradias acessíveis, e projeta 48 mil postos de trabalho locais e 90 mil em todo o Reino Unido, com um impacto económico anual superior a 7 mil milhões de libras.

A decisão de abandonar o recinto inaugurado em 1910, casa do clube há 115 anos, foi classificada como “um passo óbvio” pelo coproprietário Jim Ratcliffe, que entrou no capital em 2024. Old Trafford, com 74 mil lugares, sofreu degradação visível na última década, enquanto o novo colosso é desenhado pelo gabinete Foster + Partners para se tornar a maior instalação desportiva britânica. Na perspetiva de Brasília, o projeto ganha relevância adicional por ser candidato a receber a final da Copa do Mundo Feminina de 2035, torneio que o Brasil pretende organizar e que exigiria palcos com esta envergadura.

A reação nas plataformas digitais, com ecos em Lisboa e nas comunidades lusófonas de África, oscilou entre o entusiasmo pela ambição arquitetónica e a melancolia pela demolição de um templo do futebol. Comentários recolhidos pela imprensa britânica mostram adeptos a projetar peregrinações ao futuro estádio, enquanto outros questionam o investimento em “tijolos” num momento de fragilidade competitiva da equipa. O clube assegura que Old Trafford continuará a operar durante as obras e que contactará diretamente as empresas afetadas pela transição.

O próximo passo concreto é a apresentação do plano diretor da regeneração de Old Trafford a 9 de julho, data em que serão revelados o desenho final do estádio e o calendário de consulta pública. A conclusão do novo recinto mantém o United na rota para disputar com o Real Madrid e o Barcelona a primazia das superarenas europeias, ao mesmo tempo que ancora um dos maiores programas de renovação urbana do norte de Inglaterra.

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PragmatismoDistanciamento

O Manchester United adquiriu o terreno necessário para um novo estádio de 100.000 lugares próximo a Old Trafford. A compra do terreno de 10 hectares elimina um grande obstáculo ao plano do clube de construir a maior arena esportiva da Grã-Bretanha, orçada em 2 bilhões de libras. O anúncio marca um avanço processual no projeto de infraestrutura há muito discutido.

Imprensa árabe Levante-Magrebe
PragmatismoTriunfo

Após 115 anos em Old Trafford, o Manchester United inicia um novo capítulo com a compra do terreno para um estádio de 100.000 lugares. O clube, 20 vezes campeão inglês, garantiu um lote de 10 hectares a noroeste do atual estádio, contornando o terminal de carga Freightliner que era um obstáculo. O passo é retratado como um movimento histórico rumo à construção do maior complexo esportivo da Grã-Bretanha.

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