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Gakpo chora em campo ao marcar golo dias após morte do filho ainda no ventre

Avançado neerlandês abriu o marcador frente a Marrocos, mas empate nos descontos adia definição do adversário do Canadá nos oitavos.

Aos 72 minutos do jogo dos 16 avos de final do Mundial de 2026, em Monterrey, Cody Gakpo ajoelhou-se no relvado, cobriu o rosto com a camisola e deixou que as lágrimas corressem. Acabara de marcar o golo que colocava os Países Baixos em vantagem sobre Marrocos, mas o gesto seguinte — apontar repetidamente para o céu — transformou o estádio num silêncio cúmplice, quebrado depois por uma ovação de pé. Os companheiros de equipa, incluindo suplentes, correram a abraçá-lo, num momento que a imprensa europeia descreveu como um dos mais emotivos da competição.

A celebração carregava o peso de uma tragédia anunciada dois dias antes. No sábado, a companheira do avançado do Liverpool, Noa van der Bij, revelara nas redes sociais a perda do filho que esperavam, Elijah Raphael Gakpo, vítima de um aborto espontâneo. A federação neerlandesa (KNVB) confirmou que o jogador decidiu permanecer na concentração após conversar com a família, e o selecionador Ronald Koeman sublinhou que Gakpo “nunca pediu para voltar para casa”. O capitão Virgil van Dijk resumiu o sentimento do plantel: “O futebol é secundário”.

O golo, o terceiro de Gakpo neste Mundial e o sexto da sua carreira em fases finais, nasceu de uma jogada de Crysencio Summerville, que resistiu a uma falta e serviu o camisola 11 em zona de finalização. O remate cruzado bateu o guarda-redes Bono e parecia encaminhar os neerlandeses para os oitavos de final. Contudo, já no período de descontos, um cabeceamento de Issa Diop restabeleceu a igualdade e forçou o prolongamento, adiando a decisão sobre quem enfrentará o Canadá na próxima eliminatória.

Na perspetiva de observadores no Brasil e em Portugal, a imagem de Gakpo ajoelhado ecoou a dimensão humana que o desporto por vezes revela. A imprensa latino-americana destacou a forma como a seleção neerlandesa se uniu em torno do jogador, enquanto analistas na Europa notaram que a federação e os adeptos respeitaram o pedido de privacidade feito pelo casal. A comoção transcendeu fronteiras: nas bancadas, adeptos de várias nacionalidades aplaudiram, e nas redes sociais multiplicaram-se mensagens de apoio.

Com o empate a 1-1 no tempo regulamentar, o desfecho do confronto ficou em aberto, mas a presença de Gakpo em campo já havia transformado a partida num marco do torneio. O vencedor do duelo seguirá para Houston, onde encontrará o Canadá nos oitavos de final, enquanto o avançado neerlandês carrega consigo a memória de um golo que valeu muito mais do que uma vantagem no marcador.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A seleção holandesa enfrenta um luto pessoal de Cody Gakpo, que perdeu o filho que esperava. Apesar da tragédia, o atacante segue com o grupo e está pronto para atuar contra Marrocos, com os companheiros unidos em apoio.

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Uma profunda tragédia pessoal atinge a concentração da Holanda: Cody Gakpo perdeu o filho durante a gravidez, mas decidiu permanecer no torneio. O jogador e a companheira pediram privacidade, enquanto a equipe manifestou total solidariedade às vésperas do jogo decisivo contra Marrocos.

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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Gakpo chora em campo ao marcar golo dias após morte do filho ainda no ventre

Avançado neerlandês abriu o marcador frente a Marrocos, mas empate nos descontos adia definição do adversário do Canadá nos oitavos.

Aos 72 minutos do jogo dos 16 avos de final do Mundial de 2026, em Monterrey, Cody Gakpo ajoelhou-se no relvado, cobriu o rosto com a camisola e deixou que as lágrimas corressem. Acabara de marcar o golo que colocava os Países Baixos em vantagem sobre Marrocos, mas o gesto seguinte — apontar repetidamente para o céu — transformou o estádio num silêncio cúmplice, quebrado depois por uma ovação de pé. Os companheiros de equipa, incluindo suplentes, correram a abraçá-lo, num momento que a imprensa europeia descreveu como um dos mais emotivos da competição.

A celebração carregava o peso de uma tragédia anunciada dois dias antes. No sábado, a companheira do avançado do Liverpool, Noa van der Bij, revelara nas redes sociais a perda do filho que esperavam, Elijah Raphael Gakpo, vítima de um aborto espontâneo. A federação neerlandesa (KNVB) confirmou que o jogador decidiu permanecer na concentração após conversar com a família, e o selecionador Ronald Koeman sublinhou que Gakpo “nunca pediu para voltar para casa”. O capitão Virgil van Dijk resumiu o sentimento do plantel: “O futebol é secundário”.

O golo, o terceiro de Gakpo neste Mundial e o sexto da sua carreira em fases finais, nasceu de uma jogada de Crysencio Summerville, que resistiu a uma falta e serviu o camisola 11 em zona de finalização. O remate cruzado bateu o guarda-redes Bono e parecia encaminhar os neerlandeses para os oitavos de final. Contudo, já no período de descontos, um cabeceamento de Issa Diop restabeleceu a igualdade e forçou o prolongamento, adiando a decisão sobre quem enfrentará o Canadá na próxima eliminatória.

Na perspetiva de observadores no Brasil e em Portugal, a imagem de Gakpo ajoelhado ecoou a dimensão humana que o desporto por vezes revela. A imprensa latino-americana destacou a forma como a seleção neerlandesa se uniu em torno do jogador, enquanto analistas na Europa notaram que a federação e os adeptos respeitaram o pedido de privacidade feito pelo casal. A comoção transcendeu fronteiras: nas bancadas, adeptos de várias nacionalidades aplaudiram, e nas redes sociais multiplicaram-se mensagens de apoio.

Com o empate a 1-1 no tempo regulamentar, o desfecho do confronto ficou em aberto, mas a presença de Gakpo em campo já havia transformado a partida num marco do torneio. O vencedor do duelo seguirá para Houston, onde encontrará o Canadá nos oitavos de final, enquanto o avançado neerlandês carrega consigo a memória de um golo que valeu muito mais do que uma vantagem no marcador.

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A seleção holandesa enfrenta um luto pessoal de Cody Gakpo, que perdeu o filho que esperava. Apesar da tragédia, o atacante segue com o grupo e está pronto para atuar contra Marrocos, com os companheiros unidos em apoio.

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Uma profunda tragédia pessoal atinge a concentração da Holanda: Cody Gakpo perdeu o filho durante a gravidez, mas decidiu permanecer no torneio. O jogador e a companheira pediram privacidade, enquanto a equipe manifestou total solidariedade às vésperas do jogo decisivo contra Marrocos.

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