
França estreia no mata-mata com ataque implacável e a sombra de uma Suécia imprevisível
Líder do Grupo I com 100% de aproveitamento, a seleção francesa enfrenta os suecos nos 16avos de final num duelo que opõe a eficácia de Mbappé e Dembélé à velocidade de Gyökeres e Isak.
O MetLife Stadium, em Nova Jersey, recebe esta terça-feira o primeiro teste eliminatório da França no Mundial de 2026. Depois de uma fase de grupos em que somou nove pontos, dez golos marcados e apenas dois sofridos, a equipa de Didier Deschamps inicia o percurso a eliminar frente a uma Suécia que sobreviveu a uma montanha-russa de resultados. O apito inicial marca o momento em que o favoritismo gaulês deixa de valer pontos e passa a exigir confirmação imediata, com o vencedor a encontrar o Paraguai nos oitavos de final.
A campanha francesa na primeira fase foi sustentada por um ataque de precisão cirúrgica. Kylian Mbappé, descrito por Deschamps como “em missão”, e Ousmane Dembélé, autor de um hat-trick diante da Noruega, somam quatro golos cada e lideram uma linha ofensiva que converteu 26% das finalizações em golo. A eficácia sueca, de 23%, é semelhante, mas a equipa nórdica chega com um percurso errático: goleou a Tunísia (5-1), foi humilhada pelos Países Baixos (5-1) e empatou com o Japão (1-1), assegurando a qualificação como um dos melhores terceiros. Na perspetiva de analistas sul-americanos, a Suécia é um adversário “imprevisível, capaz de passar do céu ao inferno em minutos”, enquanto observadores europeus sublinham que a dupla Viktor Gyökeres e Alexander Isak oferece um poder de fogo que pode explorar qualquer desatenção defensiva.
O regresso de Deschamps ao banco, após a morte da mãe, devolve à equipa a figura que comanda o projeto desde 2012. O treinador advertiu que “a Suécia não terá nada a perder” e apontou a velocidade nos contra-ataques e as bolas paradas como principais ameaças. A imprensa francesa destaca a postura de Mbappé, não apenas pelos golos mas pela entrega sem bola e pela assunção da braçadeira de capitão, num grupo que, segundo o antigo internacional Luis Fernandez, “tem uma boa conexão”. Do lado sueco, o técnico Graham Potter pediu que a equipa jogue “como se as nossas vidas dependessem disso”, enquanto o avançado Viktor Gyökeres lembrou que, apesar do desequilíbrio teórico, “acreditamos em nós próprios”.
A partida coloca frente a frente duas seleções com históricos recentes distintos em Copas. A França, vice-campeã em 2022, persegue o terceiro título mundial, enquanto a Suécia tenta igualar os quartos de final alcançados em 2018. O desfecho deste confronto ditará quem segue para Filadélfia, onde o Paraguai aguarda depois de eliminar a Alemanha nos penáltis, num quadro que começa a desenhar os primeiros grandes embates da fase a eliminar.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A França entra como favorita absoluta, mas leva a sério a Suécia, que tem um ataque perigoso. O duelo é tratado como um confronto de alta voltagem, onde o brilho de Mbappé pode ser decisivo, mas os suecos devem jogar sem pressão.
A França é amplamente apontada como favorita para vencer a Suécia nas oitavas de final, com Mbappé como principal destaque. A Suécia, que passou como uma das melhores terceiras, tem uma tarefa difícil contra uma equipe em grande forma. O foco está nas estatísticas da fase de grupos e na alta probabilidade de vitória francesa.
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