
Reino Unido lidera G7 no trimestre, mas guerra no Irã já trava crescimento
Dados revistos mostram desaceleração no final de 2025 e contração em abril; Canadá rebate recessão técnica e Argentina patina entre setores.
O Reino Unido confirmou expansão de 0,6% do PIB no primeiro trimestre de 2026, o ritmo mais elevado entre as economias do G7, à frente de Japão e Estados Unidos (ambos com 0,5%). O crescimento foi puxado pelos serviços (+0,8%), com destaque para atividades profissionais, científicas e técnicas (+2,3%) e comércio (+1,8%). Contudo, o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) reviu em baixa o desempenho do quarto trimestre de 2025, de 0,2% para 0,1%, e o crescimento anual de 2025, de 1,4% para 1,3%. O dado mais recente de abril já mostra contração de 0,1%, reflexo do impacto do conflito no Médio Oriente sobre os custos de energia e combustíveis, que levou o Banco de Inglaterra e organismos como o FMI a reduzir as projeções para o ano.
No Canadá, a economia voltou a crescer 0,5% em abril, após uma ligeira contração no primeiro trimestre que acendeu o debate sobre uma recessão técnica. A extração de petróleo e gás impulsionou a recuperação, com a produção de areias betuminosas e a retoma da produção de crude sintético, além de exportações de petróleo refinado que dispararam 69,7% em termos anuais, beneficiadas pela subida de preços ligada à guerra no Irão. O crescimento foi generalizado: construção (+0,7%) quebrou uma série de cinco meses de quedas, e o setor imobiliário registou o primeiro avanço desde agosto de 2025. A estimativa preliminar para maio aponta para uma moderação, com alta de 0,1%, sustentada por finanças, seguros e imobiliário.
A Argentina exibe um padrão de avanços e recuos. Em abril, a atividade económica cresceu 1,6% na comparação anual, mas caiu 1,5% face a março, na série dessazonalizada. O setor agropecuário (+10,9%) e a exploração de minas e pedreiras (+17,1%) continuam a liderar, enquanto o comércio (-3,2%) e a indústria transformadora (-2,9%) registaram contrações que limitaram o resultado geral. Analistas em Buenos Aires notam que o dinamismo dos setores exportadores não se tem transmitido ao mercado interno, e o crédito, aposta do Governo, enfrenta taxas de incumprimento elevadas. A expectativa para maio é de novo enfraquecimento, condicionado por chuvas que atrasaram a colheita e por um consumo ainda frágil.
Em contraponto, o anúncio pela União Europeia de um pacote de 1,5 mil milhões de reais em investimentos no Brasil oferece um estímulo externo à economia brasileira, cujas projeções de crescimento para 2026 foram revistas em alta para 1,99%, com a inflação estabilizada em 5,33%. O próximo marco factual a observar será a divulgação do PIB de maio no Canadá e no Reino Unido, que confirmará se a desaceleração se consolida, e o índice de atividade mensal argentino, que testará a resistência da recuperação.
| Imprensa latino-americana | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.10 | neutral |
Growth is not enough: household incomes collapse while GDP accelerates. It is a sign of a model that rewards financial markets, not people.
Two macroeconomic data points are juxtaposed to create narrative tension: GDP acceleration is presented as deceptive, while the income drop becomes the real story.
The UK and Canadian economies accelerate, a positive signal despite the dip in incomes. The data confirm the recovery, with the central bank ready to assess next steps.
The positive growth data is emphasized, relegating the income decline to a marginal note, through a measured tone that normalizes the contradiction.
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