
Expulsão polêmica tira Balogun das oitavas, e EUA protestam contra regra da FIFA
Atacante americano, artilheiro da equipe, recebeu cartão vermelho após revisão do VAR e desfalcará os Estados Unidos contra a Bélgica; secretário de Estado Marco Rubio pediu revisão, mas regulamento impede recurso.
Os Estados Unidos garantiram vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 com uma vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia-Herzegovina, mas o triunfo teve um custo elevado. O atacante Folarin Balogun, autor do primeiro gol e um dos destaques da campanha, foi expulso aos 19 minutos do segundo tempo após o árbitro brasileiro Raphael Claus consultar o monitor do VAR. A decisão baseou-se no pisão involuntário de Balogun no tornozelo do defensor bósnio Tarik Muharemovic, num lance em que o jogador americano argumentou não ter para onde colocar o pé.
A expulsão gerou uma onda de protestos que transcendeu o campo. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, classificou a decisão como injusta e pediu publicamente que a FIFA abrisse um processo de recurso. O técnico Mauricio Pochettino também criticou a arbitragem, afirmando que o contacto foi acidental e que um cartão amarelo teria sido suficiente. No entanto, o regulamento disciplinar da FIFA é claro: o cartão vermelho direto implica suspensão automática para o jogo seguinte, sem possibilidade de apelo, exceto em circunstâncias excecionais analisadas pelo Comité Disciplinar. A entidade confirmou na sexta-feira que Balogun cumprirá apenas um jogo de suspensão, o mínimo previsto, mas não há mecanismo para reverter a pena.
O próprio jogador, que completou 25 anos no dia seguinte à partida, reconheceu a montanha-russa emocional. “Foi totalmente sem intenção. Acho que um amarelo teria sido justo”, disse, acrescentando que agora o seu papel é apoiar os companheiros. A comoção em torno do caso ganhou contornos culturais nos Estados Unidos. Balogun celebrou o seu golo com o gesto do “Silenciador”, popularizado pelo astro da NBA LeBron James, o que o catapultou para a consciência do público americano. A imprensa brasileira destacou a ironia de um jogador nascido em Nova Iorque, filho de pais nigerianos e criado em Londres, ter-se tornado símbolo de uma América multicultural precisamente no dia em que o Supremo Tribunal dos EUA reafirmou o direito à cidadania por nascimento. Para observadores no Brasil, a trajetória de Balogun ecoa histórias de atletas com múltiplas nacionalidades que escolhem defender seleções fora do eixo tradicional, um fenómeno cada vez mais comum no futebol globalizado.
Com a suspensão, Balogun, artilheiro da equipa com três golos em três jogos, está fora do confronto de segunda-feira contra a Bélgica, em Seattle. A ausência obriga Pochettino a repensar o ataque, com Ricardo Pepi e Haji Wright como principais alternativas. Os Estados Unidos, que já igualaram a sua melhor campanha em Copas desde 2002, terão de encontrar soluções para superar uma seleção belga experiente sem a sua principal referência ofensiva. A equipa mostrou resiliência ao segurar a vitória com dez jogadores, mas o teste frente aos belgas será o mais exigente até agora.
| Imprensa latino-americana | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.20 | neutral |
The referee unfairly penalized the United States, and the political reaction shows that football has become a battlefield for national rivalries.
It insinuates doubt about the referee's fairness, generalizing the incident to an alleged unfavorable treatment of the American team.
Balogun's disciplinary record and footage that might justify the sending-off are not mentioned.
The rules are clear and the referee applied the regulations; politics should not interfere with sport.
It downplays the episode by presenting it as a technical matter, defusing political implications.
The pre-match tension and politicians' statements that fueled the controversy are not explored.
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