
Europa sob terceira onda de calor: OMS alerta para semanas letais e temperaturas recordes
Com picos de 43°C em Portugal e Espanha e 39°C em Itália, a nova vaga de calor africana reacende preocupações sanitárias, ambientais e económicas no continente.
Uma terceira onda de calor extremo atinge a Europa a partir desta quarta-feira, com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a advertir para “semanas letais” no continente. Em Portugal e no sul de Espanha, as temperaturas podem alcançar os 43°C, enquanto em Itália os termómetros sobem aos 39°C no Vale do Pó e 42°C na Sardenha. O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, reuniu de emergência com 41 Estados-membros e sublinhou que menos de metade dos países da região dispõe de planos nacionais de ação sanitária para o calor, uma lacuna que agrava a vulnerabilidade das populações.
A atual vaga de calor, a terceira desde maio, é impulsionada por um anticiclone africano que estacionou sobre o Mediterrâneo, formando uma “cúpula de calor” que aprisiona o ar quente. Uma análise da rede World Weather Attribution concluiu que a vaga de junho — e, por extensão, as condições atuais — não teria sido possível sem as alterações climáticas induzidas pela atividade humana. Em Itália, meteorologistas observam que, desde 1975, as temperaturas nos centros urbanos subiram 4°C, e as noites tornaram-se “super tropicais”, com mínimas acima dos 25°C, um padrão que iguala ou supera o de metrópoles como Banguecoque e Xangai.
Os impactos sanitários e ambientais acumulam-se. Durante a vaga de junho, França, Países Baixos e Bélgica registaram cerca de 3.700 mortes em excesso; em Espanha, pelo menos 1.028 pessoas morreram. Em Itália, o Ministério da Saúde ativou o nível 2 de alerta (laranja) para dez cidades, incluindo Milão, Turim e Bolonha, e o nível 3 (vermelho) para Florença. A subida da temperatura da água — 32°C em zonas lagunares do Adriático — provocou a morte de mil toneladas de mexilhões e o desaparecimento de até 90% das amêijoas em Goro. Os lagos do norte de Itália, como o Maggiore e o Como, estão com níveis de enchimento abaixo dos 40% e temperaturas superficiais acima da média, enquanto incêndios florestais já consumiram quase 20 mil hectares em Portugal, Espanha, França e Grécia.
Perante a emergência, a OMS apela ao reforço dos sistemas de saúde e à correção das falhas detetadas. Em Milão, uma portaria municipal suspendeu a atribuição de entregas a estafetas entre as 12h30 e as 16h até 23 de setembro. O relatório “Laghi sotto pressione” da Legambiente alerta para a fragilidade dos lagos italianos e defende a redução da captação de água e do uso de cimento. A longo prazo, especialistas insistem na necessidade de cidades mais verdes e na redução da dependência de combustíveis fósseis. A atual fase de calor deverá prolongar-se até, pelo menos, 20 de julho, sem alívio imediato à vista.
| Imprensa chinesa | +0.30 | aligned |
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| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.50 | critical |
| Imprensa do Golfo árabe | −0.30 | critical |
| Imprensa europeia continental | −0.40 | critical |
Thailand turns Europe's climate crisis into a business opportunity, attracting tourists and boosting AC exports.
Presents the crisis as a competitive advantage for its own country, using marketing language for tourism and trade.
Omits the human casualties, infrastructure damage, and health alerts in Europe, focusing solely on opportunities for Thailand.
UK authorities and the WHO issue travel and health warnings, alerting the public to an imminent danger.
Uses emergency and civil protection language, with official alerts and categorical recommendations to create a sense of urgency.
Ignores economic opportunities and long-term adaptation measures, focusing solely on the immediate health emergency.
Europe must accelerate infrastructure adaptation, because extreme heat is already warping roads and rails.
Adopts a technical and analytical tone, citing UNECE reports and weather data, to argue for investment in asphalt and resilient materials.
Omits human health effects and business opportunities, focusing on infrastructure damage and the need for adaptation.
Europe faces a nightmare summer, but some companies profit from the demand for cooling and artificial intelligence.
Alternates alarmist tones (catastrophic forecasts, historical records) with opportunistic tones (cooling business), creating an ambivalent narrative that legitimizes both fear and profit.
Does not mention the impact on marine ecosystems nor opportunities for non-European countries, focusing on internal consequences and market reactions.
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