
EUA e Irão retomam hostilidades com ataques aéreos e de mísseis no Golfo Pérsico
A troca de golpes, que incluiu mais de 160 alvos militares, ameaça o frágil memorando de cessar-fogo e eleva a tensão no Estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos lançaram uma nova vaga de ataques contra o Irão, atingindo mais de 80 alvos, incluindo sistemas de defesa aérea, radares costeiros, centros de comando e mais de 60 embarcações da Guarda Revolucionária, segundo o Comando Central norte-americano (CENTCOM). A operação foi apresentada como resposta direta ao ataque iraniano a três navios comerciais no Estreito de Ormuz — os petroleiros Al Rekayyat, Wedyan e Cyprus Prosperity. Horas depois, a Guarda Revolucionária iraniana reivindicou uma retaliação com mísseis e drones contra 85 instalações militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait, incluindo a base da Quinta Frota e a base aérea Ali Al Salem, e afirmou ter abatido um drone MQ-9. Sirenes de ataque aéreo soaram nos dois países do Golfo, e as defesas aéreas kuwaitianas foram ativadas.
Na perspetiva de Washington, os ataques a navios mercantes constituem uma violação clara e perigosa do cessar-fogo e da liberdade de navegação, justificando uma resposta militar para “degradar a capacidade iraniana de continuar a atacar o comércio internacional”. O Departamento do Tesouro revogou ainda a licença que permitia ao Irão vender petróleo, uma das contrapartidas do memorando de entendimento assinado em junho. Em Teerão, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou os EUA de violarem o acordo ao atacarem o sul do Irão durante as cerimónias fúnebres do antigo líder supremo, Ali Khamenei, e ao restabelecerem sanções petrolíferas. O Irão insiste que a única rota segura no Estreito de Ormuz é a coordenada pelas autoridades iranianas e rejeita as acusações do Catar e da Arábia Saudita, que responsabilizaram Teerão pelos danos nos seus navios.
Os preços do petróleo subiram mais de 2%, atingindo máximos de duas semanas, num momento em que o mercado já estava sob pressão. Em Brasília, a preocupação recai sobre o impacto nos preços dos combustíveis e na segurança energética global, enquanto analistas em Lisboa sublinham o risco de uma nova crise no fornecimento de energia para a Europa. O memorando de entendimento, que previa um cessar-fogo de 60 dias e negociações para um acordo de paz definitivo, está sob forte tensão. Um responsável norte-americano afirmou que o acordo é “totalmente baseado no desempenho” e que o Irão só verá benefícios se demonstrar “boa conduta”. Do lado iraniano, Ghalibaf declarou que “a era da intimidação e da extorsão acabou” e que o país não cederá.
A escalada ocorre enquanto milhões de iranianos participam no funeral de Khamenei, morto no primeiro dia da ofensiva americano-israelita de fevereiro. Teerão vê o timing dos ataques como uma tentativa de desviar a atenção das cerimónias. O enterro está marcado para 9 de julho em Mashhad, e as negociações indiretas deveriam ser retomadas após o funeral. Contudo, a nova troca de golpes e a disputa não resolvida sobre a gestão do Estreito de Ormuz — onde o Irão pretende impor taxas de passagem em coordenação com Omã, enquanto os EUA defendem a livre navegação — colocam em dúvida a viabilidade de um acordo final. O CENTCOM afirmou que as suas forças permanecem preparadas para responsabilizar o Irão caso o cessar-fogo não seja respeitado, e o dossiê continua aberto sem avanços imediatos à vista.
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | −0.50 | critical |
| Imprensa do Golfo árabe | −0.10 | neutral |
The exchange of strikes is a dangerous escalation that puts the ceasefire at risk; both sides must step back.
By presenting both sides' actions and then highlighting the ceasefire as a common good that is threatened, it creates an impression of impartiality and concern.
It omits the specific numbers of targets hit by both sides, which would give a clearer picture of the scale of the escalation, and Iran's claim of hitting 85 US sites.
The US has launched a new wave of strikes that are four to five times larger than before, an aggressive escalation that threatens peace. Iran is willing to negotiate, but the US continues its attacks.
By citing Axios and emphasizing the scale, it makes the US action appear as an unjustified escalation, using a US-based source for credibility.
It omits the Iranian attacks on commercial ships that triggered the US response and the US justification of protecting international shipping.
The US-Iran conflict is now directly affecting our region, with sirens in Bahrain and Kuwait. We must monitor the situation closely as it threatens our security.
By highlighting the sirens and the impact on Gulf states, the conflict is made a local concern, emphasizing the region's vulnerability.
It omits the details of US and Iranian justifications, focusing only on the regional impact, and omits the ceasefire negotiations.
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