Entrar
Edição das 16:00 CETsábado, 4 de julho de 2026
311 veículos · 17 idiomas774 briefing hoje
Geopolítica & Políticaquinta-feira, 2 de julho de 2026

Estudo de Washington revela mais de 2 milhões de baixas militares na guerra da Ucrânia

Análise do CSIS aponta 1,4 milhão de baixas russas e avanços territoriais mínimos, enquanto Kiev recupera terreno pela primeira vez desde 2023.

O conflito na Ucrânia já provocou mais de dois milhões de baixas militares entre mortos, feridos e desaparecidos, segundo um estudo divulgado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington. A análise, que compila estimativas de fontes ocidentais, atribui à Rússia cerca de 1,4 milhão de perdas, das quais entre 400 mil e 450 mil mortos, e à Ucrânia entre 525 mil e 625 mil baixas, incluindo 125 mil a 150 mil mortos. No plano territorial, os ganhos russos desaceleraram para apenas 40 quilómetros quadrados entre dezembro de 2025 e maio de 2026, uma fração dos 515 quilómetros quadrados conquistados no mesmo período do ano anterior.

De acordo com os autores do estudo, a desproporção entre o custo humano e o avanço no terreno reflete uma guerra de atrito em que Moscovo enfrenta dificuldades crescentes. A ofensiva russa progride, em média, entre 50 e 90 metros por dia, um ritmo comparável ao das batalhas mais lentas da Primeira Guerra Mundial. Na perspetiva de Washington, a combinação de campos minados, fortificações e uso intensivo de drones criou uma “zona de morte” com mais de 20 quilómetros de profundidade, onde as manobras se tornaram extremamente letais. O estudo sublinha que, pela primeira vez desde agosto de 2024, a Rússia registou perdas territoriais líquidas na primavera de 2026, cedendo cerca de 400 quilómetros quadrados em abril e maio.

Analistas europeus notam que a capacidade russa de repor efetivos está sob pressão. O CSIS estima que Moscovo perde entre 30 mil e 34 mil soldados por mês, enquanto recruta apenas 27 mil, um desequilíbrio que, a manter-se, poderá comprometer a sustentabilidade da campanha. Ao mesmo tempo, a Ucrânia expandiu a sua campanha de ataques com drones de médio alcance contra refinarias, depósitos de combustível e infraestruturas militares em território russo, incluindo Moscovo e São Petersburgo, o que, segundo o estudo, tem gerado escassez de combustível e pressão interna sobre o Kremlin.

O relatório surge num momento de reconfiguração do envolvimento externo. A administração norte-americana, sob a presidência de Donald Trump, sinalizou um distanciamento em relação ao conflito, afirmando que a guerra “não nos afeta em absoluto”. Esta posição, observada com preocupação em capitais europeias como Lisboa, ocorre enquanto a Rússia mantém uma economia de guerra funcional e reservas populacionais que, apesar do desgaste, ainda lhe permitem sustentar a frente de batalha. O CSIS recorda que a Rússia conta com uma vantagem demográfica e recorre a recrutamento forçado, alistamento de prisioneiros e ao envio de militares norte-coreanos para compensar as perdas. O estudo não antecipa uma rutura imediata, mas descreve um impasse em que o desgaste gradual das forças russas coexiste com a incapacidade de Kiev para impor uma derrota decisiva, num cenário que, na ausência de negociações, prolonga a guerra de atrito por tempo indeterminado.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 4 idiomas

17%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa atlântica / anglosferaImprensa europeia continental
Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
AlarmeCeticismo

O estudo do CSIS revela perdas impressionantes que ultrapassam dois milhões, destacando o imenso custo humano da guerra. O relatório também observa que o avanço russo quase parou, sugerindo um conflito prolongado sem fim claro. Esses dados ressaltam a necessidade de renovados esforços diplomáticos para evitar mais derramamento de sangue.

Imprensa europeia continental/ DACH+
AlarmePragmatismo

O relatório do CSIS confirma que a guerra atingiu um marco sombrio com mais de dois milhões de vítimas, enquanto as forças russas estão atoladas. A segurança europeia está diretamente ameaçada por este conflito prolongado, exigindo uma resposta coordenada. O estudo reforça a necessidade de apoio contínuo à Ucrânia para impedir novos avanços russos.

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
Espanha impõe controlo semestral de vida a pensionistas no exterior e debate sobre reforma ganha novos contornos·Pressão interna em Teerão e descoberta científica na Costa Rica marcam o dia·Do palco de Jacarta às telas de La Plata: o que o mundo vê em julho·Sinner reage com gesto incomum, Djokovic iguala recorde e italianos miram feito histórico em Wimbledon·China reforça patrulhas da guarda costeira a leste de Taiwan e ignora pressão internacional·Trump transforma 250 anos dos EUA em palanque contra 'ameaça comunista'·Paraguai desafia a tormenta francesa em reedição do duelo de 1998·Do tapete vermelho ao altar em casa: as confissões íntimas das estrelas do sul da Ásia·Espanha impõe controlo semestral de vida a pensionistas no exterior e debate sobre reforma ganha novos contornos·Pressão interna em Teerão e descoberta científica na Costa Rica marcam o dia·Do palco de Jacarta às telas de La Plata: o que o mundo vê em julho·Sinner reage com gesto incomum, Djokovic iguala recorde e italianos miram feito histórico em Wimbledon·China reforça patrulhas da guarda costeira a leste de Taiwan e ignora pressão internacional·Trump transforma 250 anos dos EUA em palanque contra 'ameaça comunista'·Paraguai desafia a tormenta francesa em reedição do duelo de 1998·Do tapete vermelho ao altar em casa: as confissões íntimas das estrelas do sul da Ásia·
Atualizado 15:544 idiomas · 5 veículos
AnteriorGeopolítica & PolíticaPróximo
5 veículos|4 idiomas|3 min de leitura
quinta-feira, 2 de julho de 2026

Estudo de Washington revela mais de 2 milhões de baixas militares na guerra da Ucrânia

Análise do CSIS aponta 1,4 milhão de baixas russas e avanços territoriais mínimos, enquanto Kiev recupera terreno pela primeira vez desde 2023.

O conflito na Ucrânia já provocou mais de dois milhões de baixas militares entre mortos, feridos e desaparecidos, segundo um estudo divulgado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington. A análise, que compila estimativas de fontes ocidentais, atribui à Rússia cerca de 1,4 milhão de perdas, das quais entre 400 mil e 450 mil mortos, e à Ucrânia entre 525 mil e 625 mil baixas, incluindo 125 mil a 150 mil mortos. No plano territorial, os ganhos russos desaceleraram para apenas 40 quilómetros quadrados entre dezembro de 2025 e maio de 2026, uma fração dos 515 quilómetros quadrados conquistados no mesmo período do ano anterior.

De acordo com os autores do estudo, a desproporção entre o custo humano e o avanço no terreno reflete uma guerra de atrito em que Moscovo enfrenta dificuldades crescentes. A ofensiva russa progride, em média, entre 50 e 90 metros por dia, um ritmo comparável ao das batalhas mais lentas da Primeira Guerra Mundial. Na perspetiva de Washington, a combinação de campos minados, fortificações e uso intensivo de drones criou uma “zona de morte” com mais de 20 quilómetros de profundidade, onde as manobras se tornaram extremamente letais. O estudo sublinha que, pela primeira vez desde agosto de 2024, a Rússia registou perdas territoriais líquidas na primavera de 2026, cedendo cerca de 400 quilómetros quadrados em abril e maio.

Analistas europeus notam que a capacidade russa de repor efetivos está sob pressão. O CSIS estima que Moscovo perde entre 30 mil e 34 mil soldados por mês, enquanto recruta apenas 27 mil, um desequilíbrio que, a manter-se, poderá comprometer a sustentabilidade da campanha. Ao mesmo tempo, a Ucrânia expandiu a sua campanha de ataques com drones de médio alcance contra refinarias, depósitos de combustível e infraestruturas militares em território russo, incluindo Moscovo e São Petersburgo, o que, segundo o estudo, tem gerado escassez de combustível e pressão interna sobre o Kremlin.

O relatório surge num momento de reconfiguração do envolvimento externo. A administração norte-americana, sob a presidência de Donald Trump, sinalizou um distanciamento em relação ao conflito, afirmando que a guerra “não nos afeta em absoluto”. Esta posição, observada com preocupação em capitais europeias como Lisboa, ocorre enquanto a Rússia mantém uma economia de guerra funcional e reservas populacionais que, apesar do desgaste, ainda lhe permitem sustentar a frente de batalha. O CSIS recorda que a Rússia conta com uma vantagem demográfica e recorre a recrutamento forçado, alistamento de prisioneiros e ao envio de militares norte-coreanos para compensar as perdas. O estudo não antecipa uma rutura imediata, mas descreve um impasse em que o desgaste gradual das forças russas coexiste com a incapacidade de Kiev para impor uma derrota decisiva, num cenário que, na ausência de negociações, prolonga a guerra de atrito por tempo indeterminado.

Divergência das fontes

Geopolítica & Política · 5 veículos · 4 idiomas

17%Baixa

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Neutro33%
Crítico67%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 4 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa atlântica / anglosferaImprensa europeia continental
Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
AlarmeCeticismo

O estudo do CSIS revela perdas impressionantes que ultrapassam dois milhões, destacando o imenso custo humano da guerra. O relatório também observa que o avanço russo quase parou, sugerindo um conflito prolongado sem fim claro. Esses dados ressaltam a necessidade de renovados esforços diplomáticos para evitar mais derramamento de sangue.

Imprensa europeia continental/ DACH+
AlarmePragmatismo

O relatório do CSIS confirma que a guerra atingiu um marco sombrio com mais de dois milhões de vítimas, enquanto as forças russas estão atoladas. A segurança europeia está diretamente ameaçada por este conflito prolongado, exigindo uma resposta coordenada. O estudo reforça a necessidade de apoio contínuo à Ucrânia para impedir novos avanços russos.

Esta notícia apareceu em

5 veículos · 4 idiomas

Amplie o olhar

De Economy & Markets

Brasil eleva projeção de vendas de veículos a 8,6%, enquanto Indonésia adia incentivos e Rússia avança com produção local

4 idiomas · 10 veículos

De Technology

Alibaba proíbe Claude Code e acirra disputa tecnológica entre EUA e China

4 idiomas · 4 veículos

De Science & Health

Ebola atinge Kisangani e ensaio clínico de tratamentos arranca no Congo

5 idiomas · 7 veículos

Ler mais