
Espanha bate Argentina na prorrogação e leva prêmio recorde de US$ 50 milhões
Com gol de Ferran Torres, seleção espanhola conquista o bi mundial e embolsa a maior premiação da história das Copas, enquanto Brasil e Portugal param nas oitavas.
A Espanha conquistou o segundo título mundial da sua história ao vencer a Argentina por 1-0 na final do Mundial de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, na noite de 19 de julho. O jogo, equilibrado e tenso, só se decidiu no prolongamento: aos 106 minutos, Ferran Torres disparou um remate cruzado que bateu Emiliano Martínez e desatou a euforia espanhola. A Argentina, que vira Enzo Fernández expulso nos instantes finais do tempo regulamentar, não conseguiu contrariar a superioridade numérica da Roja no desfecho. O triunfo confirma a hegemonia defensiva da equipa de Luis de la Fuente, que sofreu apenas um golo em oito jogos — um recorde para uma campeã mundial.
A vitória veio acompanhada do maior prêmio financeiro alguma vez atribuído pela FIFA a uma seleção. A federação espanhola (RFEF) receberá 50 milhões de dólares (cerca de 255 milhões de reais) pelo título, a que se somam 10 milhões pela qualificação e 2,5 milhões como apoio à preparação, totalizando 62,5 milhões de dólares. O montante integra um fundo recorde de 871 milhões de dólares distribuídos pelas 48 participantes, um aumento de quase 50% face ao Catar-2022. Segundo a imprensa espanhola, 45% do prêmio será repartido pelos 26 jogadores, cabendo a cada um cerca de 756 mil euros brutos (4,4 milhões de reais). O fisco espanhol, por seu turno, arrecadará perto de 6 milhões de euros com a tributação destes rendimentos, de acordo com estimativas dos técnicos do Ministério da Fazenda.
Na perspetiva de Brasília, a campanha brasileira ficou aquém das expectativas: a seleção caiu nos oitavos de final diante da Noruega (2-1) e terminou no 11.º lugar, recebendo 16,5 milhões de dólares, valor inferior aos 17 milhões obtidos em 2022. Em Lisboa, a eliminação de Portugal também ocorreu nessa fase, precisamente frente à futura campeã Espanha (1-0), num jogo que evidenciou a solidez defensiva dos vizinhos ibéricos. Já a estreante Cabo Verde, única seleção lusófona africana no torneio, protagonizou uma das surpresas da competição: empatou 0-0 com a Espanha na fase de grupos e só caiu nos oitavos diante da Argentina, após prolongamento (3-2), num desempenho que projetou o futebol do arquipélago no mapa global.
O êxito espanhol inscreve-se num momento de pujança financeira e desportiva. Pela primeira vez, um país detém simultaneamente os títulos mundiais masculino e feminino, o que, na ótica de observadores em Madrid, reforça o poder negocial da federação junto de patrocinadores. O próximo Mundial, em 2030, terá Portugal como um dos anfitriões, ao lado de Espanha e Marrocos, com jogos inaugurais na Argentina, Paraguai e Uruguai, num regresso simbólico ao berço da competição.
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