
Final do Mundial descamba em batalha campal: Paredes enforca adversário e FIFA abre investigação
A derrota da Argentina para a Espanha por 1 a 0 na prorrogação foi ofuscada por agressões, expulsões e um inquérito disciplinar que pode gerar suspensões severas.
A Espanha conquistou o bicampeonato mundial com um gol de Ferran Torres aos 106 minutos, mas o apito final no MetLife Stadium deu início a cenas de violência que mancharam a decisão. Enquanto os reservas espanhóis corriam para o relvado, o lateral argentino Nahuel Molina desferiu um golpe no peito do capitão Rodri. A partir dali, a confusão alastrou-se: Leandro Paredes agarrou Eric García pelo pescoço e atirou-o ao chão, para depois derrubar Gavi puxando-lhe o colete, num tumulto que só serenou com a intervenção do técnico Lionel Scaloni e dos seus auxiliares.
A agressividade argentina já se manifestara durante o jogo. Enzo Fernández fora expulso no final do tempo regulamentar por uma entrada dura sobre Pau Cubarsí, e a equipa de Scaloni somou seis cartões amarelos, sem conseguir sequer rematar à baliza nos 90 minutos. A tensão extravasou para o pós-jogo, com Nicolás Otamendi a confrontar Rodri, acusando-o de, juntamente com Aymeric Laporte, ter passado a semana a “chorar” por causa da arbitragem. Câmaras de televisão captaram ainda Roberto Ayala, adjunto de Scaloni, a esmurrar o rosto de Dani Olmo, enquanto vários jogadores argentinos viraram costas à cerimónia de entrega do troféu.
A repercussão internacional foi imediata e severa. Na imprensa espanhola, Paredes foi classificado como “inimigo público” e a atitude da seleção argentina, “escandalosa”. Comentadores britânicos, como Joe Hart e Gary Neville, consideraram o comportamento “nojento” e “uma vergonha”, elogiando apenas a postura de Lionel Messi, que cumprimentou os adversários. Na América do Sul, a cobertura oscilou entre a crítica à falta de desportivismo e a contextualização do desgaste emocional da equipa, enquanto veículos italianos e franceses sublinharam a “má figura” da campeã de 2022.
A FIFA anunciou a abertura de um processo disciplinar que vai analisar os relatórios do árbitro Slavko Vinčić e as imagens televisivas. Paredes, que já recebeu vermelho direto, arrisca uma suspensão de três a doze partidas, podendo estender-se aos jogos do seu clube. Molina, Otamendi, Thiago Almada, Cristian Romero e Emiliano Martínez também estão sob investigação, assim como o auxiliar Ayala. Em paralelo, o governo britânico pediu à FIFA que apure a exibição de uma bandeira com a inscrição “Las Malvinas son argentinas” após a meia-final contra a Inglaterra.
Enquanto a Espanha desfilava em Madrid com o troféu, a Argentina regressava a Buenos Aires sob um feriado nacional decretado pelo presidente Javier Milei para homenagear o vice-campeonato. A federação argentina foi multada em 20 mil dólares pelo cartão vermelho de Paredes, mas sanções adicionais podem chegar em setembro, afetando as eliminatórias sul-americanas. A final de 2026, que deveria coroar a melhor seleção do torneio, ficará na memória como o palco de uma derrota que a Albiceleste não soube digerir dentro das quatro linhas.
| Imprensa latino-americana | −0.40 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.80 | critical |
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.50 | critical |
| Imprensa indiana e sul-asiática | −0.30 | critical |
Argentina admits frustration but rejects accusations of disloyalty, pointing at alleged Spanish referee pressure.
It gives space to the Argentine version (referee complaints, gesture of respect toward fans) to soften unilateral condemnation, creating a more nuanced picture.
Spain celebrates a deserved triumph, while Argentina covers itself in shame with an unworthy brawl.
It contrasts Spain's legitimate celebration with Argentina's gratuitous violence, building a clear opposition between virtuous winners and unfair losers.
It does not report Argentine complaints about alleged referee favoritism nor the explanation for turning backs during the ceremony.
FIFA must apply the rules: the violent behavior of Paredes and company deserves an exemplary suspension.
It frames the event as a regulatory violation to be sanctioned, shifting focus from morality to rules and disciplinary procedures.
It does not delve into the reasons for Argentine frustration nor the match context (e.g., red cards, alleged referee favors).
Argentina accuses Spain of influencing the referee, but the brawl overshadows any legitimate protest.
It explains the brawl as an outcome of a pre-match dispute about the referee's role, partially normalizing the Argentine reaction.
It does not mention the severity of Paredes' physical assaults nor the ongoing FIFA investigation.
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