
Ataques dos EUA ao Irão desencadeiam retaliação iraniana em várias frentes e ameaçam estrangular o Estreito de Ormuz
Ofensiva americana contra pontes e infraestruturas no sul do Irão provoca dezenas de mortos e leva Teerão a atacar posições dos EUA na Síria, Kuwait, Omã e Barém, enquanto a circulação no estratégico canal marítimo colapsa.
Os Estados Unidos lançaram durante a noite de quinta para sexta-feira uma vaga de ataques contra dezenas de alvos militares e de infraestrutura no sul do Irão, atingindo pontes, centrais elétricas, um terminal ferroviário e instalações portuárias, segundo comunicados oficiais iranianos e fontes norte-americanas citadas pelo Wall Street Journal. O porta-voz do Ministério da Saúde iraniano elevou o balanço para 38 mortos e mais de 400 feridos, enquanto a província de Hormozgan reportava cortes de eletricidade e a Agência Internacional de Energia (AIE) advertia para o risco de disrupção prolongada dos fluxos de petróleo e gás através do Estreito de Ormuz.
Em resposta, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) reivindicou uma série de operações de retaliação integradas na “onda 11” e “onda 13” da operação “Nasr 2”. De acordo com os comunicados do IRGC, foram atacados o centro de comando de operações especiais dos EUA em al-Tanf, na Síria, radares de vigilância marítima e aérea norte-americanos em Omã, uma base militar no Kuwait — onde terão sido destruídos depósitos de armamento e plataformas de mísseis — e infraestruturas militares e petrolíferas no Barém. O exército iraniano também afirmou ter conduzido ataques com drones contra posições americanas no Barém. O IRGC declarou que as operações de represália prosseguirão “com firmeza” e que, enquanto durarem as “atrocidades” americanas, “nem uma gota de petróleo ou gás será exportada” a partir de Ormuz.
A escalada provocou danos colaterais em vários Estados do Golfo. O Kuwait reportou que uma das suas centrais elétricas e de dessalinização foi atingida, causando um incêndio e danos em numerosas unidades de geração. O Catar, a Jordânia e o Barém afirmaram ter intercetado ataques aéreos, e fontes marítimas indicaram que apenas três navios atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, de acordo com a plataforma Marine Traffic. A AIE sublinhou que, se a circulação não melhorar nas próximas semanas, os mercados globais de energia enfrentarão perturbações graves. Em Brasília, a redução do tráfego no Golfo Pérsico é acompanhada com preocupação pelo seu potencial impacto nos preços internacionais e na competitividade das exportações brasileiras de petróleo, enquanto Lisboa monitoriza o risco de novos picos nos custos energéticos para a Europa.
A ofensiva americana ocorre depois de o Presidente Donald Trump ter ameaçado atacar pontes e centrais elétricas iranianas caso não houvesse um acordo. Os EUA tinham-se retirado da base de al-Tanf em fevereiro de 2026, entregando-a às autoridades sírias, que negaram qualquer ataque ao local. A retaliação iraniana, ao visar ativos americanos em múltiplos países, sinaliza uma expansão do teatro de operações. Até ao momento, não foi anunciada qualquer iniciativa diplomática, e ambas as partes indicaram que as hostilidades continuarão. O dossiê permanece em aberto, com a AIE a fixar um horizonte de semanas para evitar uma crise energética de grandes proporções.
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa iraniana e afins | +1.00 | aligned |
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.20 | neutral |
| Imprensa do Golfo árabe | −0.10 | neutral |
O Irã sofre ataques americanos e responde com firmeza. O controle do Estreito de Ormuz está nas mãos das forças navais iranianas.
A narrativa apresenta os ataques americanos como injustificados e as respostas iranianas como legítima defesa, omitindo o contexto de provocações anteriores.
Não menciona que os Estados Unidos já haviam retirado suas tropas da base de al-Tanf em fevereiro, o que coloca em dúvida a necessidade do ataque iraniano.
O Irã atingiu duramente os interesses americanos, vingando os mártires de Iranshahr. O controle do Estreito de Ormuz é uma carta vencedora.
Usa linguagem épica e religiosa (referências ao Imam Hussein) para legitimar a ação como vingança justa, e apresenta as operações como sucessos esmagadores.
Omite o fato de que a base de al-Tanf já havia sido evacuada pelos Estados Unidos, e não fornece evidências independentes da destruição.
As alegações iranianas não são confirmadas; a base já havia sido abandonada pelos americanos. O ataque pode ser uma manobra de propaganda.
Enfatiza a falta de verificação independente e o contexto da retirada americana para minar a credibilidade da reivindicação iraniana.
Não relata as declarações iranianas sobre as vítimas de Iranshahr que motivaram o ataque, nem as acusações de ataques americanos anteriores.
As alegações iranianas parecem duvidosas dado o recuo americano. O Golfo árabe observa com cautela, temendo uma escalada que ameace a estabilidade regional.
Enfatiza a retirada americana e a falta de confirmação para minimizar a escala da ação iraniana, e destaca o interesse do Golfo em evitar conflito.
Não menciona as motivações iranianas relacionadas às vítimas de Iranshahr, nem as tensões anteriores.
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