
El Niño se intensifica: Indonésia regista junho mais seco em 30 anos, mas Colômbia mantém chuvas
Fenómeno climático deve atingir pico entre outubro e novembro, com impactos assimétricos que vão de secas severas a inundações, enquanto governos e setor privado se preparam.
A Indonésia registou em junho de 2026 um dos meses mais secos das últimas três décadas, com uma precipitação média de 153 mm, a oitava mais baixa desde 1991, segundo a Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica (BMKG). O caudal do rio Ciliwung, em Bogor, recuou de forma visível, e 91% do território indonésio enfrenta agora chuvas escassas. O índice Niño3.4 atingiu +1,47, e a Oscilação Sul apresenta valores negativos consistentes, configurando um El Niño que, na perspetiva de Jacarta, deverá tornar-se forte ainda este ano.
O mecanismo do El Niño, contudo, não elimina de imediato as chuvas em todas as regiões. Na Colômbia, o Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais (Ideam) projeta que, em agosto, as precipitações continuem acima do normal na Orinoquia, Amazónia e zona andina, com probabilidades de até 60%. A Zona de Convergência Intertropical, as ondas tropicais e a temporada de ciclones no Atlântico mantêm a atividade atmosférica, ainda que já se observem défices de 30% a 60% no Caribe e na região andina. Na Indonésia, a Oscilação de Madden-Julian e as ondas de Kelvin e Rossby ainda geram alguma chuva fora de Java, mas o predomínio é de tempo seco.
Os impactos são assimétricos e exigem respostas diferenciadas. No Brasil, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirma condições favoráveis ao El Niño, com o histórico de mais chuvas no Sul, seca no Norte e Nordeste, e ondas de calor. O setor do agronegócio, na avaliação de analistas em São Paulo, reforça a importância de seguros, planeamento financeiro e acesso a crédito para mitigar riscos operacionais. No México, o norte enfrenta risco de inundações, enquanto o centro e o sudeste se preparam para secas e stress hídrico, num contexto de críticas à falta de preparação governamental. Na Colômbia, os ministérios da Educação e da Saúde emitiram diretrizes para escolas e hospitais, recomendando planos de contingência, hidratação e ajustes de horários.
O próximo marco a observar é a evolução do fenómeno entre outubro e novembro, quando o Ideam estima 81% de probabilidade de um El Niño “muito forte”. Na Indonésia, o pico da estação seca é esperado entre julho e setembro. A transição gradual dos sistemas atmosféricos indica que, embora algumas regiões ainda registem chuvas, a tendência é de agravamento da seca em vastas áreas. A capacidade de adaptação de governos e empresas será testada nos próximos meses, à medida que os efeitos do aquecimento do Pacífico se consolidam.
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | −0.20 | neutral |
Indonesia reports its driest June in 30 years due to El Niño, and the meteorological authority warns that the drought will persist, urging preparedness.
By repeatedly citing BMKG's official data and the phrase 'lowest in 30 years', the coverage creates an objective sense of urgency and inevitability.
It omits any mention of possible rainfall in other regions or the adaptation strategies discussed in Latin America.
Latin America prepares for an intense El Niño, but some regions will still receive abundant rain, while Mexico is criticized for its lack of attention to climate risks.
It alternates scientific data from Ideam with political criticism, creating a contrast between technical management and government inaction.
It does not highlight the severity of the drought in Indonesia, focusing only on local impacts and internal critiques.
Amplie o olhar
Trump acusa China de roubo de dados eleitorais e reacende dúvidas sobre sistema de voto nos EUA
14 idiomas · 72 veículos
De Economy & MarketsApple desbanca Nvidia e reassume posto de empresa mais valiosa do mundo
9 idiomas · 22 veículos
De TechnologySpaceX aborta lançamento do Starship no último segundo e ações recuam abaixo do preço de estreia
9 idiomas · 16 veículos