
Drones atacam embaixada russa na Suécia com tinta e simulacro de explosivo
Moscou responsabiliza Estocolmo por 'tentativa de intimidação' e denuncia inação policial; incidente se soma a dezenas de ataques sem investigação conclusiva.
Na madrugada de quinta-feira, dois drones sobrevoaram a embaixada da Rússia em Estocolmo. Um lançou um recipiente com tinta vermelha sobre o terreno; o outro, que carregava um simulacro de artefato explosivo improvisado, caiu nas imediações do prédio. A representação diplomática russa classificou o episódio como “não apenas uma provocação, mas uma tentativa flagrante de intimidar” seus funcionários, e afirmou que a ação não surtirá efeito.
Em comunicado no Telegram, a embaixada descreveu os ataques como “sistemáticos” e contabilizou mais de 20 incidentes do gênero nos últimos dois anos, incluindo investidas contra o consulado comercial. Segundo a missão, as autoridades policiais suecas limitam-se a “registrar formalmente” as ocorrências, sem que as investigações tenham identificado responsáveis. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, já havia sugerido que Estocolmo poderia ter “autorizado” as ações. O Comitê de Investigação da Rússia solicitou informações ao Itamaraty russo para apurar as circunstâncias. A embaixada responsabilizou diretamente o governo sueco, alertando que “toda a responsabilidade pela continuação dos ataques e suas possíveis consequências recai sobre a parte sueca”.
Observadores em Moscou vinculam a escalada ao alinhamento de Estocolmo com Kiev. A Suécia é um dos principais aliados da Ucrânia desde a invasão russa em 2022, tendo fornecido ajuda militar e, nesta semana, firmado um novo acordo para a compra de 16 caças Gripen por Kiev. Na perspectiva de analistas russos, a inação sueca diante dos ataques reflete uma “posição política” que desrespeita a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. Diplomatas russos em Copenhague também relataram provocações com drones, enquanto Moscou nega acusações semelhantes feitas pela Moldávia e Romênia.
Em Lisboa e Brasília, o episódio é acompanhado com atenção por diplomatas que monitoram a deterioração da segurança das missões estrangeiras no Norte da Europa. A ausência de respostas conclusivas das autoridades suecas, somada à advertência russa de “possíveis consequências”, mantém o caso em aberto. Até o momento, o governo da Suécia não se pronunciou publicamente sobre o ataque mais recente.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A embaixada russa em Estocolmo foi alvo de um ataque deliberado com drones: um derramou tinta vermelha, o outro carregava um artefato explosivo falso. Moscou denuncia uma escalada sistemática e uma tentativa flagrante de intimidar o pessoal diplomático. A responsabilidade total é das autoridades suecas, que falharam em garantir a segurança da missão.
A embaixada russa na Suécia relatou que dois drones entraram em suas instalações durante a noite, um espalhando tinta vermelha e o outro carregando um artefato explosivo falso. A missão diplomática acusou Estocolmo de não garantir a segurança e chamou o ocorrido de provocação. A reportagem transmite as alegações russas com distanciamento crítico.
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