
Descobertas arqueológicas no Mediterrâneo revelam tumbas seladas, moedas e vinho milenar
Escavações no Egito, França e Itália trazem à tona câmaras funerárias intactas, um sistema de poupança doméstica romano e um carregamento de ânforas gregas submerso há 2400 anos.
A costa mediterrânica do Egito revelou um conjunto de 18 tumbas com câmaras seladas desde a Antiguidade, elevando para 44 o total de sepulturas identificadas em Marina El Alamein desde 1986. A descoberta, anunciada pelo Ministério do Turismo e Antiguidades egípcio, inclui 24 amuletos de ouro em forma de língua depositados na boca de alguns defuntos — prática funerária destinada a permitir a fala no além — e um sarcófago de granito de 2,5 metros com a tampa original ainda no lugar. Onze túmulos foram escavados na rocha a uma profundidade média de oito metros, enquanto outros sete foram construídos em calcário à superfície, refletindo a diversidade social da antiga cidade portuária, provavelmente a Leucaspis citada por Estrabão.
Paralelamente, na Oásis de Dakhla, no deserto ocidental egípcio, arqueólogos desenterraram os vestígios de uma cidade bizantina erguida por volta do século IV. Construída em tijolos de barro, a povoação apresenta uma malha de ruas planeadas, praças públicas, uma igreja de tipo basilical e estruturas defensivas. Foram recolhidos cerca de 200 óstracos com inscrições em copta e grego, além de moedas de bronze e ouro, algumas cunhadas sob o imperador Constâncio II (337–361 d.C.). O achado reforça a candidatura da região a património mundial da UNESCO, segundo o departamento de antiguidades islâmicas, coptas e judaicas do Egito.
A oeste, em Senon, no nordeste da França, uma intervenção de arqueologia preventiva durante a ampliação de uma casa revelou três ânforas de cerâmica contendo mais de 40 mil moedas romanas do final do século III e início do IV. O Instituto Nacional de Pesquisas Arqueológicas Preventivas (INRAP) afasta a hipótese de um tesouro escondido às pressas: as vasilhas foram enterradas vazias e abastecidas gradualmente, funcionando como um sistema de poupança doméstica acessível. As peças exibem efígies dos imperadores do efémero Império Gálico, como Vitorino e Tétrico I, e algumas ficaram coladas às bordas, sinal de depósitos e retiradas regulares.
Nas águas da Calábria, mergulhadores que realizavam prospeções para um parque eólico localizaram um naufrágio com mais de 300 ânforas de transporte, datado de cerca de 375 a.C. A carga, possivelmente vinho grego da Magna Grécia, permaneceu intocada durante 24 séculos. O Ministério da Cultura calabrês e a empresa Acciona Energía planeiam agora a recuperação dos recipientes, na esperança de encontrar resíduos orgânicos que permitam estudar a produção vinícola e as rotas comerciais da época. O local do futuro parque eólico será deslocado para preservar o sítio.
Os três achados, embora independentes, convergem para um momento de intensa atividade arqueológica no Mediterrâneo. As equipas egípcias prosseguem a análise dos restos ósseos do sarcófago e a consolidação das estruturas urbanas bizantinas, enquanto os numismatas franceses catalogam as moedas, já propriedade do Estado. Na Itália, o próximo passo é a delicada extração das ânforas e a procura de vestígios do conteúdo original, que poderá iluminar técnicas de vinificação da Antiguidade.
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Nós, do Golfo Árabe, orgulhamo-nos do sucesso arqueológico egípcio, destacando o patrimônio compartilhado da região e o trabalho meticuloso do Ministério.
Ao citar repetidamente as declarações oficiais do Ministério e enfatizar a integridade dos túmulos, a narrativa cria uma aura de sucesso autoritário e autenticidade histórica.
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Maravilhamo-nos com o tesouro inesperado de moedas romanas encontrado na França, um lembrete de que a história ainda guarda surpresas.
Ao enquadrar a descoberta como um 'tesouro' e usar uma linguagem de incredulidade, a narrativa gera entusiasmo e credibilidade através do elemento surpresa.
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